A Guerra de Canudos

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Durante o governo de Prudente de Morais (1894-1898), ocorreu no sertão da Bahia um dos maiores levantes populares de toda a história do Brasil: a Guerra de Canudos.

Canudos era um região caótica: milhares de pequenos proprietários perdiam suas propriedades para latifundiários, passando a viver na completa miséria. O clima e a falta de chuvas também colaboravam para piorar a situação.

É nesse contexto que surge Antônio Vicente Mendes Maciel, que veio de uma família que também perdeu suas terras, liderou a comunidade de Belo Monte, com ideais igualitários, que vivia de rebanhos e pequenas colheitas, além do comércio.

O trabalho, a divisão das colheitas e das terras eram feitos de maneira igual entre todos os moradores de Canudos (Em torno de 30 000). Essa organização social atraiu o interesse de famílias de várias regiões, inclusive outros Estados, que emigraram em grande quantidade parar Canudos.

Antônio Conselheiro (Como ficou conhecido) exerceu grande influência religiosa onde passava. Aliás, foram suas pregações religiosas que fizeram com que muitas pessoas o seguissem até Canudos. Só que essa influência religiosa sobre a fé das pessoas passou a incomodar a Igreja Católica, que há alguns anos já havia proibido Antônio Conselheiro de fazer suas pregações em várias regiões.

A organização e a fama que ganhava Canudos desagradou não apenas, a Igreja, mas também muitos latifundiários e comerciantes que viam muitos de seus trabalhadores abandonarem seus empregos para viver em Canudos.

A situação se agravou quando os canudos passaram a exigir mais terras do governo para sua sobrevivência. Antônio Conselheiro fez algumas críticas ao governo, o que fez com que fosse chamado de monarquista e anti-republicano, piorando ainda mais a situação.

Várias batalhas se sucederam e tropas mandadas à região para conter a revolta sofreram grandes perdas. Entretanto, no final de Julho de 1897, foram enviados mais de 5 000 homens à região que, em menos de um mês, destruíram por completo a comunidade. Toda a população de 30 000 pessoas foi dizimada; sobreviveram menos de uma centena e as 5 000 casas foram totalmente destruídas.

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