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Doenças Genéticas

quinta-feira, 7 de maio de 2009

As doenças genéticas são doenças incuráveis, sendo que algumas têm tratamento. Em vários casos existem genes que aumentam os fatores de risco para outras doenças. Entre os adultos com doenças crônicas, 10% tem algum problema de origem genética. Em 1966, eram conhecidas 564 doenças genéticas, em 1992 eram 3307 doenças caracterizadas. No início do século XX, 3% das mortes perinatais eram devidas a causas genéticas, já na década de 90 este valor atingiu o valor de 50%.

A alternativa mais promissora para o tratamento destas doenças é a terapia gênica, a partir de técnicas de Engenharia Genética.

A terapia gênica somática só é utilizada para tratar doenças genéticas recessivas em células de diferentes tecidos não relacionados a produção de gametas. A sua característica básica é a de provocar uma alteração no DNA do portador da patologia. Os problemas operacionais desta técnica são: o tempo de vida da célula hospedeira; a baixa expressão do gene; o controle da expressão gênica; a dificuldade de atingir o tecido-alvo e o seu potencial congênito.

A terapia gênica germinativa baseia-se na alteração de células reprodutivas (óvulos, espermatozóides ou células precursoras). Além das questões éticas, esta terapia apresenta inúmeros problemas operacionais: alta taxa de mortalidade; desenvolvimento de tumores e malformações; alteração de embriões potencialmente normais e a irreversibilidade das ações.

A confindencialidade das informações genéticas deve ser mantida, exceto quando um alto risco de um sério dano aos membros da família em risco genético e a informação possa ser utilizada para evitar este dano.

O diagnóstico pré-natal deve ser feito somente por razões relevantes para a saúde do feto e somente para detectar condições genéticas e malformações.

Em 1998 a Organização Mundial da Saúde propôs Diretrizes Internacionais para Aspectos Éticos em Genética Médica e Serviços de Genética com o objetivo de uniformizar os critérios mínimos de adequação ética para a utilização de métodos diagnósticos e de tratamento. Este documento inclui questões que envolvem o aconselhamento genético, "screening" genético, consentimento informado para teste genética, teste de suscetibilidade e de indivíduos pré-sintomáticos, confindencialidade e revelação de informações, diagnóstico pré-natal, armazenamento em bancos de DNA, e as relações da genética médica e reprodução assistida.

Classificação dos Distúrbios Genéticos

*Monogênicos.

É causado por mudanças ou mutações que acontecem na sucessão de DNA de um único gene.
Ex.:

- Anemia Falciforme;
- Distrofia Miotônica;
- Distrofia Muscular de Duchene;
- Doença de Huntington;
- Doença de Tay-Sachs;
- Fenilcetonúria;
- Fibrose Cística;
- Hemofilia A;
- Hipercolesterolemia Familiar;
- Talassemia;
- Síndrome de Marfan.

*Cromossômicas.

Alterações estruturais e numéricas no conjunto de cromossomo de um indivíduo.
Ex.:

- Síndrome de Down;
- Trissomias: 18 – 13 – X;
- Síndrome de Cri-du-chat (miado de gato);
- Síndrome de Klinefelter;
- Síndrome de Turner;
- Síndrome de Wolf-Hirschhorn;
- Síndrome do XYY.

*Multifatoriais.

É causado por uma combinação de fatores ambientais e mutações em genes múltiplos.
Ex.:

- Alzheimer;
- Mal Formações Congênitas;
- Cardiopatias Congênitas;
- Certos Tipos de Câncer;
- Diabetes mellitus;
- Hipertensão Arterial;
- Obesidade.

Obs.: A herança multifatorial também é associada com características de hereditariedade como padrões de impressão digital, altura, cor de olho, e cor de pele.

Herança Ligada ao Sexo

É aquela determinada por genes localizados na região heteróloga do cromossomo X. Como as mulheres possuem dois cromossomos X, eles têm duas dessas regiões. Já os homens, como possuem apenas um. Um gene recessivo presente no cromossomo X de um homem irá se manifestar.

Na espécie humana. os principais exemplos de herança ligada ao sexo são:

- Daltonismo: trata-se da incapacidade relativa na distinção de certas cores que, na sua forma clássica, geralmente cria confusão entre o verde e o vermelho. É um distúrbio causado por um gene recessivo, o gene Xd, enquanto o seu alelo dominante XD determina a visão normal.

A mulher de genótipo XDXd, embora possua um gene para o daltonismo, não manifesta a doença, pois se trata de um gene recessivo. O homem de genótipo XdY, apesar de ter o gene Xd em dose simples, manifesta a doença pela ausência do alelo dominante capaz de impedir a expressão do gene recessivo.

O homem XdY é hemizigoto recessivo, pois do par de genes ele só possui um. O homem de genótipo XDY é hemizigoto dominante.

- Hemofilia: é um distúrbio da coagulação sangüínea, em que falta o fator VIII, uma das proteínas envolvidas no processo, encontrado no plasma das pessoas normais.

O tratamento da hemofilia consiste na administração do fator VIII purificado ou de derivados de sangue em que ele pode ser encontrado (transfusões de sangue ou de plasma). Pelo uso freqüente de sangue e de derivados, os pacientes hemofílicos apresentam uma elevada incidência de Aids e de hepatite tipo B, doenças transmitidas através dessas vias.

A doença é determinada por um gene Xh localizado na porção heteróloga do cromossomo X, assim como o gene causador do daltonismo.

Herança Holândrica

É determinada por genes localizados na porção ímpar do cromossomo Y, que só está presente em homens. O exemplo clássico é a hipertricose, quantidade excessiva de pêlos, particularmente dentro das narinas e do conduto auditivo.

Todo homem afetado é filho de um homem também afetado; todos os seus filhos serão afetados, e as filhas serão normais.

Herança Autossômica Influenciada pelo Sexo

Incluem-se as características determinadas por genes localizados nos cromossomos autossomos cuja expressão é, de alguma forma, influenciada pelo sexo do portador. há diversas modalidades de herança, das quais ressaltaremos a mais conhecida, a dominância influenciada pelo sexo, herança que dentro do par de genes autossômicos, um deles é dominante nos homens e recessivo nas mulheres, e o inverso ocorre com o seu alelo. Na espécie humana, temos o caso da calvície;

*Gene C1: determina cabeleira normal.

*Gene C2: determina a tendência à calvície.

Nos homens, o gene C2 é dominante, enquanto que nas mulheres o gene dominante é o C1.

O Funcionamento do Coração

Os movimentos de contração do coração são chamados sístoles e os de relaxamento de diástoles.

O controle dos batimentos pode determinar-se por fenômenos miogênicos, originados no próprio músculo cardíaco, ou por fenômenos neurogênicos, originados por estímulos nervosos.

Batimentos cardíacos controlados por nervos ocorrem nos artrópodes, por exemplo. Nos vertebrados o batimento é miogênico, entretanto, pode haver alterações por estímulos nervosos.

Especialmente nos mamíferos os batimentos cardíacos obedecem ao ritmo de impulsos oriundos de um nódulo especial do músculo cardíaco, o nódulo sino-atrial, atua como marcapasso que determina contrações dos átrios. Partem impulsos que vão para outro nódulo, o atrioventricular, transmite o impulso a fibras musculares cardíacas modificadas - feixe de His. Então ocorre a contração ou sístole do ventrículo.

O coração dos vertebrados continua a bater mesmo se cortarmos as inervações que possuem, provando que o estímulo da contração é de origem miogênica do coração.

Apesar do automatismo da contração, os batimentos têm mecanismos reguladores com o sistema nervoso autônomo, através do nervo vago, provoca diminuição da frequência cardíaca, e dos nervos cardíacos, provocam aceleração da frequência. A atuação desses nervos permite ajustes nas frequências cardíacas de acordo com as necessidades. O nervo vago é cardiomoderador, libera acetilcolina como mediador químico, enquanto os nervos cardíacos são cardioaceleradores e liberam adrenalina.

Quando a musculatura cardíaca se contrai (sístole) é exercida pressão no sistema de vasos arteriais relacionados com o ventrículo. A pressão é chamada de pressão sistólica, num homem normal e jovem é de 120 mmHg. Quando a musculatura cardíaca sofre relaxamento a pressão diminui, sendo pressão diastólica, num homem jovem normal é 80 mmHg. Esses valores variam ainda dentro de padrões considerados normais, em função de fatores como idade. Indivíduos que possuem pressão constantemente alta são considerados hipertensos.

O número de vezes que o coração sofre contrações por minuto é a frequência cardíaca, num homem normal em repouso é de 70 contrações por minuto.

Reflexos e Respostas de um Recém-nascido

Os reflexos e as respostas de um recém-nascido permitem que ele reaja a o ambiente em que vive e às pessoas que vê. Esses reflexos são instintivos e servem para protegê-lo, e todos os bebês nascem com os mesmos reflexos. Por outro lado, as respostas são totalmente individuais. Por exemplo, o que faz um bebê sorrir pode fazer outro chorar.

Nesta página, você aprenderá tudo sobre os reflexos e as respostas de seu bebezinho aos estímulos que ele recebe. Após fazer a transição para a vida fora do útero, o bebê enfrenta a tarefa de aprender a sobreviver em um ambiente completamente novo para ele. Felizmente, a natureza lhe deu alguns reflexos até que seja capaz de realizar certas atividades voluntariamente.

*Reflexo de Busca.

Como os seios da mãe são programados para fornecer o leite para alimentar o recém-nascido, um bebê automaticamente sabe como responder às tentativas de alimentá-lo. Ao estimular sua bochecha, boca ou lábios com o bico do seio ou da mamadeira, a cabeça vira em direção ao estímulo, a boca se abre e a língua se projeta para fora. Esse movimento da cabeça e da boca é chamado de reflexo de busca e ajuda o bebê a encontrar sua fonte de alimentação. Logo que a boca é estimulada, ele automaticamente começa a sugar e engolir em movimentos coordenados.

*Reflexo Mão-boca.

Ocorre quando se acaricia, com a mão, a bochecha ou a palma da mão do bebê. A boca do bebê faz a busca e depois que encontra a mão que o acaricia, o bebê pode chupá-la por vários minutos. Esse reflexo ajuda os bebês a chuparem e engolirem qualquer muco que possa estar obstruindo suas vias aéreas superiores (nariz e boca) depois que nascem.

*Reflexo de Endireitamento.

Ao colocar, lentamente, o bebê sentado de costas, ele tenta manter a cabeça em pé. Essa resposta é chamada de reflexo de endireitamento. Como sua cabeça é pesada e os músculos não estão fortes o suficiente para mantê-la firme, ela cai para trás e para frente. Você aprenderá rapidamente a apoiar a cabeça do bebê quando pegá-lo.

*Reflexo Tônico do Pescoço.

Durante as primeiras semanas, o bebê vira a cabeça para o lado quando está deitado de costas. O braço do mesmo lado se estende, enquanto o outro é flexionado. Essa postura se assemelha à posição de esgrima e é chamada de reflexo tônico do pescoço. Nessa posição, o bebê consegue descobrir a própria mão. Como é difícil virar sobre um braço esticado, esse reflexo desaparece antes do bebê conseguir rolar.

*Reflexos de Babinski e Preensão.

Um recém-nascido apresenta um forte reflexo de preensão. Quando você coloca um dedo na palma da mão dele, os dedinhos dele se fecham com firmeza ao redor do seu. O reflexo de preensão automático desaparece nos primeiros dois a três meses para permitir que o bebê segure objetos voluntariamente. Se você pressionar levemente a sola do pé do bebê, verá que os dedinhos dele se dobrarão para baixo. Acariciar a lateral da sola faz com que os dedos se abram e o dedão se estenda para cima. Esse reflexo é o oposto da resposta normal do adulto, em que o dedão vira para baixo.

*Reflexo de Caminhar.

Segurar o bebê em pé e pressionar a sola de um pé por vez em uma superfície firme induz o reflexo de caminhar. Ele curva as pernas alternadamente como se estivesse andando. Esse reflexo desaparece rapidamente, mas reaparece meses depois como um comportamento voluntário aprendido na preparação para a verdadeira caminhada.Bater em uma perna faz a outra dobrar, cruzar a primeira perna e afastar o objeto que incomoda.

Ele se movimenta como se quisesse fugir de um estímulo prejudicial. Levantar a cabeça - quando colocado de bruços, o bebê levanta a cabeça e vira de um lado para outro. Ele pode até tentar engatinhar. As respostas impossibilitam, na prática, que o bebê se sufoque quando estiver deitado de bruços em uma superfície firme e plana.

Por essa razão, você não precisa se preocupar se seu filho terá dificuldade para respirar quando estiver nessa posição. Entretanto, você deve mantê-lo longe de roupas de cama, travesseiros, brinquedos e bichinhos de pelúcia, e nunca deve colocá-lo em um colchão muito mole.

*Reflexo de Moro.

O reflexo mais forte é o de Moro, que é uma resposta instintiva quando o bebê se sente desequilibrado e em perigo. Um barulho alto ou um movimento brusco faz o bebê esticar os braços e as pernas, estender o pescoço e chorar. Em seguida, ele junta os braços, como em um abraço, e flexiona as pernas.

Infelizmente, a resposta do bebê o agita ainda mais. O próprio choro estridente acaba assustando-o novamente. Você pode ajudar a quebrar esse ciclo aproximando os braços e pernas do bebê do corpo dele; pressionando levemente sua mão contra seu peito e abdome dele; ou simplesmente segurando-o firmemente junto a seu próprio corpo. Com três meses de idade, esse reflexo desaparece.

Exercício Concêntrico e Exêntrico

- Exercício Concêntrico: diminuição do ângulo articular; encurtamento do músculo; as inserções distais e proximais se aproximam; a força do músculo prevalece sobre a resistência, contra a ação da gravidade.

- Exercício Excêntrico: afastamento das inserções distal e proximal; a resistência prevalece sobre a potência do músculo; aumento do ângulo articular; promove o alongamento do músculo. A contração excêntrica é mais eficiente do que as contrações concêntricas, esta requer menos unidades motoras para controlar a mesma carga excentricamente que concentricamente.

- Precauções em Exercícios Excêntricos: sobrecarga excessiva em sistema cardiovascular; aumento da freqüência cardíaca; aumento da pressão arterial; pacientes hipertensos; história de doença cardiovascular; obrigatoriamente deve-se respirar adequadamente.

- Cuidados na Contração Excêntrica: maior dano tissular; maior número de microtraumas nas fibras musculares; não deve ser utilizado após lesão muscular (período inicial de cicatrização).

- Cadeia Cinética Aberta: segmento proximal está fixo e o distal se movimenta em relação a ele. O ponto de aplicação da força do músculo se dá na inserção do segmento distal. Indicado quando a sustentação do peso está contra indicada. Como por exemplo: pós- operatório – diminuição da pressão intra - articular.

- Cadeia Cinética Fechada: segmento proximal se movimenta e o segmento distal está fixo. O ponto de aplicação da força do músculo se dá na inserção no segmento proximal. Carga sobre ossos, músculos e articulações, tecidos moles não contrateis. Melhora a força, a potência, a resistência a fadiga muscular e melhora a estabilidade, equilíbrio, coordenação e agilidade. Pode-se usar resistência mecânica, manual ou simplesmente o peso do corpo.

Neuroplasticidade

É a denominação das capacidades adaptativas do SNC, é a propriedade do sistema nervoso que permite o desenvolvimento de alterações, estruturais, em resposta, a experiência, e com adaptações, a condições mutantes e a estímulos repetitivos. Existem variáveis importantes no sentido de entender o potencial para a recuperação funcional pós-lesão. São elas: idade, local e tempo da lesão e natureza da mesma.

*Reabilitação.

A reabilitação do cérebro lesado pode promover reconexão de circuitos neuronais lesados, quando há uma pequena perda de conectividade, tendo a uma recuperação autônoma, enquanto uma grande perda terá perda permanente da função; Realizar estímulos facilitadores e inibidores.

Epilepsia

É uma doença neurológica crônica, podendo ser progressiva em muitos casos, são alterações cognitivas, é caracterizado por crises convulsivas recorrentes; Distúrbio metabólico do SNC que ocorre no córtex cerebral onde há um derramamento de acetilcolina, acarretando um distúrbio na condução elétrica.

Uma crise convulsiva é uma descarga elétrica cerebral desorganizada que se propaga para todas as regiões do cérebro, levando a uma alteração de toda atividade cerebral, manifesta-se como alterações comportamentais, falar coisas sem sentido, movimentos exteriotipados, paciente fica fora do ar, olhar parado, fixo e sem contato com o ambiente. A descarga elétrica é resultado de neurônios com atividade funcional alterada (doente).

*Causas.

Distúrbios metabólicos, febres, tumores, cistos parasitológicos, infecções, hipoxemias, meningite, AVC, TCE, anomalias congênitas.

*Como Se Desenvolve.

Em muitas pessoas as crises convulsivas são desencadeadas por um estimulo visual, auditivo, nas crianças podem surgir devido a febre alta.
Obs.: Nem toda crise convulsiva é caracterizada como epilepsia.

*O Que Se Sente.

As crises podem ser precedidas por sensação de mal estar gástrico, dormência do corpo, sonolência, sensação de escutar sons estranhos, odores desagradáveis, distorção de imagens, podem apresentar durante esse período cefaléia, sensibilidade a luz, confusão mental, ferimentos orais (língua e mucosa).

*Diagnóstico.

Eletroencefalograma.

*Como Se Trata.

Através de medicamento que diminuam as descargas elétricas anormais.

Enxaqueca

Presença de dor de cabeça recorrente, unilateral ou bilateral, geralmente de caráter pulsátil, com intensidade de moderada a intensa, precedidas ou não por sinais neurológicos, usualmente ocasionados por náuseas, vômitos, fotofobias; As crises podem durar de 4 a 72 horas, alguns sintomas podem aparecer dias antes da crise de enxaqueca como falta de apetite, dificuldades de memória, desejos por alimentos específicos, sonolência.

*Como Se Desenvolve.

Indivíduos com enxaqueca apresentam desequilíbrio de neurotransmissores no Sistema Trigemino - Vascular, que é responsável pelos fenômenos dolorosos relacionados à face e ao crânio; As crises podem ser desencadeadas por inúmeros fatores como estresse físico e emocional, determinados alimentos, privação ou excesso de sono, alterações hormonais súbitas.

Demência

São todas as doenças que provocam alterações da memória de curta ou longa duração, associada a alterações da função cortical a qual chamamos de raciocínio.

*Memória de Curta Duração.

Responsável pelo que o individuo realizou nos últimos dias e nas ultimas horas.

*Memória de Longa Duração.

Responsável pelo aprendizado, lembranças a infância e de anos passados.

*Como Se Adquire.

Muitas doenças chamadas degenerativas são responsáveis por quadros demências, como: doença de Alzheimer, diabete melito, dislipidemias, isquemias cerebrais. Também como doenças infecciosas, por tumores, e pós-traumatismo.

Inicialmente a pessoa queixa-se de perda da memória recente, depois aparecem as alterações da memória tardia, memória de tempo e memória espacial, por fim a uma alteração do comportamento, com atitudes bizarras e imprevisíveis.

Paralisia Facial

A paralisia facial provoca perda dos movimentos da musculatura da face, pode ser unilateral e bilateral, ocasiona uma assimetria da face. O nervo Facial VII é responsável pela inervação da musculatura da face é conhecido como nervo da expressão facial. É caracterizado por uma neuropatia craniana.

Toda a hemiface inervada pelo nervo lesado fica paralisada, afetando a boca, nariz, não enrugando a testa, não fechando o olho e a musculatura facial desvia-se para o lado oposto.

*Formas de Paralisia Facial:

- Idiopática: por infecções virais, ocorre uma inflamação no nervo e o mesmo passa a ter um funcionamento deficiente.

- Sintomática: causada por trauma, tumores comprimindo o nervo facial e outras doenças.

*Sinais e Sintomas.

Alteração do paladar, da mastigação, da salivação, dormência da língua, diminuição ou aumento das lágrimas, formigamento da hemiface, musculatura perde seu tônus, consegue assobiar ou assoprar e sua fala é alterada. Ocorre também o ressecamento da conjuntiva do olho afetado, com risco de lesão da córnea.

*Tipos de Paralisia Facial:

- Periférica: quando a lesão do nervo facial ocorre após sua entrada no conduto auditivo interno. A causa mais comum é a infecção do ouvido médio, traumatismo e tumores.

- Central: quando a lesão do nervo facial ocorre antes da entrada no conduto auditivo interno. A causa é por acidente vascular cerebral, ocorre desvio de boca com perda de força do braço e perna do lado oposto, olho e testa mantém-se normal.

- Antomia do Nervo Facial: é responsável pela mímica facial, glândulas salivares e lacrimal e sensibilidade do palato mole e da língua. Origina-se na ponte. É um nervo misto, com fibras motoras e sensoriais.

*Fibras Motoras.

Transmite informações sobre o tato, dor, pressão, originada na língua e na faringe.

*Fibras Sensoriais.

Músculos que fecham os olhos movem os lábios e produzem expressão facial. A lesão do nervo facial resulta na paralisia de alguns músculos como: Occiptofrontal (levanta as pálpebras), Orbicular do olho (fecha os olhos), Grande e Pequeno Zigomático (levantador do canto da boca), Bucinador (mantém a bochecha contra os dentes), Orbicular da Boca (fecha a boca), Risório (sorriso), Mentodiano (enruga o queixo).

*Principais Causas da Paralisia Facial.

- Perinatais: uso de fórceps, distrofia miotônica.

- Traumatismo: fraturas da base do crânio, traumatismo crânio encefálico, lesões penetrantes do ouvido médio.

- Infecciosas: mastoidite, vírus herpes, lepra, tuberculose, tétano.

- Metabólicas: diabetes, hipertireoidismo, gravidez.

- Neoplásicas: leucemia, neurinoma, tumores.

*Bases Neurofisiológicas.

- Neuropraxia: perda de continuidade da transmissão do impulso nervoso, sem causa orgânica, aparente, associada com desmielinização.

- Axonotmese: perda de axônios de intensidade variável.

- Neurotmese: transecção total do nervo ocorre nas lesões traumáticas severas ou durante cirurgias da face.

*Conduta Fisioterápica.

Quanto antes iniciar a terapia, maior será a recuperação. Pode iniciar preparando a face com massagens, usar compressas úmidas geladas, estimulação manual, orientação e exercícios de mímicas faciais, realizados 3 vezes ao dia em frente a um espelho: Elevar a testa, fechar os olhos naturalidade, fazer cara de cheiro ruim, boca de sapo, bico de peixe, beijo bem estralado, empurrar as bochechas com a língua, alternar nas bochechas, pronunciar as vogais.

Os exercícios devem ser realizados de forma lenta para evitar fadiga. Durante a fisioterapia deve-se procurar o equilíbrio entre os músculos agonistas e antagonistas. A crioterapia faz estimulação dos pontos motores para a obtenção da contratura muscular na fase flácida da paralisia. A termoterapia proporciona o relaxamento muscular na fase de hipertonia da paralisia.

*Cuidados.

Usar óculos escuros para proteger os olhos da poluição, evitar ficar em lugares enfumaçados, usar colírio várias vezes ao dia, mastigar devagar, dos lados, e limpar com a língua a cavidade bucal, passar água de um lado ao outro da bochecha.

Alcalose Respiratória

A alcalose respiratória é caracterizada por aumento do pH no plasma, queda na pco2 e diminuição na concentração de HCO3. Essa condição pode ser causada por hiperventilação (histeria), residência em locais de grande amplitude, insuficiência cardíaca congestiva, doenças pulmonares, overdose de aspirina, exercício excessivo e cirrose.

O problema origina-se com excreção excessiva de CO2. Por exemplo, a super estimulação do centro de controle respiratório cerebral por compostos químicos (aspirina) ou a necessidade de maiores quantidades de O2 (insuficiência cardíaca congestiva, residência em locais de grande altitude) conduz uma perda excessiva de CO2. Os rins tentarão compensar pelo aumento da excreção de HCO3.

Os sintomas da alcalose respiratória são hiperventilação, que não pode ser controlada, possíveis convulsões, vertigens e mesmo delírio eufórico.

O tratamento envolve a remoção da causa do problema. Respiração dentro de uma bolsa de papel (para respirar o CO2 exalado) também é útil.

Acidose Respiratória

A acidose respiratória é causada por uma diminuição do pH plasmático, um aumento na pco2 e um aumento compensativo variável na concentração de HCO3.

A acidose respiratória é causada por ventilação inadequada e deficiente, pela inibição dos centros respiratórios cerebrais (por sedativos, anestésicos, opiatos, parada cardíaca) ou por uma troca gasosa deficiente dos pulmões para os capilares sanguíneos (poliomielite, enfisema, asma grave, edema pulmonar agudo, pneumonia).A resposta a acidose respiratória é demorada.

Tampões não são efetivos, pois o HCO3 não pode tamponar H2CO3. Os responder aumentando a excreção de H+, mas isso ocorre somente após algumas horas ou dias. Uma vez que a resposta renal tenha iniciado, ela é usualmente capaz de lidar com a acidez excessiva. Entretanto, os rins não serão capazes de corrigir o problema. A acidose respiratória crônica (é um problema comum, visto com freqüência em fumantes com doenças respiratórias).

Os sintomas da acidose respiratória incluem dor de cabeça, visão nebulosa, fadiga e fraqueza.

O tratamento da acidose respiratória aguda visa o retorno da respiração ao normal. Isso pode incluir assistência através de aparelhos mecânicos, uso de pequenos broncodilatadores e pequenas infusões de NAHCO3.

Usualmente, a acidose respiratória crônica não é tratada. Cuidados devem ser tomados com pacientes crônicos, uma vez que opiatos e anestésicos atuarão como agentes depressivos respiratórios e induzirão ainda mais à hipoventilação.

Acidose Metabólica

Acidose metabólica é caracterizada pela queda do pH do plasma com resultado da diminuição da concentração do HCO3 e queda compensativa da pressão parcial de dióxido de carbono, pco2. Acidose metabólica pode ser causada tanto pela adição de H+ como pela queda de HCO3.

*As Causas Mais Comuns.

São diabetes melito descontrolado, com ocorrência de Cetose, falha renal, envenenamento com substâncias ácidas, diarréia grave com perda de HCO3, acidose láctica e desidratação severa.À medida que o pH diminui, mais H2CO3 é produzido a partir de HCO3. O H2CO3 por sua vez decompõe-se em CO2 e H2O.

Se os tampões sanguíneos não conseguem controlar o pH, então o excesso de dióxido de carbono produzido estimula o centro respiratório do cérebro, fazendo com que o indivíduo respire mais rápido, para promover a remoção de mais dióxido de carbono do sangue. O aumento na taxa respiratória (hiperventilação) continua até que a quantidade de dióxido de carbono seja demasiadamente pequena para estimular o centro respiratório do cérebro; então a ventilação volta à taxa normal. Além da hiperventilação, os rins respondem pela excreção de H+ principalmente na forma de NH4.

*O Tratamento.

se os rins apresentam funcionamento normal, consiste na administração intravenosa de HCO3. Isso reduz a concentração de H+, aumentando assim o valor de pH, que atinge seu valor normal. Fluidos são administrados para repor a água perdida. O diabético recebe um tratamento de insulina. Hemodiálise pode ser necessária se os rins não funcionam normalmente.

Alcalose Metabólica

A alcalose metabólica é caracterizada por aumento do pH do plasma, aumento da concentração de HCO3, e aumento compensativo na pco2. É causada por uma perda de H+ ou pela retenção de HCO3.

As causas comuns da alcalose metabólica são vômitos prolongados, sucção gástrica (ambos removem ácidos estomacais), superdose de HCO3 (no tratamento de úlcera gástrica), perda de K+ e Cl- em virtude de exercício rigoroso, doenças renais, transfusões de sangue volumosas e terapia com diuréticos.

Normalmente os rins são capazes de corrigir essa situação pela excreção de grandes quantidades de HCO3. Portanto, a persistência de alcalose metabólica é uma indicação de que a excreção renal está prejudicada.

Os sintomas incluem respiração lenta (hipoventilação), na medida em que os pulmões tentam conservar CO2 (proveniente de H2CO3 necessário para neutralizar a alcalinidade em excesso), paralisia, convulsões, fraqueza, e cãibras musculares.

O tratamento usual envolve a administração de NaCl, com KCl se a concentração de K+ é baixa. O aumento na concentração de Na+ faz melhorar a excreção de HCO3, corrigindo desse modo a situação. Pacientes com alcalose metabólica resultante de terapia diurética podem tomar actazolamida (Diamox) para aumentar a excreção de HCO3.

Infra-vermelho

Calor seco e Superficial, Energia radiante, Sensação de calor.

Técnicas de Aplicação:

Teste de sensibilidade
Despir a área a ser tratada
Posicionar o aparelho à 40cm e 90° do paciente
Tempo de 20 a 30 minutos
Sugestão: Pano úmido

Indicações:

Doenças de pele como psoríase, pitiríase e vertiligo
Escaras
Úlceras

Contra-indicações:

Fotossensibilidade
Aplicação direta nos olhos
Carcinoma de pele
Cicatrizes
Distúrbios de sensibilidade
Insuficiência circulatória
Hemorragias
Edema
Neoplasias (câncer ou tumor)
Dermatites
Albinismos

Ultra-som

Forma de energia mecânica que consiste em vibrações de alta freqüência. Pode ser Contínuo (crônicos) ou Pulsátil (agudos). Efeitos Mecânicos; micromassagem e promove o aumento da permeabilidade celular. Efeitos Térmicos; micromassagem leva a geração de calor por fricção e vasodilatação local.

Diferenciais do U.S. Pulsado

Freqüência:

16 Hz-regeneração
48 Hz-regeneração
100 Hz-analgesia, antiinflamatório

Ciclos de Trabalho:
5%
10%
20%
50%
Obs.: Quanto menor o tempo de pulso, menor o calor produzido

Dose de segurança:

Contínuo-> 2W/cm2
Pulsado-> 3W/cm2

Tempo de aplicação:

Mínimo: 4 minuos
Máximo: 15 minutos

Dose para Tratamento:

Músculo; 07 à 09 (W/cm2)
Tendão; 04 à 07 (W/cm2)
Ligamento; 03 à 06 (W/cm2)
Cápsula; 05 à 07 (W/cm2)
Nervo; 08 à 1,2 (W/cm2)
Osso; 03 à 05 (W/cm2)

Indicação:

Artroses
Bursites
Ciatalgia
Contusões
Cervicalgia
Contraturas
Distenção
Edema
Entorse
Epicondilite
Tendinite, lombalgia

Precauções:

Fraturas recentes
Osteossíntese
Evitar doses altas
Pulmão
Intestino

Contra-indicação:

Região pré-cardial
Cérebro
Órgãos reprodutivos
Fígado
Baço
Útero
Epífises ósseas em crescimento
Tumores
Paralisia
Marcapasso
Trombose

FES

Estimulação Elétrica Funcional, de baixa freqüência baixa- 20-80Hz-
Provoca eletroginástica, Melhora retorno venoso e linfático, desenvolve eletrocinesia e hipertrofia.

Freqüência:

10 a 50 Hz
Pulso:
0,2 a 0,5 m/s
Tempo on:
4 a 6 segundos
Tempo off:
2 a 18 segundos
Relação on-off:
1 para 3
Duração da sessão:
30 minutos

Colocação dos eletrodos:

Próximos aos pontos motores dos músculos
Cuidados:
Evitar fadiga muscular

Contra-indicações:

Osteoporose severa
Limitações articulares
Alterações cardio-respiratórias ou circulatórias
Lesões tróficas
Intolerância ao estímulo elétrico
Espasticidade muito severa
Idade > de 15 anos e < de 50 anos
Epilepsia
 
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