O movimento constituicionalista surgiu em São Paulo como resposta das oligarquias cafeeiras contra o governo de Getúlio Vargas.
O movimento, que unia os dois partidos paulistas, PRP e PD e contava com o apoio da classe média, reclamava novas eleições e uma nova Constituição. Se fossem convocadas novas eleições, os paulistas acreditavam que veneriam, pois o reduto eleitoral de São Paulo continuava intocado.
Apesar de contarem apenas com o poaio do estado do Mato Grosso, os paulistas acreditavam que venceriam. Enganaram-se, pois Getúlio Vargas mandou tropas mineiras, gaúchas e do Distrito Federal para acabar com a revolução. No entanto, vários estados reclamavam por uma nova Constituição, o que aconteceu em 1934.
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Era Vargas
Com a deposição de Washington Luís em outubro de 1930, uma junta militar assumiu o controle do país e entregou o governo nas mãos de Getúlio Vargas, que era o líder civil da revolução, e que ficou de 1930 e 1945 e tornou-se o maior estadista, o mais amado e contraditório da história do Brasil.
A queda da oliguarquia cafeeira fez com que os vários grupos que compunham a Aliança Liberal se debatessem pelo poder. Começaram a emergir novas forças políticas como o comunismo e o integralismo.
A queda da oliguarquia cafeeira fez com que os vários grupos que compunham a Aliança Liberal se debatessem pelo poder. Começaram a emergir novas forças políticas como o comunismo e o integralismo.
Manifestações Contra o Governo
Diante da situação, a oposição ao governo ganhou força. As eleições presidenciais estavam próximas e a oposição criou a Aliança Liberal, que era formada por oligarquias gaúchas, mineiras e nordestinas, pois, só com sua união venceriam os paulistas.
Note-se que os mineiros também entraram na Aliança Liberal, pois o presidente Washington Luís havia nomeado um paulista para a disputa e os mineiros achavam que deveria ser escolhido um mineiro para a sucessão presidencial.
Por esse motivo, os mineiros passavam a poiar a Aliança Liberal, que tinha como candidato à presdiência o gaúcho Getúlio Vargas e para a vice-presidência o paraibano João Pessoa. Boa parte dos tenentes também apoiaram a Aliança Liberal, o que fez com que Luís Carlos Prestes abandonasse o movimento.
Nas eleições, o candidato paulista Júlio Prestes elegeu-se à presidência, o que irritou à oposição que denunciava uma eleição fraudulenta, mas aceitaram a derrota.
O descontentamento era muito grande, boa parte da Aliança Liberal, os tenentes principalmente, manifestaram a vontade de tomar o poder. Os derrotados nas eleições passaram a se organizar contra o governo. O estopim do movimento veio em 26 de Julho de 1930, com o assassinato de João Pessoa em uma confeitaria de Recife, por um inimigo político regional.
Manifestações aconteceram em todo o país. Claro que o culpado tornou-se o governo de Washington Luís, que foi cercado por tropas vindas do sul e forçado a deixar o governo em 4 de Outubro de 1930. Encerra-se assim, a República Velha e tinha início um novo período na história do país: a Era Vargas.
Note-se que os mineiros também entraram na Aliança Liberal, pois o presidente Washington Luís havia nomeado um paulista para a disputa e os mineiros achavam que deveria ser escolhido um mineiro para a sucessão presidencial.
Por esse motivo, os mineiros passavam a poiar a Aliança Liberal, que tinha como candidato à presdiência o gaúcho Getúlio Vargas e para a vice-presidência o paraibano João Pessoa. Boa parte dos tenentes também apoiaram a Aliança Liberal, o que fez com que Luís Carlos Prestes abandonasse o movimento.
Nas eleições, o candidato paulista Júlio Prestes elegeu-se à presidência, o que irritou à oposição que denunciava uma eleição fraudulenta, mas aceitaram a derrota.
O descontentamento era muito grande, boa parte da Aliança Liberal, os tenentes principalmente, manifestaram a vontade de tomar o poder. Os derrotados nas eleições passaram a se organizar contra o governo. O estopim do movimento veio em 26 de Julho de 1930, com o assassinato de João Pessoa em uma confeitaria de Recife, por um inimigo político regional.
Manifestações aconteceram em todo o país. Claro que o culpado tornou-se o governo de Washington Luís, que foi cercado por tropas vindas do sul e forçado a deixar o governo em 4 de Outubro de 1930. Encerra-se assim, a República Velha e tinha início um novo período na história do país: a Era Vargas.
As Consequências da Crise de 1929 para o Brasil
O Brasil, assim como muitos países latino-americanos, tinha sua produção voltada para a exportação e apenas um produto: o café. A cotação do café na bolsa de valores caiu a zero.
O principal comprador de café brasileiro era os EUA, que interromperam a importação do produto. A situação tornou-se desesperadora, os cafeicultores pressionavam o governo para tomar atitudes mais enérgicas. O governo comprou milhões de sacas de café e, para que os cafeicultores tivessem o minimo de prejuízo, toneladas de café foram jogadas ao mar, ou entre os dormentes dos trilhos de trem, ou queimadas.
Essas medidas não melhoraram a situação, pois grande parte dos cafeicultores perdeu tudo. Mas não foram apenas os produtores de café que saíram perdendo. Como se sabe, a economia nacional estava voltada para o café; logo, milhares de trabalhadores ficaram na miséria.
O principal comprador de café brasileiro era os EUA, que interromperam a importação do produto. A situação tornou-se desesperadora, os cafeicultores pressionavam o governo para tomar atitudes mais enérgicas. O governo comprou milhões de sacas de café e, para que os cafeicultores tivessem o minimo de prejuízo, toneladas de café foram jogadas ao mar, ou entre os dormentes dos trilhos de trem, ou queimadas.
Essas medidas não melhoraram a situação, pois grande parte dos cafeicultores perdeu tudo. Mas não foram apenas os produtores de café que saíram perdendo. Como se sabe, a economia nacional estava voltada para o café; logo, milhares de trabalhadores ficaram na miséria.
A Crise de 1929
O ano de 1929 foi um ano marcante para toda a economia mundial. O sistema capitalista viveu uma crise de superprodução.
Com a concorrência entre empresas e países, com o ressurgimento de forças econômicas européias após a Primeira Guerra Mundial como França e Alemanha, a produção mundial cresceu tanto que não havia mercado consumidores suficientes para tamanha produção. com a superprodução, a Bolsa de Valores de Nova York entrou em crise em 25 de Outubro de 1929. Esse momento ficou conhecido como o crack da Bolsa de Nova York.
Com a concorrência entre empresas e países, com o ressurgimento de forças econômicas européias após a Primeira Guerra Mundial como França e Alemanha, a produção mundial cresceu tanto que não havia mercado consumidores suficientes para tamanha produção. com a superprodução, a Bolsa de Valores de Nova York entrou em crise em 25 de Outubro de 1929. Esse momento ficou conhecido como o crack da Bolsa de Nova York.
Governo Fernando Henrique Cardoso
O Plano Real veio com a conversão da moeda de cruzeiro real para real. Através do plano real conseguiu-se estabilizar a inflação, e o poder de aquisição, a capacidade de produção dá um grande salto no período 1994/1995.
Na tentativa de conter explosão de consumo, o governo lança medidas recessivas, e o ano de 1995 apresenta taxas de desemprego preocupantes. O ano de 96, embora pouco se tenha alterado na política econômica, apresenta um desemprego melhor, e com a menor taxa de inflação das últimas écadas: 10,3%.
Os anos de 1997 e 1998 foram marcados por crises econômicas internacionais, a primeira na Ásia, onde economias como a japonesa, a coreana e a tailandesa foram abaladas e a segunda na Rússia, que atingiram o Brasil principalmente porque as reformas estruturais das quais o Plano Real dependia não foram realizadas.
A reforma tributária, a administrativa e da Previdência são os exemplos mais contundentes.
O governo, para conter a inflação, sempre gastou mais do que arrecadou. Para financiar esses gastos, sem colocar em risco as conquistas do Real, a equipe econômica do governo FHC manteve uma taxa de juros elevada na tentativa de manter as reservas cambiais em patamares positivos, isto porque os juros altos atraem investidores estrangeiros para aplicar nas bolsas de Valores brasileiras, mas essa política não foi suficiente para segurar os investidores que, ao primeiro sinal de dúvida quanto à liquidez do Brasil, deixaram o país em busca de mercados menos rendosos, porém mais confiáveis.
Os juros altos também fizeram com que a dívida interna do governo crescesse assustadoramente. A única saída foi recorrer ao FMI - Fundo Monetário Internacional, que é um órgão que socorre países que precisavam de ajuda fianceira. Essa ajuda só é dada sob determinadas condições que, no entender dos técnicos que operam esse Fundo, dêem ao país que tomou o empréstimo condições de honrar os pagamentos.
Nesse caso, o Brasil se submeteu a cumprir determinadas exigências, exigências essas altamente recessivas, que levaram a índices de desemprego jamais atingidos no país.
Mesmo diante desse panorama sombrio do ponto de vista econômico, Fernando Henrique Cardoso, foi reeleito, tornano-se o primeiro Presidente brasileiro a exercer dos mandatos consecutivos.
Na tentativa de conter explosão de consumo, o governo lança medidas recessivas, e o ano de 1995 apresenta taxas de desemprego preocupantes. O ano de 96, embora pouco se tenha alterado na política econômica, apresenta um desemprego melhor, e com a menor taxa de inflação das últimas écadas: 10,3%.
Os anos de 1997 e 1998 foram marcados por crises econômicas internacionais, a primeira na Ásia, onde economias como a japonesa, a coreana e a tailandesa foram abaladas e a segunda na Rússia, que atingiram o Brasil principalmente porque as reformas estruturais das quais o Plano Real dependia não foram realizadas.
A reforma tributária, a administrativa e da Previdência são os exemplos mais contundentes.
O governo, para conter a inflação, sempre gastou mais do que arrecadou. Para financiar esses gastos, sem colocar em risco as conquistas do Real, a equipe econômica do governo FHC manteve uma taxa de juros elevada na tentativa de manter as reservas cambiais em patamares positivos, isto porque os juros altos atraem investidores estrangeiros para aplicar nas bolsas de Valores brasileiras, mas essa política não foi suficiente para segurar os investidores que, ao primeiro sinal de dúvida quanto à liquidez do Brasil, deixaram o país em busca de mercados menos rendosos, porém mais confiáveis.
Os juros altos também fizeram com que a dívida interna do governo crescesse assustadoramente. A única saída foi recorrer ao FMI - Fundo Monetário Internacional, que é um órgão que socorre países que precisavam de ajuda fianceira. Essa ajuda só é dada sob determinadas condições que, no entender dos técnicos que operam esse Fundo, dêem ao país que tomou o empréstimo condições de honrar os pagamentos.
Nesse caso, o Brasil se submeteu a cumprir determinadas exigências, exigências essas altamente recessivas, que levaram a índices de desemprego jamais atingidos no país.
Mesmo diante desse panorama sombrio do ponto de vista econômico, Fernando Henrique Cardoso, foi reeleito, tornano-se o primeiro Presidente brasileiro a exercer dos mandatos consecutivos.
As Eleições de 1989
O mandato de José Sarney chegava ao fim. As eleições diretas para Presidente, que não se realizavam há 30 anos, eram muito esperadas. A variedade de partidos e candidatos era muito grande. Entretanto, essas eleições teriam uma diferença: havia um segundo turno, onde disputariam apenas os dois candidatos mais votados.
Esses candidatos foram: Luís Ignácio Lula da Silva (PT) e Fernando Collor de Mello (PRN).
Fernando Collor foi eleito Presidente da República. Um dia após assumir a Presidência, Collor anunciou um plano econômico: o Plano Collor - com o objetivo de modernizar a economia, enxugar a máquina administrativa e combater a inflação. Apesar do impacto causado na economia e na vida das pessoas, o plano fracassou.
O governo de Fernando Collor durou pouco tempo, e não foi pelas questões políticas ou sócio-econômicas. Seu próprio irmão fez várias denúncias contra ele na imprensa, desencadeando uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que investigou a vida do Presidente desde sua campanha eleitoral. constatou-se um nível de corrupção extraordinário, envolvendo a primeira-dama, o Presidente, alguns ministros e o empresário Paulo César Farias (amigo pessoal do Presidente e tesoureiro da campanha Presidencial).
A partir de Agosto de 1992, ocorreram manifestações em todo o país pedindo a cassação do mandato do Presidente; explodiu em todo o país o movimento "Fora Collor".
Fernando Collor renunciou ao cargo, momentos antes de ter o mandato cassado, em 29 de Dezembro de 1992. O vice-presidente, Itamar Franco, assumiu então a Presidência da República.
Em seu governo, Itamar nomeou para comandar o Ministério da Fazenda o senador Fernando Henrique Cardoso, que lançou em 1994 o Plano Real. Fernando Henrique foi eleito Presidente no mesmo ano, dando continuidade ao seu plano.
Esses candidatos foram: Luís Ignácio Lula da Silva (PT) e Fernando Collor de Mello (PRN).
Fernando Collor foi eleito Presidente da República. Um dia após assumir a Presidência, Collor anunciou um plano econômico: o Plano Collor - com o objetivo de modernizar a economia, enxugar a máquina administrativa e combater a inflação. Apesar do impacto causado na economia e na vida das pessoas, o plano fracassou.
O governo de Fernando Collor durou pouco tempo, e não foi pelas questões políticas ou sócio-econômicas. Seu próprio irmão fez várias denúncias contra ele na imprensa, desencadeando uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que investigou a vida do Presidente desde sua campanha eleitoral. constatou-se um nível de corrupção extraordinário, envolvendo a primeira-dama, o Presidente, alguns ministros e o empresário Paulo César Farias (amigo pessoal do Presidente e tesoureiro da campanha Presidencial).
A partir de Agosto de 1992, ocorreram manifestações em todo o país pedindo a cassação do mandato do Presidente; explodiu em todo o país o movimento "Fora Collor".
Fernando Collor renunciou ao cargo, momentos antes de ter o mandato cassado, em 29 de Dezembro de 1992. O vice-presidente, Itamar Franco, assumiu então a Presidência da República.
Em seu governo, Itamar nomeou para comandar o Ministério da Fazenda o senador Fernando Henrique Cardoso, que lançou em 1994 o Plano Real. Fernando Henrique foi eleito Presidente no mesmo ano, dando continuidade ao seu plano.
A Guerra de Canudos
Durante o governo de Prudente de Morais (1894-1898), ocorreu no sertão da Bahia um dos maiores levantes populares de toda a história do Brasil: a Guerra de Canudos.
Canudos era um região caótica: milhares de pequenos proprietários perdiam suas propriedades para latifundiários, passando a viver na completa miséria. O clima e a falta de chuvas também colaboravam para piorar a situação.
É nesse contexto que surge Antônio Vicente Mendes Maciel, que veio de uma família que também perdeu suas terras, liderou a comunidade de Belo Monte, com ideais igualitários, que vivia de rebanhos e pequenas colheitas, além do comércio.
O trabalho, a divisão das colheitas e das terras eram feitos de maneira igual entre todos os moradores de Canudos (Em torno de 30 000). Essa organização social atraiu o interesse de famílias de várias regiões, inclusive outros Estados, que emigraram em grande quantidade parar Canudos.
Antônio Conselheiro (Como ficou conhecido) exerceu grande influência religiosa onde passava. Aliás, foram suas pregações religiosas que fizeram com que muitas pessoas o seguissem até Canudos. Só que essa influência religiosa sobre a fé das pessoas passou a incomodar a Igreja Católica, que há alguns anos já havia proibido Antônio Conselheiro de fazer suas pregações em várias regiões.
A organização e a fama que ganhava Canudos desagradou não apenas, a Igreja, mas também muitos latifundiários e comerciantes que viam muitos de seus trabalhadores abandonarem seus empregos para viver em Canudos.
A situação se agravou quando os canudos passaram a exigir mais terras do governo para sua sobrevivência. Antônio Conselheiro fez algumas críticas ao governo, o que fez com que fosse chamado de monarquista e anti-republicano, piorando ainda mais a situação.
Várias batalhas se sucederam e tropas mandadas à região para conter a revolta sofreram grandes perdas. Entretanto, no final de Julho de 1897, foram enviados mais de 5 000 homens à região que, em menos de um mês, destruíram por completo a comunidade. Toda a população de 30 000 pessoas foi dizimada; sobreviveram menos de uma centena e as 5 000 casas foram totalmente destruídas.
Canudos era um região caótica: milhares de pequenos proprietários perdiam suas propriedades para latifundiários, passando a viver na completa miséria. O clima e a falta de chuvas também colaboravam para piorar a situação.
É nesse contexto que surge Antônio Vicente Mendes Maciel, que veio de uma família que também perdeu suas terras, liderou a comunidade de Belo Monte, com ideais igualitários, que vivia de rebanhos e pequenas colheitas, além do comércio.
O trabalho, a divisão das colheitas e das terras eram feitos de maneira igual entre todos os moradores de Canudos (Em torno de 30 000). Essa organização social atraiu o interesse de famílias de várias regiões, inclusive outros Estados, que emigraram em grande quantidade parar Canudos.
Antônio Conselheiro (Como ficou conhecido) exerceu grande influência religiosa onde passava. Aliás, foram suas pregações religiosas que fizeram com que muitas pessoas o seguissem até Canudos. Só que essa influência religiosa sobre a fé das pessoas passou a incomodar a Igreja Católica, que há alguns anos já havia proibido Antônio Conselheiro de fazer suas pregações em várias regiões.
A organização e a fama que ganhava Canudos desagradou não apenas, a Igreja, mas também muitos latifundiários e comerciantes que viam muitos de seus trabalhadores abandonarem seus empregos para viver em Canudos.
A situação se agravou quando os canudos passaram a exigir mais terras do governo para sua sobrevivência. Antônio Conselheiro fez algumas críticas ao governo, o que fez com que fosse chamado de monarquista e anti-republicano, piorando ainda mais a situação.
Várias batalhas se sucederam e tropas mandadas à região para conter a revolta sofreram grandes perdas. Entretanto, no final de Julho de 1897, foram enviados mais de 5 000 homens à região que, em menos de um mês, destruíram por completo a comunidade. Toda a população de 30 000 pessoas foi dizimada; sobreviveram menos de uma centena e as 5 000 casas foram totalmente destruídas.
A Revolta Praieira (1848)
Novamente a província de Pernambuco tornou-se palco de uma revolta. A província já vinha há alguns anos vivendo crises políticas e sociais.
Os liberais, em todo o país, estavam perdendo a força junto a D. Pedro II, que passou a nomear membros do Partido Conservador para a presidência de algumas capitanias.
Em Pernambuco, o presidente da província, Chin-chorro da Gama, que era um liberal, foi substituído pelo padre conservador Vicente da Mota. Além disso, os principais comerciantes de Pernambuco eram da família portuguesa Cavalcanti, o que também revoltava a população.
A Revolução Praieira (Tem esse nome por causa do jornal O Diário Novo, foco da resistência liberal, que se localizava na rua da Praia) cresceu e se tornou uma verdadeira guerra civil, avançou ao interior da província. A Paraíba também aderiu ao movimento.
A Revolução não durou muito tempo. O governo mandou tropas à região e conseguiu controlar a situação e o principal líder Pedro Ivo Veloso da Silveira, o Capitão da Praia, foi preso e morreu tentando fugir num navio que partia para Europa. O fim do Capitão da Praia também significou o fim da revolta.
Os liberais, em todo o país, estavam perdendo a força junto a D. Pedro II, que passou a nomear membros do Partido Conservador para a presidência de algumas capitanias.
Em Pernambuco, o presidente da província, Chin-chorro da Gama, que era um liberal, foi substituído pelo padre conservador Vicente da Mota. Além disso, os principais comerciantes de Pernambuco eram da família portuguesa Cavalcanti, o que também revoltava a população.
A Revolução Praieira (Tem esse nome por causa do jornal O Diário Novo, foco da resistência liberal, que se localizava na rua da Praia) cresceu e se tornou uma verdadeira guerra civil, avançou ao interior da província. A Paraíba também aderiu ao movimento.
A Revolução não durou muito tempo. O governo mandou tropas à região e conseguiu controlar a situação e o principal líder Pedro Ivo Veloso da Silveira, o Capitão da Praia, foi preso e morreu tentando fugir num navio que partia para Europa. O fim do Capitão da Praia também significou o fim da revolta.
Segundo Reinado
Com a instabilidade política e social do Período Regencial, alguns grupos, principalmente os liberais, que ficaram um pouco de lado das decisões políticas a partir de 1835 resolveram apoiar a coroação de D. Pedro II antes de completar a maioridade, ou antecipar sua maioridade. Foi um dado em 1838 o Clube da Maioridade.
Em 1840, o movimento já tinha grande força e, apesar de a Regência tentar ganhar tempo suspendendo as sessões, D. Pedro II foi coroado em 23 de Julho de 1840 com menos de 15 anos.
O apoio dado pelos liberais a D. Pedro II não foi "de graça". Os liberais exigiram o fim do poder moderador, novas eleições e a instauração do Parlamentarismo, ou seja, o imperador tomaria as decisões conjuntamente com o parlamento (Assembléia).
Foram feitas novas eleições; essa eleição foi marcada pela violência, os eleitores eram obrigados a votar debaixo de pauladas nos candidatos do Partido Liberal principalmente, mas, o Partido Conservador também utilizou essa tática. Essas eleições ficaram conhecidas como Eleições do Cacete.
Em 1840, o movimento já tinha grande força e, apesar de a Regência tentar ganhar tempo suspendendo as sessões, D. Pedro II foi coroado em 23 de Julho de 1840 com menos de 15 anos.
O apoio dado pelos liberais a D. Pedro II não foi "de graça". Os liberais exigiram o fim do poder moderador, novas eleições e a instauração do Parlamentarismo, ou seja, o imperador tomaria as decisões conjuntamente com o parlamento (Assembléia).
Foram feitas novas eleições; essa eleição foi marcada pela violência, os eleitores eram obrigados a votar debaixo de pauladas nos candidatos do Partido Liberal principalmente, mas, o Partido Conservador também utilizou essa tática. Essas eleições ficaram conhecidas como Eleições do Cacete.
A Guerra dos Farrapos (1835 - 1845)
Foi a mais longa revolta da história brasileira. A Guerra dos Farrapos, devido à participação das camadas mais pobres, os esfarrapados, foi também conhecida como Revolução Farroupilha.
A insatisfação começou a crescer com o Presidente da Província do Rio Grande do Sul, devido aos baixos impostos alfandegários cobrados para a entrada de charque, couro e outros produtos derivados do gado bovino, importados da Argentina e Uruguai. Esses baixos impostos desagradavam os pecuaristas sul-rio-grandenses, pois os produtos gaúchos sofriam a concorrência direta dos produtos platinos no mercado brasileiro.
Além disso, lutavam por uma maior liberdade provincial.
A revolta começou em 1835, exigindo a renúncia do Presidente da Província. Logo após (em 1836), liderado por Bento Gonçalves ocuparam Porto Alegre e fundaram a República Rio-Grandense, tornando o Rio Grande do Sul independente do Brasil.
Em 1839, os farrapos tomaram Santa Catarina e lá fundaram a República Juliana.
O governo central só conseguiu controlar a situação em 1845 e, novamente, por Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.
Após a sucessivas vitórias, o Duque de Caxias ofereceu concessões aos farrapos caso estes cessassem fogo, tais como: incorporação dos oficiais farroupilhas ao exército imperial; devolução das propriedades de terras aos seus donos e libertação dos escravos que lutaram com os farrapos. Os farrapos aceitaram as condições e acabaram com a revolta.
A insatisfação começou a crescer com o Presidente da Província do Rio Grande do Sul, devido aos baixos impostos alfandegários cobrados para a entrada de charque, couro e outros produtos derivados do gado bovino, importados da Argentina e Uruguai. Esses baixos impostos desagradavam os pecuaristas sul-rio-grandenses, pois os produtos gaúchos sofriam a concorrência direta dos produtos platinos no mercado brasileiro.
Além disso, lutavam por uma maior liberdade provincial.
A revolta começou em 1835, exigindo a renúncia do Presidente da Província. Logo após (em 1836), liderado por Bento Gonçalves ocuparam Porto Alegre e fundaram a República Rio-Grandense, tornando o Rio Grande do Sul independente do Brasil.
Em 1839, os farrapos tomaram Santa Catarina e lá fundaram a República Juliana.
O governo central só conseguiu controlar a situação em 1845 e, novamente, por Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.
Após a sucessivas vitórias, o Duque de Caxias ofereceu concessões aos farrapos caso estes cessassem fogo, tais como: incorporação dos oficiais farroupilhas ao exército imperial; devolução das propriedades de terras aos seus donos e libertação dos escravos que lutaram com os farrapos. Os farrapos aceitaram as condições e acabaram com a revolta.
A Balaiada (1838 - 1841)
As condições econômicas do Maranhão também eram as piores possíveis, tanto para a grande massa de escravos como para os pequenos fazendeiros, vaqueiros e fazedores de balaio. Esses grupos se uniram e liderados por Manuel "Balaio" (Que deu origem ao nome da Revolta). Cerca de 3 000 escravos também participaram da revolta.
A principal vitória obtida pelos balaios foi a tomada da vida de Caxias. O governo central, percebendo a gravidade da situação, revolveu substituir o Presidente da Província e nomear o Coronel Luís Alves de Lima e Silva, que seria conhecido mais adiante como Duque de Caxias.
Em 1840 foi concedido anistia a todos os revoltosos que se entregassem, 2 500 balaios renderam-se rapidamente. Mas nem todos se entregaram, e resistiram até 1841, quando não tiveram outra solução senão se renderem, encerrando assim a revolta.
A principal vitória obtida pelos balaios foi a tomada da vida de Caxias. O governo central, percebendo a gravidade da situação, revolveu substituir o Presidente da Província e nomear o Coronel Luís Alves de Lima e Silva, que seria conhecido mais adiante como Duque de Caxias.
Em 1840 foi concedido anistia a todos os revoltosos que se entregassem, 2 500 balaios renderam-se rapidamente. Mas nem todos se entregaram, e resistiram até 1841, quando não tiveram outra solução senão se renderem, encerrando assim a revolta.
A Sabinada (1837 - 1838)
Várias revoltas ocorreram na Bahia durante todo o período Regencial, mas, a principal foi a liderada pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira.
A Sabinada não foi um movimento popular como a Cabanagem; pelo contrário foi uma revolta feita por militares que lutavam por melhores salários e tinham o apoio da classe média.
Os revoltosos tomaram o governo e proclamaram a República Baiana, que deveria durar até que D. Pedro II assumisse o trono, o que não ocorreu, pois o governo agiu rápido e suas tropas militares atuaram mais uma vez com extrema crueldade: incendiaram as casas dos rebeldes e muitos deles foram queimados vivos. Foram mortas mais de 3 000 pessoas.
A Sabinada não foi um movimento popular como a Cabanagem; pelo contrário foi uma revolta feita por militares que lutavam por melhores salários e tinham o apoio da classe média.
Os revoltosos tomaram o governo e proclamaram a República Baiana, que deveria durar até que D. Pedro II assumisse o trono, o que não ocorreu, pois o governo agiu rápido e suas tropas militares atuaram mais uma vez com extrema crueldade: incendiaram as casas dos rebeldes e muitos deles foram queimados vivos. Foram mortas mais de 3 000 pessoas.
A Cabanagem (1835 - 1840)
A revolta recebeu esse nome por causa da vida miserável dos paraenses, que moravam em cabanas. Os cabanos uniram-se aos fazendeiros e fizeram uma das revoltas mais sangrentas do país.
Os revoltosos tomaram Belém e instalaram um novo governo, sob o comando de Félix Malcher, que traiu o movimento fazendo acordos com o governo central, Félix foi assassinado pelos revoltosos que o substituíram por Francisco Pedro Vinagre, que foi um ledo engano, pois, este também os traiu. Por último, quem comandou a revolta foi Eduardo Angelin. Mas, jáera tarde, pois, as tropas imperiais receberam o apoio de tropas mercenárias estrangeiras.
A partir de então, os revoltosos sofreram terríveis reveses. Os cabanos foram forçados a abandonar Belém e a se refugiar no interior. A guerra continuou mas, os cabanos não conseguiram resistir às perseguições e as crueldades dos mercenários.
Cerca de 40 000 pessoas foram mortas das maneiras mais sangrentas. Apesar de conseguirem resistir durante um bom tempo, os revoltosos foram obrigados a se render em 1840, sem conseguir nada que pediam.
Os revoltosos tomaram Belém e instalaram um novo governo, sob o comando de Félix Malcher, que traiu o movimento fazendo acordos com o governo central, Félix foi assassinado pelos revoltosos que o substituíram por Francisco Pedro Vinagre, que foi um ledo engano, pois, este também os traiu. Por último, quem comandou a revolta foi Eduardo Angelin. Mas, jáera tarde, pois, as tropas imperiais receberam o apoio de tropas mercenárias estrangeiras.
A partir de então, os revoltosos sofreram terríveis reveses. Os cabanos foram forçados a abandonar Belém e a se refugiar no interior. A guerra continuou mas, os cabanos não conseguiram resistir às perseguições e as crueldades dos mercenários.
Cerca de 40 000 pessoas foram mortas das maneiras mais sangrentas. Apesar de conseguirem resistir durante um bom tempo, os revoltosos foram obrigados a se render em 1840, sem conseguir nada que pediam.
Período Regencial
Com a abdicação de D. Pedro I deveria assumir o trono seu herdeiro D. Pedro II. Só que D. Pedro II tinha apenas 5 anos de idade e só poderia tomar posse aos 21 anos. Diante da situação resolveu-se formar uma regência trina, até que D. Pedro II completasse 21 anos.
O Período Regencial dividiu-se em três fases: regência trina provisória, que foi convocada e governaria até que fosse eleita uma regência trina permanente, o que aconteceu em Junho de 1831. A regência trina permanente durou até Outubro de 1835, quando foi eleita a regência una.
Os principais grupos políticos do Período Regencial também eram três:
- Os Restauradores ou Caramurus: eram em sua maioria portugueses que queriam a volta de D. Pedro I ao governo. Esse grupo não durou muito, pois D. Pedro I morreu em 1834 e a maioria desse grupo passou a apoiar os conversadores.
- Os Moderados ou Chamingos: grupo formado pelos grandes proprietários de terra, que pretendiam a manutenção da ordem estabelecida, além de apoiarem a monarquia e o voto censitário ou cena, só votavam aqueles que possuíam dinheiro.
- Os Exaltados: lutavam por melhores condições de vida para os mais necessitados, pretendiam instalar indústrias, além de pregarem contra o poder moderador.
O Período das regências foi muito instável politicamente e socialmente. Em 1834, os exaltados passaram a ser perseguidos e muitos foram expulsos, presos ou mortos.
O controle da Assembléia ficou nas mãos dos moderadores que rapidamente se dividiram em duas facções: os progressistas (Que se tornariam o Partido Liberal) e os regressistas (Futuro Partido Conservador).
Importante: Apesar da divisão ocorrida dentro do grupo dos moderados, que originou o Partido Conservador e Partido Liberal, isto não significou o surgimento de dois segmentos, com idéias totalmente opostas. Tanto liberais como conservadores defendiam praticamente os mesmos interesses.
Talvez a única diferença era que os liberais pretendiam uma maior autonomia para as províncias, enquanto os Conservadores pretendiam uma maior centralização do poder.
O Período Regencial dividiu-se em três fases: regência trina provisória, que foi convocada e governaria até que fosse eleita uma regência trina permanente, o que aconteceu em Junho de 1831. A regência trina permanente durou até Outubro de 1835, quando foi eleita a regência una.
Os principais grupos políticos do Período Regencial também eram três:
- Os Restauradores ou Caramurus: eram em sua maioria portugueses que queriam a volta de D. Pedro I ao governo. Esse grupo não durou muito, pois D. Pedro I morreu em 1834 e a maioria desse grupo passou a apoiar os conversadores.
- Os Moderados ou Chamingos: grupo formado pelos grandes proprietários de terra, que pretendiam a manutenção da ordem estabelecida, além de apoiarem a monarquia e o voto censitário ou cena, só votavam aqueles que possuíam dinheiro.
- Os Exaltados: lutavam por melhores condições de vida para os mais necessitados, pretendiam instalar indústrias, além de pregarem contra o poder moderador.
O Período das regências foi muito instável politicamente e socialmente. Em 1834, os exaltados passaram a ser perseguidos e muitos foram expulsos, presos ou mortos.
O controle da Assembléia ficou nas mãos dos moderadores que rapidamente se dividiram em duas facções: os progressistas (Que se tornariam o Partido Liberal) e os regressistas (Futuro Partido Conservador).
Importante: Apesar da divisão ocorrida dentro do grupo dos moderados, que originou o Partido Conservador e Partido Liberal, isto não significou o surgimento de dois segmentos, com idéias totalmente opostas. Tanto liberais como conservadores defendiam praticamente os mesmos interesses.
Talvez a única diferença era que os liberais pretendiam uma maior autonomia para as províncias, enquanto os Conservadores pretendiam uma maior centralização do poder.
A Constituição de 1824
Quando D. Pedro I tornou-se o Imperador do Brasil, as elites que apoiaram a Independência, passaram a exigir uma Constituição para o país. No entanto, não havia um consenso entre essas elites. Havia três tendências mais nítidas:
- Os Liberais: defendiam que o poder monarca deveria ser dividido com a Assembléia e, dessa forma, não governaria sozinho.
- Os Conservadores: ao contrário dos liberais, defendiam o poder absoluto do monarca, inclusive sobre a Assembléia, que também deveria acatar todas as decisões do monarca.
- Os Republicanos: pretendiam o fim da monarquia e a proclamação da república. Mas sua força política era muito pequena. Os republicanos vão conseguir alguma expressão política no Período Regencial, que será estudado adiante.
A possibilidade de haver um consenso entre liberais e conservadores (Que eram os grupos de maior expressão política) era cada vez menor. A imprensa começou a ter grande importância, pois, essas duas correntes passaram a utilizar os jornais, folhetos e panfletos para divulgar suas idéias.
Utilizando como pretexto uma agitação ocorrida entre brasileiros e portugueses, D. Pedro I fechou a Assembléia e vários liberais foram presos. Mas, para dar continuidade de uma Constituição, D. Pedro I formou um Conselho, com membros indicados por ele, para elaborarem a Constituição e essa foi outorgada pelo Imperador em 25 de Março de 1824.
Essa Carta Magna afirmou como soberano absoluto do Brasil D. Pedro I, ou seja, dava a ele pleno poderes sobre o Poder Legislativo e Judiciário. Esse poder, absoluto do Imperador foi chamado de Poder Moderador.
O Poder Moderador dava total liberdade ao Imperador de interferir na Câmara dos Deputados e no Senado, além dos Conselhos de Estado e Conselhos Provinciais.
Muitas províncias, entretanto, não aceitaram essa nova Constituição. A primeira província a se manifestar contra foi Pernambuco. Logo em seguida juntaram-se ao movimento as províncias do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe.
Formou-se, então, a Confederação do Equador que pretendia, entre outras coisas, a proclamação da República. Mas, a confederação não durou muito tempo, pois, foram mandadas tropas rapidamente para a região e seus líderes (Entre eles Frei Caneca) foram condenados à morte.
A Província Cisplatina, que fora anexada ao Brasil por D. Pedro I em 1821, também revoltou-se em 1826 e pretendia sua independência. Passados dois anos de batalhas e, o Imperador percebendo que não conseguiria derrotar as tropas, reconheceu sua independência em 1828, sendo hoje o Uruguai.
A oposição contra o governo de D. Pedro I ganhava mais força a cada medida autoritária sua e o apoio ao seu governo diminuía enquanto o apoio aos liberais aumentava e em 7 de Abril de 1831, D. Pedro I renunciou ao trono, finalizando o primeiro reinado.
- Os Liberais: defendiam que o poder monarca deveria ser dividido com a Assembléia e, dessa forma, não governaria sozinho.
- Os Conservadores: ao contrário dos liberais, defendiam o poder absoluto do monarca, inclusive sobre a Assembléia, que também deveria acatar todas as decisões do monarca.
- Os Republicanos: pretendiam o fim da monarquia e a proclamação da república. Mas sua força política era muito pequena. Os republicanos vão conseguir alguma expressão política no Período Regencial, que será estudado adiante.
A possibilidade de haver um consenso entre liberais e conservadores (Que eram os grupos de maior expressão política) era cada vez menor. A imprensa começou a ter grande importância, pois, essas duas correntes passaram a utilizar os jornais, folhetos e panfletos para divulgar suas idéias.
Utilizando como pretexto uma agitação ocorrida entre brasileiros e portugueses, D. Pedro I fechou a Assembléia e vários liberais foram presos. Mas, para dar continuidade de uma Constituição, D. Pedro I formou um Conselho, com membros indicados por ele, para elaborarem a Constituição e essa foi outorgada pelo Imperador em 25 de Março de 1824.
Essa Carta Magna afirmou como soberano absoluto do Brasil D. Pedro I, ou seja, dava a ele pleno poderes sobre o Poder Legislativo e Judiciário. Esse poder, absoluto do Imperador foi chamado de Poder Moderador.
O Poder Moderador dava total liberdade ao Imperador de interferir na Câmara dos Deputados e no Senado, além dos Conselhos de Estado e Conselhos Provinciais.
Muitas províncias, entretanto, não aceitaram essa nova Constituição. A primeira província a se manifestar contra foi Pernambuco. Logo em seguida juntaram-se ao movimento as províncias do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe.
Formou-se, então, a Confederação do Equador que pretendia, entre outras coisas, a proclamação da República. Mas, a confederação não durou muito tempo, pois, foram mandadas tropas rapidamente para a região e seus líderes (Entre eles Frei Caneca) foram condenados à morte.
A Província Cisplatina, que fora anexada ao Brasil por D. Pedro I em 1821, também revoltou-se em 1826 e pretendia sua independência. Passados dois anos de batalhas e, o Imperador percebendo que não conseguiria derrotar as tropas, reconheceu sua independência em 1828, sendo hoje o Uruguai.
A oposição contra o governo de D. Pedro I ganhava mais força a cada medida autoritária sua e o apoio ao seu governo diminuía enquanto o apoio aos liberais aumentava e em 7 de Abril de 1831, D. Pedro I renunciou ao trono, finalizando o primeiro reinado.
Primeiro Reinado
Com a proclamação da Independência, necessitava-se, então, de uma nova legislação e de uma nova política econômica. É nesse momento que o nacionalismo deixa de ser importante e ficam mais nítidos os verdadeiros interesses que geraram a Independência.
A Revolução Pernambucana
Para poder se estabelecer e estabelecer a aristocracia portuguesa no Brasil, D. João VI criou repartições públicas e ministérios. Além de desapropriar vários imóveis para poder acomodar as 10 000 pessoas que vieram de Portugal.
Diante dessa situação, a população de Pernambuco, que estava em franca decadência fez mais uma revolta pedindo o fim da colônia: A Revolução Pernambucana de 1817.
Os revoltosos eram formados por militares de baixo escalão, padres, maçons e receberam o apoio do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Mas, a revolta não foi adiante.
O governo mandou tropas para Pernambuco que sufocaram todos os ideais de liberdade dos revoltosos e, novamente, seus principais líderes foram presos e executados, acabando assim, com mais uma tentativa de independência da colônia.
Diante dessa situação, a população de Pernambuco, que estava em franca decadência fez mais uma revolta pedindo o fim da colônia: A Revolução Pernambucana de 1817.
Os revoltosos eram formados por militares de baixo escalão, padres, maçons e receberam o apoio do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Mas, a revolta não foi adiante.
O governo mandou tropas para Pernambuco que sufocaram todos os ideais de liberdade dos revoltosos e, novamente, seus principais líderes foram presos e executados, acabando assim, com mais uma tentativa de independência da colônia.
O Conflito Árabe Israelense
Os israelenses, por causa das perseguições há mais de 2 000 anos, eram um povo sem pátria até o início do século XX. Em fins do século XIX Theodor Herzl liderou o chamado Movimento Sionista, que tinha por objetivo adquirir terras na Palestina. Já em fins do século XIX haviam fundado diversas colônias na região.
Com a Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus, milhares migraram da Europa para a Palestina. Após a guerra, o Mundo estava abalado diante do extermínio do povo judeu. Esse clima favoreceu a decisão da ONU de aprovar a criação de um Estado Judeu na Palestina, em 29 de Novembro de 1947. No entanto, a decisão da ONU também previa a criação de um Estado Árabe na região, mas que não chegou a nascer, pois foi esmagado pela expansão judaica.
Em Maio de 1948, o líder judeu David Ben Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. A partir dessa data, milhares de judeus começaram a imigrar para Israel.
No entanto, a grande massa de judeus que chegaram à região despertou a revolta das populações árabes que viviam na Palestina.
Com o apoio dos E.U.A, Israel iniciou sua expansão territorial, invadindo diversas regiões sob o domínio dos árabes desencadeando em uma série de conflitos com os árabes.
Em 1967, alegando se proteger de possíveis invasões, os judeus invadiram terras em Jordânia, Egito, Síria e Líbano, tendo total controle sobre a situação.
No ano de 1964, porém, surgiu a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), chefiada por Yasser Arafat. Esse movimento tinha o apoio de diversos países Árabes e até o início da década de 90, utilizou o terrorismo como principal forma de tomar de volta as terras "roubadas" por Israel.
Os conflitos entre árabes e judeus só se amenizaram quando o primeiro-ministro judeu Itzhak-Rabin e o líder da OLP, Yasser Araft assinaram um Tratado de Paz em 1993, em Washington.
Com a Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus, milhares migraram da Europa para a Palestina. Após a guerra, o Mundo estava abalado diante do extermínio do povo judeu. Esse clima favoreceu a decisão da ONU de aprovar a criação de um Estado Judeu na Palestina, em 29 de Novembro de 1947. No entanto, a decisão da ONU também previa a criação de um Estado Árabe na região, mas que não chegou a nascer, pois foi esmagado pela expansão judaica.
Em Maio de 1948, o líder judeu David Ben Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. A partir dessa data, milhares de judeus começaram a imigrar para Israel.
No entanto, a grande massa de judeus que chegaram à região despertou a revolta das populações árabes que viviam na Palestina.
Com o apoio dos E.U.A, Israel iniciou sua expansão territorial, invadindo diversas regiões sob o domínio dos árabes desencadeando em uma série de conflitos com os árabes.
Em 1967, alegando se proteger de possíveis invasões, os judeus invadiram terras em Jordânia, Egito, Síria e Líbano, tendo total controle sobre a situação.
No ano de 1964, porém, surgiu a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), chefiada por Yasser Arafat. Esse movimento tinha o apoio de diversos países Árabes e até o início da década de 90, utilizou o terrorismo como principal forma de tomar de volta as terras "roubadas" por Israel.
Os conflitos entre árabes e judeus só se amenizaram quando o primeiro-ministro judeu Itzhak-Rabin e o líder da OLP, Yasser Araft assinaram um Tratado de Paz em 1993, em Washington.
Ciclo do Ouro
Entretanto, com a expansão territorial, a importância veio com a chegada em Minas Gerais e a descoberta de grandes quantidades de ouro, dando início ao segundo período de grandes riquezas coloniais: a mineração.
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