Para tentar solucionar os problemas enfrentados com a mãe-de-obra indígena, a Coroa Portuguesa resolveu incentivar o tráfico de escravos vindos da África. Esse tráfico de escravos era feito da seguinte forma: os comerciantes saiam de Portugal com alguns produtos como armas de fogo, vinhos, roupas, etc., levavam esses produtos para África e trocavam por negros que eram trazidos para o Brasil.
Aqui, os negros eram trocados por dinheiro, algodão e principalmente cana-de-açúcar, e que eram levados para Portugal.
Esse sistema que ficou conhecido como "Comércio Triangular", fez durante muito tempo, a de poder, passando a pressionar os senhores de engenho da colônia para comprarem escracos independente da necessidade econômica desses senhores, ameaçando-os de não levarem seus produtos para serem vendidos em Portugal.
*O Tráfico.
Os traficantes de escravos sabiam que era muito comum, que após uma guerra entre tribos africanas, a vencedora escraviza a outra, e bastava apenas aos traficantes tornarem-se amigos dos chefes de tribos vencedoras, o que não era difícil, pois esses chefes adoravam as bugigangas trazidas pelos traficantes.
Para facilitar o seu trabalho, os traficantes jogavam uma tribo contra a outra e esperavam para "colher os frutos", após a guerra.
As condições de viagem nesses navios negreiros também eram as piores possíveis. Os negros eram acorrentados uns aos outros e levados para os porões dos navios, locais que não continham a mínima higiene.
A maneira como eram tratados pelos traficantes também não eram das melhores, pois os escravos passavam dias sem comer nada. Ao chegarem na colônia os negros eram alimentados (Para causarem uma boa impressão aos compradores) e levados, ao mercado para serem vendidos aos senhores, que os examinavam como se fossem animais.
*Trabalho Escravo.
Os escravos foram utilizados nos mais variados tipos de trabalho: nas lavouras da cana, no engenho, na cozinha, nas minas, etc. O trabalho era muito duro e aquele que não fizesse o trabalho direito ou se recusasse a fazê-lo sofria terríveis castigos, como os açoites ou a marca de ferro em brasa da letra "F", para os negros fugitivos.
*A Luta Contra a Escravidão.
Para resistir a escravidão, muitos negros, fugiam das senzalas (Grande galpão, onde dormiam os escravos), para as florestas. Esses escravos fugitivos formavam aldeias que eram chamadas de Quilombos.
O Quilombo mais conhecido foi o de Palmares, pois foi o que mais resistiu aos seus inimigos brancos. O primeiro a tentar destruir o Quilombo de Palmares foi Fernão de Carrilho em 1677, e fracassou.
Após várias tentativas e todas inúteis, pois o Palmares, além de muito populoso tinha como líder Zumbi, que incentivava os escravos a resistirem, foi contratado Domingos Jorge Velho, experiente Bandeirante na caça e destruição de Quilombos.
Apesar da resistência, Palmares foi totalmente destruído. Muitos negros, para não voltarem a vida de escravos suicidaram-se. Zumbi ainda conseguiu fugir, mas foi encontrado e assassinado. Sua cabeça foi exposta na praça pública para servir como exemplo, em 1695.
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O Brasil República
*Os Primeiros Momentos da República.
Com a saída de D. Pedro II do governo, o novo regime republicado escolheu como governante, até a eleição, o Marechal Deodoro da Fonseca. Em 1891 foi promulgada uma Constituição que, entre outras coisas, acabava por completo com o Poder Moderador, com o voto de acordo com a renda (censitário) e permitia a liberdade religiosa.
O Marechal Deodoro da Fonseca foi eleito indiretamente como Presidente até 1894. Para o Ministério da Fazenda foi escolhido Rui Barbosa, que lançou um plano econômico para tirar o Brasil da crise econômica e promover a industrialização do país.
Investiu-se em bancos e foram emitidos grandes volumes de dinheiro para fazer empréstimos para novas empresas. Esse dinheiro por empréstimos foi colocado, em sua maioria na Bolsa de Valores, o que incentivou a especulação financeira e o aumento da inflação levando o país a uma séria crise econômica, que ficou conhecida como Encilhamento.
Diante da crise, o Marechal Deodoro não agüentou a pressão do Congresso e renunciou em 1891. Assumiu em seu lugar o Vice-Presidente Floriano Peixoto, contradizendo a Constituição (Que dizia que quando um Presidente renunciasse antes de completar dosi anos de mandato, seriam convocadas novas eleições).
Floriano Peixoto, que governou até 1894, enfrentou duas revoltas: os Federalistas do Rio Grande do Sul e a Revolta da Armada. Ambas as revoltas não aceitavam o governo de Floriano Peixoto, e foram esmagadas rapidamente pelas tropas do governo.
Esse período inicial, de implantação e consolidação da República (1889-1894), é conhecido como República de Espada; e a partir de 1894, com a instalação de civis no poder, configurou-se a República das Oligarquias, que foi até 1930.
Com a saída de D. Pedro II do governo, o novo regime republicado escolheu como governante, até a eleição, o Marechal Deodoro da Fonseca. Em 1891 foi promulgada uma Constituição que, entre outras coisas, acabava por completo com o Poder Moderador, com o voto de acordo com a renda (censitário) e permitia a liberdade religiosa.
O Marechal Deodoro da Fonseca foi eleito indiretamente como Presidente até 1894. Para o Ministério da Fazenda foi escolhido Rui Barbosa, que lançou um plano econômico para tirar o Brasil da crise econômica e promover a industrialização do país.
Investiu-se em bancos e foram emitidos grandes volumes de dinheiro para fazer empréstimos para novas empresas. Esse dinheiro por empréstimos foi colocado, em sua maioria na Bolsa de Valores, o que incentivou a especulação financeira e o aumento da inflação levando o país a uma séria crise econômica, que ficou conhecida como Encilhamento.
Diante da crise, o Marechal Deodoro não agüentou a pressão do Congresso e renunciou em 1891. Assumiu em seu lugar o Vice-Presidente Floriano Peixoto, contradizendo a Constituição (Que dizia que quando um Presidente renunciasse antes de completar dosi anos de mandato, seriam convocadas novas eleições).
Floriano Peixoto, que governou até 1894, enfrentou duas revoltas: os Federalistas do Rio Grande do Sul e a Revolta da Armada. Ambas as revoltas não aceitavam o governo de Floriano Peixoto, e foram esmagadas rapidamente pelas tropas do governo.
Esse período inicial, de implantação e consolidação da República (1889-1894), é conhecido como República de Espada; e a partir de 1894, com a instalação de civis no poder, configurou-se a República das Oligarquias, que foi até 1930.
Governo Castelo Branco (1964 - 1967)
Com a deposição de Jango, assumiu novamente a Presidência da República o Presidente da Câmara, deputado Ranieri Mazzilli.
Foi criado o Comando Revolucionário, que decreta o Ato Institucional n°1, conhecido como AI-1, com poderes para alterrar a Constituição, dando plenos poderes ao Presidente da República. De acordo com os termos desse Ato, na primeira quinzena de Abril, o Congresso elege o general Humberto Castelo Branco, cujo mandato deveria ser provisório, o que na realidade não aconteceu, pois o mandato foi prorrogado e o AI-1 mantido.
Dentro do movimento que se autodenominou "Revolucionário", havia dois grupos distintos, um grupo (Sorbonne), liderado por civis e que esperavam que a queda de Jango e a desintegração do movimento, desse novo fôlego às forças conservadoras e os colocasse novamente no poder. O outro grupo, que tinha a sua frente os militares, visava a tomada do poder e tê-lo sob seu controle.
Todos os movimentos tidos como "subversivos" foram colocados na ilegalidade e seus membros foram presos. A UNE, CGT, o MUT e as Ligas Camponesas foram eliminadas e iniciaram-se os primeiros exílios. As Universidades públicas perderam sua autonomia e inúmeros professores foram aposentados e exilados (isso aconteceu com Fernando Henrique Cardoso, que tornou-se, mais tarde, Presidente da República).
A não ser por uma discreta tentativa de guerrilha, prontamente abortada, e a repressão de algumas isoladas conspirações, o governo estabelecido não teve dificuldades de manter sua autoridade, havendo permitido que em 1965, fossem realizadas as eleições para governadores dos estados.
O resultado não lhe foi favorável e uma das conseqüências singnificativas dessa votação foi que em Outubro do mesmo ano, o governo promulga o Ato Institucional n°2, o AI-2 que ampliava os poderes do Presidente e extinguia os partidos políticos, deixando apenas dois, o partido do governo, Arena (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que representava a oposição ao regime. Também aprovava a eleição indireta para Presidente, além de dar poderes ao Presidente de cassar e suspender por 10 anos as atividades de qualquer político.
Foi criado o Comando Revolucionário, que decreta o Ato Institucional n°1, conhecido como AI-1, com poderes para alterrar a Constituição, dando plenos poderes ao Presidente da República. De acordo com os termos desse Ato, na primeira quinzena de Abril, o Congresso elege o general Humberto Castelo Branco, cujo mandato deveria ser provisório, o que na realidade não aconteceu, pois o mandato foi prorrogado e o AI-1 mantido.
Dentro do movimento que se autodenominou "Revolucionário", havia dois grupos distintos, um grupo (Sorbonne), liderado por civis e que esperavam que a queda de Jango e a desintegração do movimento, desse novo fôlego às forças conservadoras e os colocasse novamente no poder. O outro grupo, que tinha a sua frente os militares, visava a tomada do poder e tê-lo sob seu controle.
Todos os movimentos tidos como "subversivos" foram colocados na ilegalidade e seus membros foram presos. A UNE, CGT, o MUT e as Ligas Camponesas foram eliminadas e iniciaram-se os primeiros exílios. As Universidades públicas perderam sua autonomia e inúmeros professores foram aposentados e exilados (isso aconteceu com Fernando Henrique Cardoso, que tornou-se, mais tarde, Presidente da República).
A não ser por uma discreta tentativa de guerrilha, prontamente abortada, e a repressão de algumas isoladas conspirações, o governo estabelecido não teve dificuldades de manter sua autoridade, havendo permitido que em 1965, fossem realizadas as eleições para governadores dos estados.
O resultado não lhe foi favorável e uma das conseqüências singnificativas dessa votação foi que em Outubro do mesmo ano, o governo promulga o Ato Institucional n°2, o AI-2 que ampliava os poderes do Presidente e extinguia os partidos políticos, deixando apenas dois, o partido do governo, Arena (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que representava a oposição ao regime. Também aprovava a eleição indireta para Presidente, além de dar poderes ao Presidente de cassar e suspender por 10 anos as atividades de qualquer político.
Fontes Históricas
As fontes históricas são materiais e/ou documentos que os historiadores utilizam para proporcionar uma investigação no tempo sobre determinado fato ou acontecimento.
As fontes devem ser muito bem analisadas e receber uma severa crítica, pois devemos contestar e verificar sua credibilidade para não ocorrer nenhuma distorção na investigação e que não seja rumado caminhos distintos da realidade.
As fontes podem ser:
- Escritas: jornais, textos, revistas, cartas e etc.
- Materiais: enquadram-se construções (casas, templos, edificações), utensílios, roupas, moedas, instrumentos de trabalho e etc.
- Visuais: como imagens, quadros, filmes, fotos.
- Orais: entrevistas, depoimentos, programas de rádio ou TV, lendas, gravações em DVD ou VHS.
As fontes devem ser muito bem analisadas e receber uma severa crítica, pois devemos contestar e verificar sua credibilidade para não ocorrer nenhuma distorção na investigação e que não seja rumado caminhos distintos da realidade.
As fontes podem ser:
- Escritas: jornais, textos, revistas, cartas e etc.
- Materiais: enquadram-se construções (casas, templos, edificações), utensílios, roupas, moedas, instrumentos de trabalho e etc.
- Visuais: como imagens, quadros, filmes, fotos.
- Orais: entrevistas, depoimentos, programas de rádio ou TV, lendas, gravações em DVD ou VHS.
Construção do Conhecimento Histórico
Os passos considerados básicos para proporcionar um trabalho de construção do conhecimento histórico. Todos os passos devem ser trabalhados com dedicação e objetivo de seriedade na investição e produção do trabalho.
- Conhecimento Prévio: aproveitar os conhecimentos prévios dos alunos ou grupo de estudo, tornando-se necessário ao Professor ou historiador trabalhar.
- Recortes Temáticos: priorizar assuntos estruturantes ao aluno.
- Documentos Históricos: tomar conhecimento do passado e construir um conhecimento histórico (documento escrito e não-escrito).
- Tempo Histórico: construir noções de espaço e tempo.
- Espaço: todo fato histórico ocorre num determinado espaço, destaca-se trabalhar a importância e fixação desde conceito com os alunos para melhorar o entendimento dos alunos.
- Conhecimento Prévio: aproveitar os conhecimentos prévios dos alunos ou grupo de estudo, tornando-se necessário ao Professor ou historiador trabalhar.
- Recortes Temáticos: priorizar assuntos estruturantes ao aluno.
- Documentos Históricos: tomar conhecimento do passado e construir um conhecimento histórico (documento escrito e não-escrito).
- Tempo Histórico: construir noções de espaço e tempo.
- Espaço: todo fato histórico ocorre num determinado espaço, destaca-se trabalhar a importância e fixação desde conceito com os alunos para melhorar o entendimento dos alunos.
História: A Disciplina
Alguns fatores da importância de estudarmos história na Escola:
*Compreensão dos processos de construção do conhecimento histórico;
*Entendimento dos métodos de pesquisa história e noções das fontes documentais;
*Identificação e análise das principais características das correntes historiográficas;
*Abordagem da construção do conhecimento histórico na Escola;
*Compreensão dos processos de construção do conhecimento histórico;
*Entendimento dos métodos de pesquisa história e noções das fontes documentais;
*Identificação e análise das principais características das correntes historiográficas;
*Abordagem da construção do conhecimento histórico na Escola;
Qual é o Papel da Memória na História?
"Conjunto de funções psíquicas que possibilitam conservar certas informações, graças às quais o homem pode atualizar impressões ou informações passadas ou que ele representa como passadas"
- Le Goff.
A memória como definido anteriormente é um meio de guardar lembranças de um determinado momento da história passada.
Qual o papel da memória? Vejamos, podemos destacar a memória importante no âmbito que nem sempre alguns acontecimentos podem ser registrados nos documentos escritos ou fotográficos; a passagem de uma estrela cadente por exemplo, não se pode "escrever" sobre a passagem dela, porém quem a vê sabe que a viu e passa este momento através de informação oral, sendo assim, passada de pessoa para pessoa, de geração para geração através da linguagem verbal, tornando-se com o tempo uma memória.
Como checar? Um jornal da época ou revista científica que escreveu sobre a passagem da estrela cadente poderiam confirmar; mas se não houver este jornal? Deve-se buscar depoimentos e memórias de outras pessoas, outras famílias, outras gerações...
A memória registra e passa através de linguagem verbal determinados momentos e fatos.
- Le Goff.
A memória como definido anteriormente é um meio de guardar lembranças de um determinado momento da história passada.
Qual o papel da memória? Vejamos, podemos destacar a memória importante no âmbito que nem sempre alguns acontecimentos podem ser registrados nos documentos escritos ou fotográficos; a passagem de uma estrela cadente por exemplo, não se pode "escrever" sobre a passagem dela, porém quem a vê sabe que a viu e passa este momento através de informação oral, sendo assim, passada de pessoa para pessoa, de geração para geração através da linguagem verbal, tornando-se com o tempo uma memória.
Como checar? Um jornal da época ou revista científica que escreveu sobre a passagem da estrela cadente poderiam confirmar; mas se não houver este jornal? Deve-se buscar depoimentos e memórias de outras pessoas, outras famílias, outras gerações...
A memória registra e passa através de linguagem verbal determinados momentos e fatos.
A Importância da Fotografia na História
Os passos para utilizar a imagem/fotografia na História:
- Primeiramente identificar o objeto.
- O que é este objeto?
- Do que é feito e como foi feito?
- Quais as necessidades que exigiram a construção deste objeto?
- Quando foi produzido e, ainda o utilizam?
Pode-se descobrir as vantagens que foram obtidas com tal objeto, por exemplo, registrar momentos e fatos que ficaram marcados na memória de um pessoa e/ou sociedade; réplicas de quadros, aplicar estudos e pesquisa a partir de uma foto/imagem.
Fixar na memória um momento passado e observar como é hoje, por exemplo, a foto do interior das fábricas na época da Revolução Industrial e comparar com o interior das fábricas atualmente: como era? Como é agora? O que mudou? Fotos podem ser importantes para este tipo de análise.
- Primeiramente identificar o objeto.
- O que é este objeto?
- Do que é feito e como foi feito?
- Quais as necessidades que exigiram a construção deste objeto?
- Quando foi produzido e, ainda o utilizam?
Pode-se descobrir as vantagens que foram obtidas com tal objeto, por exemplo, registrar momentos e fatos que ficaram marcados na memória de um pessoa e/ou sociedade; réplicas de quadros, aplicar estudos e pesquisa a partir de uma foto/imagem.
Fixar na memória um momento passado e observar como é hoje, por exemplo, a foto do interior das fábricas na época da Revolução Industrial e comparar com o interior das fábricas atualmente: como era? Como é agora? O que mudou? Fotos podem ser importantes para este tipo de análise.
Guerra do Paraguai (1864 - 1870)
O Paraguai no século XIX era um país que destoava do conjunto latino-americano por ter alcançado um certo progresso econômico autônomo, a partir da independência em 1811.
Durante os longos governos de José Francía (1811-1840) e Carlos López (1840-1862), erradicara-se o analfabetismo no país e haviam surgido fábricas - inclusive de armas e pólvora -, indústrias siderúrgicas, estradas de ferro e um eficiente sistema de telégrafo.
As "estâncias da pátria" (unidades econômicas formadas por terras e instrumentos de trabalho destribuídos pelo Estado aos camponeses, desde o governo Francía) abasteciam o consumo nacional de produtos agrícolas e garantiam à população emprego e invejável padrão alimentar.
Nesse quadro de relativo sucesso socioeconômico e de autonomia internacional, Solano López, cujo governo iniciou-se em 1862, enfatizou a política militar-expansionista, a fim de ampliar o território paraguaio.
Pretendia criar o "Paraguai Maior", anexando, para isso, regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil (como Rio Grande do Sul e Mato Grosso). Obteria, dessa forma, acesso ao Atlântico, tido como imprescindível para a continuação do progresso econômico do país.
A expansão econômica paraguaia, contudo, prejudicava os interesses ingleses na região, na medida em que reduzia o mercado consumidor paraguaio para seus produtos. Havia, ainda, a ameaça de que o país eventualmente se transformasse em exportador de manufaturados ou que seu modelo de desenvolvimento autônomo e independente pudesse servir de exemplo para outros países da região.
Dessa forma, a Inglaterra tinha sólidos interesses que justificavam estimular e financiar uma guerra contra o Paraguai. Usando como pretexto a intervenção brasileira no Uruguai e contando com um exército bem mais numeroso que o do oponente brasileiro, Solano López tomou a ofensiva ao romper relações diplomáticas com o Brasil, em 1864.
Logo depois, como medida complementar, ordenou o aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda, no rio Paraguai, retendo, entre seus passageiros e tripulantes, o presidente da província do Mato Grosso, Carneiro de Campos. A resposta brasileira foi a imediata declaração de guerra ao Paraguai.
Em 1865, mantendo-se na ofensiva, o Paraguai havia invadido o Mato Grosso e o Norte da Argentina, e os governos do Brasil, Argentina e Uruguai criaram a Tríplice Aliança contra Solano López. Apesar de as primeiras vitórias da guerra terem sido paraguaias, o país não pôde resistir a uma guerra prolongada.
A população paraguaia era muito menor que a dos países da Tríplice Aliança e, por maior que fosse a competência do exército paraguaio, a ocupação militar dos territórios desses países era fisicamente impossível, enquanto o pequeno Paraguai podia ser facilmente ocupado pelas tropas da Aliança. Finalmente, Brasil, Argentina e Uruguai contavam com o apoio inglês, recebendo empréstimos para equipar e manter poderosos exércitos.
A vitória brasileira do almirante Barroso na batalha de Riachuelo, já em 1865, levou à destruição da frota paraguaia. A partir daí, as forças da Tríplice Aliança passaram a ter a iniciativa na guerra, controlando rios, principais meios de comunicação da bacia platina.
Apesar de todas essas limitações, o Paraguai resistiu a quase cinco anos de guerra, mostrando o grau relativamente alto de desenvolvimento e auto-suficiência que havia obtido, além do engajamento da sua população em defesa do país.
O maior contingente das tropas da Aliança foi fornecido pelo exército brasileiro, que até então praticamente inexistia. Como sabemos, a Guarda Nacional cumpria, ainda que mal, as funções normalmente destinadas ao exército.
Diante de uma tropa bem-organizada e treinada como a paraguaia, era necessária uma nova força armada para o Brasil. O reduzido corpo de oficiais profissionais do exército brasileiro encarregou-se dessa função com bastante sucesso, ainda que isso demandasse tempo.
Para ampliar o contingente de soldados, em novembro de 1866 foi decretado que os escravos voluntariamente se apresentassem para lutar na guerra obteriam a liberdade. Muitos se alistaram dessa maneira, mas alguns foram obrigados a fazê-lo no lugar dos filhos de seus senhores que haviam sido recrutados. No mesmo ano, o Brasil alcançou expressiva vitória na batalha de Tuiuti.
Luís Alves de Lima e Silva, barão de Caxias, assumiu o comando das forças militares imperiais, vencendo rapidamente importante batalhas como as de Itororó, Avaí, Angosturas e Lomas Valentinas, chamadas "dezembradas" por terem acontecidos no mês de dezembro de 1868.
Essas batalhas abriram caminho para a invasão de Assunção, capitais paraguaias, tomadas em janeiro de 1869. O conde D'Eu, genro do imperador, liderou a última fase da guerra, conhecida como campanha da Cordilheira, completada com a morte de Solano López em 1870.
A guerra devastou o território paraguaio, desestruturando sua economia e causando a morte de cerca de 75% da população (aproximadamente 600 mil mortos). Acredita-se que a guerra foi responsável pela morte de mais de 99% da população masculina com mais de 20 anos, sobrevivendo a população formada, predominantemente, por velhos, crianças e mulheres.
Além das mortes em combate, foram devastadoras as epidemias, principalmente a de cólera, que atingiram os homens de ambos os lados da guerra. Acrescente-se, ainda, que os governos da Tríplice Aliança adotaram uma política genocida contra a população paraguaia.
Para o Brasil, além da morte de aproximadamente 40 mil homens (sobretudo negros), a guerra trouxe forte endividamento em relação à Inglaterra. Apontada como a principal beneficiária do conflito, forneceu armas e empréstimos, ampliando seus negócios na região e acabando com a experiência econômica paraguaia.
O Brasil conseguiu a manutenção da situação na bacia Platina, embora a um preço exorbitante alto. Mas a principal conseqüência da Guerra do Paraguai foi o fortalecimento e a institucionalização do exército, com o surgimento de um grande e disciplinado corpo de oficiais experientes, pronto a defender os interesses da instituição.
Além disso, seu poder bélico tornava-o uma organização capaz de impor suas idéias a força, caso necessário, acrescentando uma dose de instabilidade ao regime imperial.
Durante os longos governos de José Francía (1811-1840) e Carlos López (1840-1862), erradicara-se o analfabetismo no país e haviam surgido fábricas - inclusive de armas e pólvora -, indústrias siderúrgicas, estradas de ferro e um eficiente sistema de telégrafo.
As "estâncias da pátria" (unidades econômicas formadas por terras e instrumentos de trabalho destribuídos pelo Estado aos camponeses, desde o governo Francía) abasteciam o consumo nacional de produtos agrícolas e garantiam à população emprego e invejável padrão alimentar.
Nesse quadro de relativo sucesso socioeconômico e de autonomia internacional, Solano López, cujo governo iniciou-se em 1862, enfatizou a política militar-expansionista, a fim de ampliar o território paraguaio.
Pretendia criar o "Paraguai Maior", anexando, para isso, regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil (como Rio Grande do Sul e Mato Grosso). Obteria, dessa forma, acesso ao Atlântico, tido como imprescindível para a continuação do progresso econômico do país.
A expansão econômica paraguaia, contudo, prejudicava os interesses ingleses na região, na medida em que reduzia o mercado consumidor paraguaio para seus produtos. Havia, ainda, a ameaça de que o país eventualmente se transformasse em exportador de manufaturados ou que seu modelo de desenvolvimento autônomo e independente pudesse servir de exemplo para outros países da região.
Dessa forma, a Inglaterra tinha sólidos interesses que justificavam estimular e financiar uma guerra contra o Paraguai. Usando como pretexto a intervenção brasileira no Uruguai e contando com um exército bem mais numeroso que o do oponente brasileiro, Solano López tomou a ofensiva ao romper relações diplomáticas com o Brasil, em 1864.
Logo depois, como medida complementar, ordenou o aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda, no rio Paraguai, retendo, entre seus passageiros e tripulantes, o presidente da província do Mato Grosso, Carneiro de Campos. A resposta brasileira foi a imediata declaração de guerra ao Paraguai.
Em 1865, mantendo-se na ofensiva, o Paraguai havia invadido o Mato Grosso e o Norte da Argentina, e os governos do Brasil, Argentina e Uruguai criaram a Tríplice Aliança contra Solano López. Apesar de as primeiras vitórias da guerra terem sido paraguaias, o país não pôde resistir a uma guerra prolongada.
A população paraguaia era muito menor que a dos países da Tríplice Aliança e, por maior que fosse a competência do exército paraguaio, a ocupação militar dos territórios desses países era fisicamente impossível, enquanto o pequeno Paraguai podia ser facilmente ocupado pelas tropas da Aliança. Finalmente, Brasil, Argentina e Uruguai contavam com o apoio inglês, recebendo empréstimos para equipar e manter poderosos exércitos.
A vitória brasileira do almirante Barroso na batalha de Riachuelo, já em 1865, levou à destruição da frota paraguaia. A partir daí, as forças da Tríplice Aliança passaram a ter a iniciativa na guerra, controlando rios, principais meios de comunicação da bacia platina.
Apesar de todas essas limitações, o Paraguai resistiu a quase cinco anos de guerra, mostrando o grau relativamente alto de desenvolvimento e auto-suficiência que havia obtido, além do engajamento da sua população em defesa do país.
O maior contingente das tropas da Aliança foi fornecido pelo exército brasileiro, que até então praticamente inexistia. Como sabemos, a Guarda Nacional cumpria, ainda que mal, as funções normalmente destinadas ao exército.
Diante de uma tropa bem-organizada e treinada como a paraguaia, era necessária uma nova força armada para o Brasil. O reduzido corpo de oficiais profissionais do exército brasileiro encarregou-se dessa função com bastante sucesso, ainda que isso demandasse tempo.
Para ampliar o contingente de soldados, em novembro de 1866 foi decretado que os escravos voluntariamente se apresentassem para lutar na guerra obteriam a liberdade. Muitos se alistaram dessa maneira, mas alguns foram obrigados a fazê-lo no lugar dos filhos de seus senhores que haviam sido recrutados. No mesmo ano, o Brasil alcançou expressiva vitória na batalha de Tuiuti.
Luís Alves de Lima e Silva, barão de Caxias, assumiu o comando das forças militares imperiais, vencendo rapidamente importante batalhas como as de Itororó, Avaí, Angosturas e Lomas Valentinas, chamadas "dezembradas" por terem acontecidos no mês de dezembro de 1868.
Essas batalhas abriram caminho para a invasão de Assunção, capitais paraguaias, tomadas em janeiro de 1869. O conde D'Eu, genro do imperador, liderou a última fase da guerra, conhecida como campanha da Cordilheira, completada com a morte de Solano López em 1870.
A guerra devastou o território paraguaio, desestruturando sua economia e causando a morte de cerca de 75% da população (aproximadamente 600 mil mortos). Acredita-se que a guerra foi responsável pela morte de mais de 99% da população masculina com mais de 20 anos, sobrevivendo a população formada, predominantemente, por velhos, crianças e mulheres.
Além das mortes em combate, foram devastadoras as epidemias, principalmente a de cólera, que atingiram os homens de ambos os lados da guerra. Acrescente-se, ainda, que os governos da Tríplice Aliança adotaram uma política genocida contra a população paraguaia.
Para o Brasil, além da morte de aproximadamente 40 mil homens (sobretudo negros), a guerra trouxe forte endividamento em relação à Inglaterra. Apontada como a principal beneficiária do conflito, forneceu armas e empréstimos, ampliando seus negócios na região e acabando com a experiência econômica paraguaia.
O Brasil conseguiu a manutenção da situação na bacia Platina, embora a um preço exorbitante alto. Mas a principal conseqüência da Guerra do Paraguai foi o fortalecimento e a institucionalização do exército, com o surgimento de um grande e disciplinado corpo de oficiais experientes, pronto a defender os interesses da instituição.
Além disso, seu poder bélico tornava-o uma organização capaz de impor suas idéias a força, caso necessário, acrescentando uma dose de instabilidade ao regime imperial.
Mesopotâmia
*Economia e Sociedade.
Domínio da agropecuária, com instrumentos trabalhistas rudimentares sendo feitos de pedra, madeira e barro. O bronze foi incluído na metade final do terceiro milênio a.C, mas a revolução real ocorreu com sua utilização no final do segundo milênio da Era Cristã.
Acredita-se que os meios de produção estavam sob controle do Estado e dos templos. O templo era o centro que recebia a produção, assim distribundo de acordo com as necessidades, como também proprietário de boa parte das terres, sendo denominado cidade-templo.
Estudos recentes mostram que não só o setor de economia dos templos e palácios, mas havia um setor privado que também fazia parte da economia da cidade-estado.
Uma corporação de Sacerdotes administrava as terras, que pertenciam aos seus deuses, eram entregues aos camponeses. Cada família recebia um lote, assim entregaria parte da colheita ao templo como pagamento pelo uso da terra. As propriedades particulares eram cultivadas por assalariados ou arrendatários.
O número de escravos entre os sumerianos era baixo. Os comerciantes estavam a serviço dos templos e palácios, mas podiam fazer negócios por conta própria. No decorrer dos anos ocorreram modificações sociais. Nos tempos de Hamurabi por exemplo, a sociedade era dividida em três níveis:
- Awilum: homens livres.
- Mushkenum: homem livre dependente do palácio, status inferior.
- Wardum: escravo.
*Política.
A revolução urbana ocorreu na Baixa Mesopotâmia no final do quarto e início do terceiro milênio a.C. O Estado passou a ser cidade que englobava área além dos perímetros urbanos.
As principais mudanças foram:
- Aumento da produção agrícola, vivendo nas cidades e dedicando-se a diversas atividades.
- Sociedade dividida em níveis sociais e comandada pela elite política, militar e religiosa.
- Tributos e edifícios públicos grandes.
- Desenvolvimento comercial e artesanal.
- Surgimento da escrita.
- Desenvolvimento das ciências exatas e arte figurativa aparecendo.
Domínio da agropecuária, com instrumentos trabalhistas rudimentares sendo feitos de pedra, madeira e barro. O bronze foi incluído na metade final do terceiro milênio a.C, mas a revolução real ocorreu com sua utilização no final do segundo milênio da Era Cristã.
Acredita-se que os meios de produção estavam sob controle do Estado e dos templos. O templo era o centro que recebia a produção, assim distribundo de acordo com as necessidades, como também proprietário de boa parte das terres, sendo denominado cidade-templo.
Estudos recentes mostram que não só o setor de economia dos templos e palácios, mas havia um setor privado que também fazia parte da economia da cidade-estado.
Uma corporação de Sacerdotes administrava as terras, que pertenciam aos seus deuses, eram entregues aos camponeses. Cada família recebia um lote, assim entregaria parte da colheita ao templo como pagamento pelo uso da terra. As propriedades particulares eram cultivadas por assalariados ou arrendatários.
O número de escravos entre os sumerianos era baixo. Os comerciantes estavam a serviço dos templos e palácios, mas podiam fazer negócios por conta própria. No decorrer dos anos ocorreram modificações sociais. Nos tempos de Hamurabi por exemplo, a sociedade era dividida em três níveis:
- Awilum: homens livres.
- Mushkenum: homem livre dependente do palácio, status inferior.
- Wardum: escravo.
*Política.
A revolução urbana ocorreu na Baixa Mesopotâmia no final do quarto e início do terceiro milênio a.C. O Estado passou a ser cidade que englobava área além dos perímetros urbanos.
As principais mudanças foram:
- Aumento da produção agrícola, vivendo nas cidades e dedicando-se a diversas atividades.
- Sociedade dividida em níveis sociais e comandada pela elite política, militar e religiosa.
- Tributos e edifícios públicos grandes.
- Desenvolvimento comercial e artesanal.
- Surgimento da escrita.
- Desenvolvimento das ciências exatas e arte figurativa aparecendo.
Semana da Arte (1922)
Evento de 1922 representou uma renovação de linguagem, busca de experimentação, liberdade criadora e ruptura com o passado.
O movimento modernista no Brasil, vem com a Semana de Arte Moderna que apresenta novas ideias artísticas. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. Propunhava a exibição de algo a ser recepcionado com curiosidade e interesse.
Na principal noite da semana, a segunda, enquanto Menotti Del Picchia expunha as linhas e objetivos do movimento e Mário de Andrade recitava sua Paulicéia desvairada, Ode ao Burguês, houveram vaias tão fortes que não se ouvia o que Paulo Prado gritava da primeira fila da platéia.
O mesmo aconteceu com Os Sapos, de Manuel Bandeira que criticava o parnasianismo. Sob relinchos e miados, Sérgio Milliet nem conseguia falar. Oswald de Andrade debochou do fato, afirmando que naquela ocasião revelaram-se vocações de terra-nova.
A semana era o ápice, ruidoso e espetacular, ruidosa e provocativa posição de jovens intelectuais paulistas contra as práticas artísticas dominantes no país. Práticas que aceitas e mantidas, mostravam-se esgotadas para expressar o tempo de mudanças em que era vivido.
"Queremos luz, ar, ventiladores, aeroplanos, reivindicações obreiras, idealismos, motores, chaminés de fábricas, sangue, velocidade, sonho em nossa arte. Que o rufo de um automóvel, nos trilhos de dois versos, espante da poesia o último deus homérico, que ficou anacronicamente a dormir e a sonhar, na era do jazz band e do cinema, com a flauta dos pastores da Arcádia".
O movimento modernista no Brasil, vem com a Semana de Arte Moderna que apresenta novas ideias artísticas. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. Propunhava a exibição de algo a ser recepcionado com curiosidade e interesse.
Na principal noite da semana, a segunda, enquanto Menotti Del Picchia expunha as linhas e objetivos do movimento e Mário de Andrade recitava sua Paulicéia desvairada, Ode ao Burguês, houveram vaias tão fortes que não se ouvia o que Paulo Prado gritava da primeira fila da platéia.
O mesmo aconteceu com Os Sapos, de Manuel Bandeira que criticava o parnasianismo. Sob relinchos e miados, Sérgio Milliet nem conseguia falar. Oswald de Andrade debochou do fato, afirmando que naquela ocasião revelaram-se vocações de terra-nova.
A semana era o ápice, ruidoso e espetacular, ruidosa e provocativa posição de jovens intelectuais paulistas contra as práticas artísticas dominantes no país. Práticas que aceitas e mantidas, mostravam-se esgotadas para expressar o tempo de mudanças em que era vivido.
"Queremos luz, ar, ventiladores, aeroplanos, reivindicações obreiras, idealismos, motores, chaminés de fábricas, sangue, velocidade, sonho em nossa arte. Que o rufo de um automóvel, nos trilhos de dois versos, espante da poesia o último deus homérico, que ficou anacronicamente a dormir e a sonhar, na era do jazz band e do cinema, com a flauta dos pastores da Arcádia".
O Reino dos Francos
De todos os povos considerados bárbaros, os francos, sem dúvida, merecem uma atenção especial, pois conseguiram no decorrer de alguns séculos - formarem um grande Império. O reino dos francos expandiu-se a partir do século V com o rei Meroveu, e seus descendentes, inaugurando a Era Merovíngia.
No século VIII, no entanto, o reino dos francos atingiu seu auge no reinado de Carlos Magno, que através de várias guerras anexou as regiões da Baviera, Saxônia, Lombardia e quase toda a Península Itálica. Carlos Magno aliou-se ao Pala Leão III e dessa forma tanto o rei quando a Igreja Católica conseguiram grande prestígio e poder.
No ano 800 o Papa Leão III deu a Carlos Magno o título de Imperador do Sacro Império Romano; dessa forma, Carlos Magno pretendia reviver o Império Romano Ocidental. Organizou-se também uma estrutura administrativa visando a centralização do poder político nas mãos de Carlos Magno. Com a morte de Carlos Magno em 814, seu Império Carolíngio não durou muito; após sua morte, seus filhos numa disputa pelo poder, enfraqueceram o Império numa desgastante guerra civil.
Além desse fator, o Sacro Império foi vítima de novas invasões bárbara. Dessa vez foram os húngaros, que vinham do leste e os vikings que vinham do extremo norte da Europa; também sofreram invasões ao sul, os muçulmanos tomaram a Península Ibérica.
No século VIII, no entanto, o reino dos francos atingiu seu auge no reinado de Carlos Magno, que através de várias guerras anexou as regiões da Baviera, Saxônia, Lombardia e quase toda a Península Itálica. Carlos Magno aliou-se ao Pala Leão III e dessa forma tanto o rei quando a Igreja Católica conseguiram grande prestígio e poder.
No ano 800 o Papa Leão III deu a Carlos Magno o título de Imperador do Sacro Império Romano; dessa forma, Carlos Magno pretendia reviver o Império Romano Ocidental. Organizou-se também uma estrutura administrativa visando a centralização do poder político nas mãos de Carlos Magno. Com a morte de Carlos Magno em 814, seu Império Carolíngio não durou muito; após sua morte, seus filhos numa disputa pelo poder, enfraqueceram o Império numa desgastante guerra civil.
Além desse fator, o Sacro Império foi vítima de novas invasões bárbara. Dessa vez foram os húngaros, que vinham do leste e os vikings que vinham do extremo norte da Europa; também sofreram invasões ao sul, os muçulmanos tomaram a Península Ibérica.
A Igreja Católica
*O Surgimento do Cristianismo.
Durante o Reinado do Imperador Romano Augusto, nasceu em Balém, cidade da Palestina, Jesus de Nazaré.
Com 30 anos, Jesus começou a percorrer toda a Palestina pregando uma nova maneira de pensar a religião. Segundo ele, Deus não era castigador; pelo contrário, amava todos os homens. Jesus Cristo anunciava ser o Messias tão esperado pelos Judeus e que todos poderiam chegar ao céu atráves dele.
Jesus também enfrentou vários problemas com os sacerdotes judeus que não aceitavam suas idéias e forçaram o procurador romano da Palestina Pôcio Pilatos a condená-lo a morte.
Após a morte de Jesus Cristo, seus discípulos levaram adiante o pensamento de Cristo ou "Boa Nova", rompendo com a religião judaica.
A nova religião espalhou-se rapidamente pelo Império, principalmente em Roma. Durante o governo de Nero iniciaram-se as perseguições ao cristianismo, que duraram até o governo de Diocleciano.
Alguns dos motivos que levaram às crueis e duradouras perseguições foram: a negação do culto ao imperador; os cristãos negavam-se a servir o exército e negavam as instituições romanas.
No entanto, apesar das perseguições o cristianismo, desde seu surgimento, não parou de crescer e o imperador Constantino aproveitou-se dessa situação para consolidar seu poder e liberou o culto cristão em 312. Em 391, o imperador Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do Império.
*A Igreja na Idade Média.
Com a invasão dos bárbaros, todo o Império Romano do Ocidente fragmentou-se, surgindo inúmeros pequenos reinados e cada um deles com suas regras próprias. Apesar dessa fragmentação do poder político, a Igreja Católica não pderdeu seu poder: aconteceu justamente o contrário, a Igreja foi um elemento de unificação.
O fortalecimento da Igreja Católica fez com que surgisse uma hierarquia dentro da Igreja. Existiam aqueles que viviam dentro de mosteiros (clero regular): beneditinos, franciscanos, dominicanos, carmelitas e agostinianos. E aqueles que vivem fora dos mosteiros (cleros secular) e que organizavam-se da seguinte maneira: padre, bispo, arcebispo e papa. O papa era a autoridade máxima da Igreja Católica.
Entre outros fatores que levaram ao fortalecimento da Igreja pode-se destacar o seu grande enriquecimento. A Igreja, recebia como doações grandes porções de terras.
*A Questão da Investiduras.
O grande poder adquirido pela Igreja agradava a todos. Alguns reis medievais não aceitavam a interferência da Igreja em seus reinos, criando alguns conflitos com a Igreja. O conflito mais marcante foi a Questão das Investiduras, no século XI, quando se chocaram o papa Gregório VII e o imperador do Sacro Império Romano Germânico, Henrique IV.
O principal problema era que os reis queriam defender seus interesses e para isso era necessário ter influência sobre a Igreja. Henrique IV queria continuar escolhendo padres e bispos para cuidar dos bispados e das abadias que ele próprio construía. Dessa forma a Igreja passou a dividir seus poderes com os imperadores. Também neste período, a Igreja foi contaminada com uma crescente corrupção, perdendo sua autoridade espiritual.
O papa Gregório VII tomou uma série de medidas para tentar melhorar a imagem da Igreja Católica e proibiu que o imperador investisse em cargos eclesiásticos. Henrique IV reagiu furiosamente e não aceitou a autoridade do papa; Gregório VII, por sua vez excomungou Henrique IV. O problema só foi resolvido pelo papa Calisto III e Henrique V.
Essa crescente, corrupção da Igreja também levou a sérios problemas internos, provocando o Cisma do Oriente, em que a Igreja Católica se dividiu, surgindo em Bizâncio a Igreja Ortodoxa, e em Roma a Igreja Católica Apostólica Romana.
Durante o Reinado do Imperador Romano Augusto, nasceu em Balém, cidade da Palestina, Jesus de Nazaré.
Com 30 anos, Jesus começou a percorrer toda a Palestina pregando uma nova maneira de pensar a religião. Segundo ele, Deus não era castigador; pelo contrário, amava todos os homens. Jesus Cristo anunciava ser o Messias tão esperado pelos Judeus e que todos poderiam chegar ao céu atráves dele.
Jesus também enfrentou vários problemas com os sacerdotes judeus que não aceitavam suas idéias e forçaram o procurador romano da Palestina Pôcio Pilatos a condená-lo a morte.
Após a morte de Jesus Cristo, seus discípulos levaram adiante o pensamento de Cristo ou "Boa Nova", rompendo com a religião judaica.
A nova religião espalhou-se rapidamente pelo Império, principalmente em Roma. Durante o governo de Nero iniciaram-se as perseguições ao cristianismo, que duraram até o governo de Diocleciano.
Alguns dos motivos que levaram às crueis e duradouras perseguições foram: a negação do culto ao imperador; os cristãos negavam-se a servir o exército e negavam as instituições romanas.
No entanto, apesar das perseguições o cristianismo, desde seu surgimento, não parou de crescer e o imperador Constantino aproveitou-se dessa situação para consolidar seu poder e liberou o culto cristão em 312. Em 391, o imperador Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do Império.
*A Igreja na Idade Média.
Com a invasão dos bárbaros, todo o Império Romano do Ocidente fragmentou-se, surgindo inúmeros pequenos reinados e cada um deles com suas regras próprias. Apesar dessa fragmentação do poder político, a Igreja Católica não pderdeu seu poder: aconteceu justamente o contrário, a Igreja foi um elemento de unificação.
O fortalecimento da Igreja Católica fez com que surgisse uma hierarquia dentro da Igreja. Existiam aqueles que viviam dentro de mosteiros (clero regular): beneditinos, franciscanos, dominicanos, carmelitas e agostinianos. E aqueles que vivem fora dos mosteiros (cleros secular) e que organizavam-se da seguinte maneira: padre, bispo, arcebispo e papa. O papa era a autoridade máxima da Igreja Católica.
Entre outros fatores que levaram ao fortalecimento da Igreja pode-se destacar o seu grande enriquecimento. A Igreja, recebia como doações grandes porções de terras.
*A Questão da Investiduras.
O grande poder adquirido pela Igreja agradava a todos. Alguns reis medievais não aceitavam a interferência da Igreja em seus reinos, criando alguns conflitos com a Igreja. O conflito mais marcante foi a Questão das Investiduras, no século XI, quando se chocaram o papa Gregório VII e o imperador do Sacro Império Romano Germânico, Henrique IV.
O principal problema era que os reis queriam defender seus interesses e para isso era necessário ter influência sobre a Igreja. Henrique IV queria continuar escolhendo padres e bispos para cuidar dos bispados e das abadias que ele próprio construía. Dessa forma a Igreja passou a dividir seus poderes com os imperadores. Também neste período, a Igreja foi contaminada com uma crescente corrupção, perdendo sua autoridade espiritual.
O papa Gregório VII tomou uma série de medidas para tentar melhorar a imagem da Igreja Católica e proibiu que o imperador investisse em cargos eclesiásticos. Henrique IV reagiu furiosamente e não aceitou a autoridade do papa; Gregório VII, por sua vez excomungou Henrique IV. O problema só foi resolvido pelo papa Calisto III e Henrique V.
Essa crescente, corrupção da Igreja também levou a sérios problemas internos, provocando o Cisma do Oriente, em que a Igreja Católica se dividiu, surgindo em Bizâncio a Igreja Ortodoxa, e em Roma a Igreja Católica Apostólica Romana.
As Cruzadas
*As Cruzadas.
No início do século XI os muçulmanos invadiram algumas regiões que pertenciam ao Império Bizantino, entre elas, a cidade de Jerusalém, considerada a Cidade Santa, para os cristãos pois lá Jesus Cristo passou os últimos dias de sua vida.
Em 1095, o Papa Urbano II pediu aos nobres que organizassem uma expedição com o intuito de reconquistar Jerusalém. Essas expedições ficaram conhecidas como Cruzadas e também passaram a ter um grande objetivo econômico, poi seria possível conquistar cidades comerciais importantes.
*Cronologia.
- Primeira Cruzada (1096 - 1099): chefiada por nobres como Godofredo Bouillon, Roberto da Normandia, Balduíno de Flandres e Raimundo de Toulouse, Jerusalém foi reconquistada.
- Segunda Cruzada (1147 - 1144/1114): chefiada pelo imperador da Alemanha Conrado III e por Luís VII da França. Tentaram impedir a invasão de Jerusalém, mas o Sultão do Egito, Saladino, reconquistou Jerusalém em 1187)
- Terceira Cruzada (1189 - 1192): chefiada por Frederico Barba Roxa da Alemanhã, Ricardo Coração de Leão da Inglaterra e Filipe II da França. Reconquistaram Jerusalém.
- Quarta Cruzada (1202 - 1204): tinha como objetivo primeiro atacar o egito, mas os interesses econômicos foram mais fortes e Constantinopla foi saqueada em 1204.
- Quinta Cruzada (1217 - 1221): novamente o objetivo era atacar o Egito, mas não obteve nenhum sucesso.
- Sexta Cruzada (1248 - 1250): nova tentativa fracassada contra o Egito.
- Sétima Cruzada (1270): liderada por Luís IX, a expedição desembarcou no norte da África, mas foi atingida por uma epidemia e Luís IX morreu.
*Algumas Consequências.
Apesar das várias derrotas sofridas e do enfraquecimento dos senhores feudais, as cruzadas trouxeram algumas transformações importantes para a Europa: entre elas podemos destacar as transformações econômicas e culturais.
No início do século XI os muçulmanos invadiram algumas regiões que pertenciam ao Império Bizantino, entre elas, a cidade de Jerusalém, considerada a Cidade Santa, para os cristãos pois lá Jesus Cristo passou os últimos dias de sua vida.
Em 1095, o Papa Urbano II pediu aos nobres que organizassem uma expedição com o intuito de reconquistar Jerusalém. Essas expedições ficaram conhecidas como Cruzadas e também passaram a ter um grande objetivo econômico, poi seria possível conquistar cidades comerciais importantes.
*Cronologia.
- Primeira Cruzada (1096 - 1099): chefiada por nobres como Godofredo Bouillon, Roberto da Normandia, Balduíno de Flandres e Raimundo de Toulouse, Jerusalém foi reconquistada.
- Segunda Cruzada (1147 - 1144/1114): chefiada pelo imperador da Alemanha Conrado III e por Luís VII da França. Tentaram impedir a invasão de Jerusalém, mas o Sultão do Egito, Saladino, reconquistou Jerusalém em 1187)
- Terceira Cruzada (1189 - 1192): chefiada por Frederico Barba Roxa da Alemanhã, Ricardo Coração de Leão da Inglaterra e Filipe II da França. Reconquistaram Jerusalém.
- Quarta Cruzada (1202 - 1204): tinha como objetivo primeiro atacar o egito, mas os interesses econômicos foram mais fortes e Constantinopla foi saqueada em 1204.
- Quinta Cruzada (1217 - 1221): novamente o objetivo era atacar o Egito, mas não obteve nenhum sucesso.
- Sexta Cruzada (1248 - 1250): nova tentativa fracassada contra o Egito.
- Sétima Cruzada (1270): liderada por Luís IX, a expedição desembarcou no norte da África, mas foi atingida por uma epidemia e Luís IX morreu.
*Algumas Consequências.
Apesar das várias derrotas sofridas e do enfraquecimento dos senhores feudais, as cruzadas trouxeram algumas transformações importantes para a Europa: entre elas podemos destacar as transformações econômicas e culturais.
A reforma protestante
*A Reforma Protestante.
Vimos que durante alguns períodos da Idade Média a Igreja Católica sofreu duras críticas, sendo acusada de diversas vezes de corrupção. Essas críticas partiam muitas vezes de dentro da própria Igreja. Uma dessas crises internas levou ao Cisma do Oriente, em que a ala Oriental da Igreja Católica rompeu com Roma fundando a Igreja Ortodoxa.
No final do século XV e início do século XVI, a Igreja Católica seria alvo novamente de duras críticas que levaram algumas regiões da Europa a romperem com a Igreja Católica e fundar novas Igrejas. Esse movimento ficou conhecido como A Reforma Protestante.
*A Reforma de Martinho Lutero.
Martinho Lutero (1483 - 1546). Ingressou na ordem dos monges agostinianos em 1505. Em 1510 já era professor de prestígio na Universidade de Wittemberg. Após sua viagem a Roma no mesmo ano, Lutero fez diversas críticas à Santa Sé, principalmente pela venda de indulgências (a Igreja perdoava os pecados daqueles que pagassem uma certa quantia), que era uma prática antiga da Igreja. Lutero afixou um manifesto público (as 95 teses), na porta da Igreja criticando as atitudes das Igrejas.
Após inúmeras discussões com a Santa Sé, o Papa Leão X excomungou Martinho Lutero em 1520. Lutero, por sua vez, queimou a bula papal que o excomungava da Igreja.
A Alemanha, naquele período, não era ainda o que chamamos de Estado nacional; era sim uma região composta por vários principados e cidades independentes mas, que seguiam as regras do Papa. Aliás, a maioria dos príncipes e senhores feudais também estavam descontentes com a Igreja, pois era dona de boa parte das terras da Alemanha.
Também no mesmo período, em 1524, ocorreram várias revoltas de camponeses contra a exploração por parte dos nobres, desencadeando numa terrível guerra em que foram mortos mais de 100 000 camponeses. Os nobres contaram com o apoio de Lutero.
Em troca, os nobres auxiliaram Lutero a expandir sua religião e em 1529 protestaram contra Lutero. Foi a partir deste momento que utilizou-se o termo "protestante" para designar os cristãos não católicos. O reconhecimento da Igreja Luterana só ocorreu em 1555, com o acordo Paz de Augsburgo.
*A Doutrina Luterana.
Pregava que cada nação deveria ter a liberdade de constituir sua própria Igreja. Não obrigava àqueles que cuidavam da Igreja ao celibato sacerdotal.
- Cada país deveria utilizar seu idioma nas igrejas e não o latim;
- Aboliu santos e imagens;
- O homem salva-se pela fé em Deus e não pelas obras que prática.
*A Reforma Calvinista.
João Calvino (1509 - 1564) nasceu na França e seus estudos foram voltados para a teologia e o direiro. Em 1536 Calvino publicou sua obra "Instituição da Religião Cristã", na qual pregava a predestinação do homem. Para Calvino, o homem nascia predestinado a ir para o céu ou o inferno.
As teorias de Calvino não foram aceitas num primeiro momento, pois foi expulso da Suiça em 1538. Mas voltou rapidamente e consolidou seu poder em 1541 e fortaleceu a Igreja Calvinista.
Com base nas teorias de Calvino, criou-se, após sua morte, um modelo de homem ideal. Esse homem ideal era religioso e trabalhador, e por esse motivo era rico e iria para o paraíso. Lógico que essa ideologia foi muito bem aceita pela burguesia mercantil, que passou a justificar sua ganância pelo lucro. O calvinismo espalhou-se por diversas regiões da Europa: França, Países Baixos, Inglaterra e Escócia são alguns exemplos.
*A Reforma Anglicana.
Henrique VIII (1509 - 1547), rei da Inglaterra, foi durante algum tempo aliado do Papa, mas essa aliança não durou muito tempo, Henrique VIII era casado com a Catarina de Aragão, princesa espanhola e para sucedê-lo no trono Henrique e Catarina tiveram uma filha.
Henrique VIII, não queria que uma mulher assumisse o trono e pelo fato de sua esposa ser espanhola e a Espanha ter se tornado inimiga da Inglaterra, pediu a anulação de seu casamento ao Papa, em 1529. O pedido de anulação do casamento foi negado pelo Papa, desencadeando numa cruse entre Henrique VIII e a Igreja Católica.
Para conseguir separar-se se sua esposa, Henrique VIII conseguiu o apoio do Parlamento Inglês, que em 1534 votou o Ato de Supremacia, que considerava Henrique VIII chefe supremo da Igreja, surgindo assim a Igreja Anglicana. A partir de 1534, todos aqueles que não aderissem á nova religião seriam excomungados, desencadeando violentas perseguições.
Apesar de romper com a Igreja Católica os rituais da nova Igreja permaneciam os mesmos: a única diferença era que o controle da Igreja ficava nas mãos do rei.
*A Contra-Reforma.
Diante dos diversos movimentos reformistas e a crescente perda de fiéis para as novas religiões, a Igreja Católica viu-se obrigada a rever suas posições para continuar com seu poder. Durgiu então um crescente movimento interno para a moralização da Igreja. Foram tomadas algumas medidas para a reorganização da Igreja. Vejamos algumas:
- Aprovação da Ordem dos Jesuítas: em 1540, os missionários jesuítas tinham como objetivo combater o protestantismo. As missões jesuítas tiveram papel fundamental na colonização da América com a catequização dos Índios.
- A Convocação do Concílio de Trento: convocado em 1545 e terminando suas atividades em 1563, o Concílio pretendia garantir a unidade da fé católica e a disciplina eclesiática. Suas principais medidas foram:
-² Salvação Humana: depende da fé e das boas ações e rejeitando a predestinação;
-² Conservação dos Rituais;
-² Restabelecimento da Santa Inquisição.

Fonte da Imagem: williamjesus.blogspot.com

Fonte da Imagem: blog.cancaonova.com
Vimos que durante alguns períodos da Idade Média a Igreja Católica sofreu duras críticas, sendo acusada de diversas vezes de corrupção. Essas críticas partiam muitas vezes de dentro da própria Igreja. Uma dessas crises internas levou ao Cisma do Oriente, em que a ala Oriental da Igreja Católica rompeu com Roma fundando a Igreja Ortodoxa.
No final do século XV e início do século XVI, a Igreja Católica seria alvo novamente de duras críticas que levaram algumas regiões da Europa a romperem com a Igreja Católica e fundar novas Igrejas. Esse movimento ficou conhecido como A Reforma Protestante.
*A Reforma de Martinho Lutero.
Martinho Lutero (1483 - 1546). Ingressou na ordem dos monges agostinianos em 1505. Em 1510 já era professor de prestígio na Universidade de Wittemberg. Após sua viagem a Roma no mesmo ano, Lutero fez diversas críticas à Santa Sé, principalmente pela venda de indulgências (a Igreja perdoava os pecados daqueles que pagassem uma certa quantia), que era uma prática antiga da Igreja. Lutero afixou um manifesto público (as 95 teses), na porta da Igreja criticando as atitudes das Igrejas.
Após inúmeras discussões com a Santa Sé, o Papa Leão X excomungou Martinho Lutero em 1520. Lutero, por sua vez, queimou a bula papal que o excomungava da Igreja.
A Alemanha, naquele período, não era ainda o que chamamos de Estado nacional; era sim uma região composta por vários principados e cidades independentes mas, que seguiam as regras do Papa. Aliás, a maioria dos príncipes e senhores feudais também estavam descontentes com a Igreja, pois era dona de boa parte das terras da Alemanha.
Também no mesmo período, em 1524, ocorreram várias revoltas de camponeses contra a exploração por parte dos nobres, desencadeando numa terrível guerra em que foram mortos mais de 100 000 camponeses. Os nobres contaram com o apoio de Lutero.
Em troca, os nobres auxiliaram Lutero a expandir sua religião e em 1529 protestaram contra Lutero. Foi a partir deste momento que utilizou-se o termo "protestante" para designar os cristãos não católicos. O reconhecimento da Igreja Luterana só ocorreu em 1555, com o acordo Paz de Augsburgo.
*A Doutrina Luterana.
Pregava que cada nação deveria ter a liberdade de constituir sua própria Igreja. Não obrigava àqueles que cuidavam da Igreja ao celibato sacerdotal.
- Cada país deveria utilizar seu idioma nas igrejas e não o latim;
- Aboliu santos e imagens;
- O homem salva-se pela fé em Deus e não pelas obras que prática.
*A Reforma Calvinista.
João Calvino (1509 - 1564) nasceu na França e seus estudos foram voltados para a teologia e o direiro. Em 1536 Calvino publicou sua obra "Instituição da Religião Cristã", na qual pregava a predestinação do homem. Para Calvino, o homem nascia predestinado a ir para o céu ou o inferno.
As teorias de Calvino não foram aceitas num primeiro momento, pois foi expulso da Suiça em 1538. Mas voltou rapidamente e consolidou seu poder em 1541 e fortaleceu a Igreja Calvinista.
Com base nas teorias de Calvino, criou-se, após sua morte, um modelo de homem ideal. Esse homem ideal era religioso e trabalhador, e por esse motivo era rico e iria para o paraíso. Lógico que essa ideologia foi muito bem aceita pela burguesia mercantil, que passou a justificar sua ganância pelo lucro. O calvinismo espalhou-se por diversas regiões da Europa: França, Países Baixos, Inglaterra e Escócia são alguns exemplos.
*A Reforma Anglicana.
Henrique VIII (1509 - 1547), rei da Inglaterra, foi durante algum tempo aliado do Papa, mas essa aliança não durou muito tempo, Henrique VIII era casado com a Catarina de Aragão, princesa espanhola e para sucedê-lo no trono Henrique e Catarina tiveram uma filha.
Henrique VIII, não queria que uma mulher assumisse o trono e pelo fato de sua esposa ser espanhola e a Espanha ter se tornado inimiga da Inglaterra, pediu a anulação de seu casamento ao Papa, em 1529. O pedido de anulação do casamento foi negado pelo Papa, desencadeando numa cruse entre Henrique VIII e a Igreja Católica.
Para conseguir separar-se se sua esposa, Henrique VIII conseguiu o apoio do Parlamento Inglês, que em 1534 votou o Ato de Supremacia, que considerava Henrique VIII chefe supremo da Igreja, surgindo assim a Igreja Anglicana. A partir de 1534, todos aqueles que não aderissem á nova religião seriam excomungados, desencadeando violentas perseguições.
Apesar de romper com a Igreja Católica os rituais da nova Igreja permaneciam os mesmos: a única diferença era que o controle da Igreja ficava nas mãos do rei.
*A Contra-Reforma.
Diante dos diversos movimentos reformistas e a crescente perda de fiéis para as novas religiões, a Igreja Católica viu-se obrigada a rever suas posições para continuar com seu poder. Durgiu então um crescente movimento interno para a moralização da Igreja. Foram tomadas algumas medidas para a reorganização da Igreja. Vejamos algumas:
- Aprovação da Ordem dos Jesuítas: em 1540, os missionários jesuítas tinham como objetivo combater o protestantismo. As missões jesuítas tiveram papel fundamental na colonização da América com a catequização dos Índios.
- A Convocação do Concílio de Trento: convocado em 1545 e terminando suas atividades em 1563, o Concílio pretendia garantir a unidade da fé católica e a disciplina eclesiática. Suas principais medidas foram:
-² Salvação Humana: depende da fé e das boas ações e rejeitando a predestinação;
-² Conservação dos Rituais;
-² Restabelecimento da Santa Inquisição.

Fonte da Imagem: williamjesus.blogspot.com

Fonte da Imagem: blog.cancaonova.com
Governo Costa e Silva (1967 - 1969)
Em 1966, Artur da Costa e Silva foi eleito Presidente pelo Congresso. A partir de então, organizaram-se vários movimentos contra o Governo Militar, oriundos dos setores políticos contrários, das lideranças sindicais, dos estudantes de modo geral, sobretudo os universitários.
A UNE teve um papel fundamental, inúmeras manifestações foram organizadas por ela. Os artistas também tiveram um papel importante denunciando as violências e as falcatruas do regime militar. Chico Buarque, Caetano Veloso, Geraldo Vandré e Gilberto Gil são alguns nomes que utilizaram sua criatividade musical para denunciar o regime, José Celso Martinez Correa utilizara-se do teatro e alguns cineastas como Carlos Diegues, utilizaram-se do cinema, além dos escritores como Lígia Fagundes Telles.
Em resposta, Costa e Silva fechou o Congresso Nacional e baixou o Ato Institucional n°5; com este ato os poderes do Executivo tornaram-se ilimitados. Costa e Silva adoece em 1969 e para seu sucessor foi indicado o General Emílio Garrastazu Médici.
A UNE teve um papel fundamental, inúmeras manifestações foram organizadas por ela. Os artistas também tiveram um papel importante denunciando as violências e as falcatruas do regime militar. Chico Buarque, Caetano Veloso, Geraldo Vandré e Gilberto Gil são alguns nomes que utilizaram sua criatividade musical para denunciar o regime, José Celso Martinez Correa utilizara-se do teatro e alguns cineastas como Carlos Diegues, utilizaram-se do cinema, além dos escritores como Lígia Fagundes Telles.
Em resposta, Costa e Silva fechou o Congresso Nacional e baixou o Ato Institucional n°5; com este ato os poderes do Executivo tornaram-se ilimitados. Costa e Silva adoece em 1969 e para seu sucessor foi indicado o General Emílio Garrastazu Médici.
A Conjuração Baiana
Essa foi uma revolta de caráter popular e não elitista, como foi a revolta mineira.
Em 12 de Agosto de 1798, os revoltosos espalharam vários panfletos pelas ruas de Salvador, na tentativa de inflamar a população contra Portugal, contra a escravidão e a favor da democracia. Os revoltosos baianos atacavam radicalmente o domínio português e lutavam por um modelo de governo francês a partir da Revolução Francesa.
A Conjuração Baiana também ficou conhecida como a Revolta dos Afaiates, pois seus principais líderes eram alfaiates e tinham o apoio de grande parte da população de Salvador.
Mas, a revolta não teve sucesso, e foi duramente reprimida e seus principais líderes: João de Deus Nascimento, Luiz Gonzaga das Virgens e Veiga, Lucas Dantas do Amorim Torres e Manoel Faustino dos Santos Lira, foram condenados e executados em 9 de Novembro de 1799.
Em 12 de Agosto de 1798, os revoltosos espalharam vários panfletos pelas ruas de Salvador, na tentativa de inflamar a população contra Portugal, contra a escravidão e a favor da democracia. Os revoltosos baianos atacavam radicalmente o domínio português e lutavam por um modelo de governo francês a partir da Revolução Francesa.
A Conjuração Baiana também ficou conhecida como a Revolta dos Afaiates, pois seus principais líderes eram alfaiates e tinham o apoio de grande parte da população de Salvador.
Mas, a revolta não teve sucesso, e foi duramente reprimida e seus principais líderes: João de Deus Nascimento, Luiz Gonzaga das Virgens e Veiga, Lucas Dantas do Amorim Torres e Manoel Faustino dos Santos Lira, foram condenados e executados em 9 de Novembro de 1799.
A Pressão da Coroa Portuguesa em Relação aos Impostos
Não satisfeita com essa captação de impostos, a Coroa Portuguesa conseguiu aumentá-los, para 100 arrobas anuais (1.500 Kg).
Além desta medida, foi instalada também a arrecadação per capita, ou seja, toda a população agora pagava impostos, mas, a arrecadação não deveria ser menor que 100 arrobas. Até a metade do século XVIII, isso não era problema para os mineradores, pois, a Colônia ainda esbanjava ouro.
A partir de 1750, o novo Rei D. José I e seu Primeiro-Ministro Sebastião José de Carvalho Melo, ou Marquês do Pombal, fizeram uma reforma administrativa, transferindo a capital de Salvador para o Rio de Janeiro e transformaram o Brasil em vice-reinado.
O território foi ampliado e precisamente delimitado, sendo sua extensão um pouco menor do que a do Brasil atual. Reforçou o Pacto Colonial, ou seja, a Colônia continuou vendendo matérias-primas a baixo custo e comprando produtos manufaturados da Metrópole.
É bom lembrar que, toda essa pressão metropolitana estava relacionada com a dependência de Portugal para com a Inglaterra. Desde a expulsão dos holandeses, a influência da Inglaterra sobre Portugal foi muito forte; principalmente a partir da Revolução Industrial inglesa, a dívida de Portugal cresceu extraordinariamente e fez com que a maior parte do ouro vindo do Brasil fosse para a Inglaterra.
Além desta medida, foi instalada também a arrecadação per capita, ou seja, toda a população agora pagava impostos, mas, a arrecadação não deveria ser menor que 100 arrobas. Até a metade do século XVIII, isso não era problema para os mineradores, pois, a Colônia ainda esbanjava ouro.
A partir de 1750, o novo Rei D. José I e seu Primeiro-Ministro Sebastião José de Carvalho Melo, ou Marquês do Pombal, fizeram uma reforma administrativa, transferindo a capital de Salvador para o Rio de Janeiro e transformaram o Brasil em vice-reinado.
O território foi ampliado e precisamente delimitado, sendo sua extensão um pouco menor do que a do Brasil atual. Reforçou o Pacto Colonial, ou seja, a Colônia continuou vendendo matérias-primas a baixo custo e comprando produtos manufaturados da Metrópole.
É bom lembrar que, toda essa pressão metropolitana estava relacionada com a dependência de Portugal para com a Inglaterra. Desde a expulsão dos holandeses, a influência da Inglaterra sobre Portugal foi muito forte; principalmente a partir da Revolução Industrial inglesa, a dívida de Portugal cresceu extraordinariamente e fez com que a maior parte do ouro vindo do Brasil fosse para a Inglaterra.
A Inconfidência Mineira
Em meados de 1760, o ouro das minas já não era tão abundante e a Colônia já não conseguia pagar as 100 arrobas anuais. Entretanto, a pressão portuguesa aumentava. Neste momento, os ricos mineradores vêem seus interesses ameaçados.
Apesar de contar com o apoio de intelectuais e poetas que vinham da Europa, trazendo as idéias iluministas e de terem conseguido apoio de boa parcela da população, o levante visava apenas os interesses dos mineradores e fazendeiros da região.
Entre os principais líderes estavam os poetas e intelectuais Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa, alguns contratantes ou fiadores como João Rodrigues de Macedo e Joaquim Silvério dos Reis. Entre os menos ricos estava, principalmente, Joaquim José da Silva Xavier.
Suas principais idéias eram: a independência e a proclamação da república; investir na manufatura nacional; transferência da capital para São João Del Rei e construção de uma universidade em Vila Rica. Percebia-se que em momento algum visava-se a libertação de escravos, pois estes ainda eram fontes de grandes lucros.
A Inconfidência, todavia, não conseguiu sair dos papéis, pois, Joaquim Silvério dos Reis e outros que deviam grande quantidades de dinheiro para o Tesouro Real denunciaram todo o movimento em 15 de Março de 1789. Os principais líderes do movimento foram presos, alguns foram desterrados para a África, outros foram perdoados e apenas Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes foi condenado à morte.
Foi enforcado e esquartejado em praça pública. Algumas partes de seu corpo ficaram expostas em praça pública para servir como exemplo para a população que tentasse se revoltar contra Portugal.
Obs.: A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento colonial que, apesar de não se interessar pela libertação dos escravos, tinha como objetivo principal se tornar Brasil independente.
Apesar de contar com o apoio de intelectuais e poetas que vinham da Europa, trazendo as idéias iluministas e de terem conseguido apoio de boa parcela da população, o levante visava apenas os interesses dos mineradores e fazendeiros da região.
Entre os principais líderes estavam os poetas e intelectuais Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa, alguns contratantes ou fiadores como João Rodrigues de Macedo e Joaquim Silvério dos Reis. Entre os menos ricos estava, principalmente, Joaquim José da Silva Xavier.
Suas principais idéias eram: a independência e a proclamação da república; investir na manufatura nacional; transferência da capital para São João Del Rei e construção de uma universidade em Vila Rica. Percebia-se que em momento algum visava-se a libertação de escravos, pois estes ainda eram fontes de grandes lucros.
A Inconfidência, todavia, não conseguiu sair dos papéis, pois, Joaquim Silvério dos Reis e outros que deviam grande quantidades de dinheiro para o Tesouro Real denunciaram todo o movimento em 15 de Março de 1789. Os principais líderes do movimento foram presos, alguns foram desterrados para a África, outros foram perdoados e apenas Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes foi condenado à morte.
Foi enforcado e esquartejado em praça pública. Algumas partes de seu corpo ficaram expostas em praça pública para servir como exemplo para a população que tentasse se revoltar contra Portugal.
Obs.: A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento colonial que, apesar de não se interessar pela libertação dos escravos, tinha como objetivo principal se tornar Brasil independente.
A Revolta em Vila Rica
Portugal passou a pressionar mais a colônia no início do século XVIII. Aumentou os impostos, elevando para 52 arrobas anuais (780 Kg) a quantidade que deveria ser paga à Coroa Portuguesa. Também foram construídas mais Casas de Fundição para que fosse melhor controlada a exploração do ouro.
Alguns mineradores de Vila Rica não aceitaram essa imposição e se rebelaram contra a Metrópole, formando uma pequena tropa de escravos e garimpeiros. Felipe dos Santos, rico fazendeiro e tropeiro e Pascoal da Silva Guimarães, rico minerador, tomaram o controle de Vila Rica por 20 dias.
Entregaram, então, um documento ao governador da província, exigindo menos impostos. No entanto, o governador pediu um tempo para estudar o assunto, mas na verdade era para ganhar tempo para a chegada das tropas. O movimento foi totalmente sufocado e Felipe dos Santos foi capturado e enforcado.
Note bem, a revolta de Vila Rica visava apenas baixar os altos impostos. Em nenhum momento discutiu-se o fim da escravidão ou melhores condições de vida para a parcela mais pobre da população, pois, a riqueza destes mineradores era baseado justamente no trabalho escravo, porque gastava-se o mínimo possível. Portanto, não tinham o menor interesse pelas camadas mais pobres.
Alguns mineradores de Vila Rica não aceitaram essa imposição e se rebelaram contra a Metrópole, formando uma pequena tropa de escravos e garimpeiros. Felipe dos Santos, rico fazendeiro e tropeiro e Pascoal da Silva Guimarães, rico minerador, tomaram o controle de Vila Rica por 20 dias.
Entregaram, então, um documento ao governador da província, exigindo menos impostos. No entanto, o governador pediu um tempo para estudar o assunto, mas na verdade era para ganhar tempo para a chegada das tropas. O movimento foi totalmente sufocado e Felipe dos Santos foi capturado e enforcado.
Note bem, a revolta de Vila Rica visava apenas baixar os altos impostos. Em nenhum momento discutiu-se o fim da escravidão ou melhores condições de vida para a parcela mais pobre da população, pois, a riqueza destes mineradores era baseado justamente no trabalho escravo, porque gastava-se o mínimo possível. Portanto, não tinham o menor interesse pelas camadas mais pobres.
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