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Tumores dos Tecidos Cartilaginosos

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Em geral se desenvolvem na parte central do osso (encondroma), embora em algumas ocasiões possam localizar-se na periferia do osso (condromas justacorticais). A lesão pode ser solitária (encondroma solitário) ou formar parte de uma encondromatose múltipla, que afeta vários ossos. As radiografias mostram uma área lítica, ovóide de rarefação, que afila e insufla a cortical adjacente.

Não costuma haver reação periostal. Nos ossos chatos e na coluna a tomografia axial computa-dorizada irá proporcionar a visibilização dos detalhes intrínsecos da lesão, entre eles o aspecto algodonoso da matriz do encondroma.

A cintilografia do esqueleto com tecnécio revela discreto aumento da concentração, particularmente nas áreas mais periféricas da lesão ativa. Com o crescimento ósseo, o encondroma lentamente aumenta de tamanho; após a maturidade do esqueleto os encondromas costumam permanecer estáticos, transformando-se em lesões benignas latentes.

A distinção histológica entre o condroma e o condrossarcoma é às vezes difícil, sobretudo quando só se dispõe de uma pequena amostra do tecido. Com freqüência, a localização do tumor e suas características radiográficas e clínicas facilitam o diagnóstico diferencial entre tumores cartilaginosos benignos e malignos.

Os encondromas freqüentemente são achado de exame. São lesões benignas latentes que freqüentemente são diagnosticadas devido a radiografias realizadas por outros motivos. Nas falanges dos pés e das mãos, nos metacarpos e nos metatarsos, a presença do encondroma é freqüentemente descoberta devido a uma fratura patológica, geralmente após trauma leve.

*Diagnóstico Diferencial.

O encondroma solitário dos ossos curtos deve ser diferenciado dos cistos epiteliais de inclusão, dos focos isolados de displasia fibrosa, dos fibromas não osteogênicos e dos cistos ósseos solitários.

*Tratamento.

De uma maneira geral, o tratamento dos encondromas é realizado através da curetagem e enxertia. A cirurgia realizada com margens marginais é geralmente suficiente e as recorrências são raras. As fraturas muitas vezes podem levar a um espessamento das corticais e com isso a lesão pode se tornar assintomática, muito embora dificilmente evolua para cura.

É rara a transformação maligna do encondroma solitário, sobretudo os localizados nas mãos e nos pés; no entanto esta transformação é mais freqüente nos casos de encondromatose múltipla.

Sarcoma de Ewing

*Definição.

Tipo específico de tumor ósseo.

*Causas, Incidência e Fatores de Risco.

O sarcoma de Ewing ocorre durante o período de crescimento ósseo rápido, geralmente na puberdade. É raro em crianças com menos de 10 anos. O tumor pode aparecer nos ossos longos das extremidades, mais freqüentemente no fêmur (osso da coxa) ou na pélvis. Pode também se desenvolver no crânio ou nos ossos planos do tronco. Quase nunca se vê esse tipo de tumor em crianças negras.

*Os Sintomas Clínicos são Poucos.

O mais comum é dor e, ocasionalmente, inchaço no local do tumor. Pode haver também febre e, quando isso ocorre, é sinal de prognóstico desfavorável. O tumor se espalha facilmente (metástase), freqüentemente para os pulmões e outros ossos. Na ocasião do diagnóstico, constata-se a metástase em aproximadamente 1/3 das crianças.

*Sintomas.

Dor nos ossos que pode agravar-se à noite, ocasionalmente pode-se sentir uma massa no local do tumor se a doença estiver em estágio avançado, dor na perna.
Obs.: Alguns tumores benignos não apresentam sintomas.

*Sinais e Exames.

Raio X dos ossos; biópsia óssea; varredura óssea mostrando o tamanho e localização do tumor; a fosfatase alcalina pode estar elevada; Esta doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:; PTH; fósforo sérico; raio X das articulações; raio X das mãos; raio X das extremidades; cálcio (ionizado); cálcio sérico isoenzima FA (fosfatase alcalina).

Incontinência Urinária

Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. Distúrbio mais freqüente no sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em mulheres mais jovens. Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher apresentar, além da uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal.

Isso faz com que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em volta uretra sejam mais frágeis nas mulheres.

*Causas.

A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser comprometida nas seguintes situações:

-Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;

-Gravidez e parto;

-Tumores malignos e benignos;

-Doenças que comprimem a bexiga;

-Obesidade;

-Tosse crônica dos fumantes.

Exercícios para a incontinência: o assoalho pélvico é um conjunto de músculos que fica na parte de baixo da pélvis e sustenta os órgãos internos inferiores, como a bexiga e o útero, além de controlar os músculos do esfíncter, que são os responsáveis pelo controle da uretra e do reto.

Quando você interrompe e inicia o jato urinário está utilizando esses músculos. Quando eles se tornam fracos, pode ocorrer a incontinência. Como esses músculos podem ser controlados voluntariamente, exercícios podem fortalecê-los e, conseqüentemente, ajudar a controlar a urina, principalmente em casos de incontinência de esforço. Contudo, isso só acontece se os exercícios forem realizados adequadamente.

Deite-se de costas, com os joelhos dobrados e os pés um pouco afastados. Contraia todas as aberturas de seu assoalho pélvico: o reto, a uretra e, nas mulheres, a vagina também. Para ajudá-lo a isolar esses músculos, primeiro contraia-os como se estivesse tentando evitar a passagem de gases.

Então (no caso das mulheres), contraia a vagina como se estivesse segurando um absorvente interno. Continue contraindo, como se estivesse segurando a urina. Mantenha a tensão enquanto conta lentamente até três. Depois alivie a tensão lentamente. Repita de cinco a dez vezes. Você vai sentir uma "erguida" dentro de você. Preste atenção em sua respiração e mantenha-a suave e confortável. Não tencione seu estômago, coxas ou nádegas, para não exercitar os músculos errados. Use sua mão para ter certeza de que a área do seu estômago está relaxada.

Repita o primeiro exercício utilizando uma banqueta baixa para erguer a parte inferior de suas pernas. Erguer suas pernas vai ajudar a relaxar os músculos do assoalho pélvico para exercitá-los.

Repita o primeiro exercício ajoelhado no chão, com os cotovelos apoiados em uma almofada. Nessa posição, os músculos do estômago estão completamente relaxados. Se você não puder se ajoelhar, enrole um cobertor e coloque-o sob seu corpo na região que une a coxa e a pélvis e deite de bruços para realizar o exercício.

A Corrida Aumenta o Bom Colesterol

Não é novidade nenhuma que uma das maiores causas de morte no Brasil e no mundo está relacionada com as doenças cardíacas das quais a maior parte pode ser evitada. Isso porque muitas delas se relacionam ao sedentarismo, alimentação sem controle com aumentando substancial do peso, da glicemia, do colesterol e/ou dos triglicerídeos no sangue entre outras. Ou seja, doenças que podem ser evitadas, entre outros hábitos salutares, com exercícios físicos simples praticados de modo regular.

Um dos mais praticados por conta da facilidade é a corrida e, por ser uma das mais antigas, é a que mais trabalho científico possui comprovando os seus benefícios cardiovasculares.

Um dos grandes vilões das doenças do coração é, e sempre foi, o famoso colesterol em que uma parte é fabricada pelo fígado e outra ingerida pela alimentação. Todos nós, de alguma forma, já ouvimos falar do colesterol bom (HDL) e ruim (LDL), respectivamente lipoproteína de alta densidade e lipoproteína da baixa densidade.

O HDL, por causa das suas características de alta densidade não fica depositado nas artérias ao contrário do LDL. Além disso, o HDL em quantidades maiores contribui para a remoção do LDL nas artérias, pois a baixa densidade do LDL faz com que fiquem depositados nas paredes das artérias obstruindo a passagem do sangue trazendo conseqüências desastrosas desde o infarto do miocárdio até aneurismas cerebrais.

Felizmente, o controle da quantidade de colesterol no sangue depende muito da ingestão de alimentos menos gordurosos e a prática de exercícios físicos. A corrida tanto moderada quanto vigorosa é uma das modalidades que aumenta a quantidade do colesterol bom no sangue. Pessoas que correm 25 km ou mais semanalmente atingem índices de 50mg/100 mL de HDL enquanto quem corre 70 km chega a 70 mg/100 mL.

Outros autores não observaram aumento de HDL nas pessoas que correm menos de 25 km, não havendo diferença significativa se comparado a saudáveis inativos. Huttunem e colaboradores, 1979 comparou maratonistas que treinam 60 km/semana com corredores comuns que treinam 18 km/semana e saudáveis inativos. O resultado foi proporcional.

Maratonistas apresentaram níveis de 65 mg/100 mL, corredores 58 mg/100 mL e inativos 43 mg/100 mL.

Observa-se nesses relatos que a corrida, mesmo moderada é suficiente para elevar as taxas de colesterol bom no sangue. Outro fato chamando a atenção dos pesquisadores nessa área é que o exercício físico, entre as medidas de recuperação, aplicado em sobreviventes a infarto agudo do miocárdio também ajuda a normalizar o colesterol bom.

Pacientes submetidos a programa progressivo onde na última semana conseguiam correr lentamente 2,5 km três vezes por semana tiveram índices de colesterol bom chegando à normalidade de 45 mg/100 mL. Quando comparados a pacientes que não quiseram ou não puderam realizar atividade física a diferença foi significativa tendo esse grupo que ter os índices de colesterol mais severamente controlados com medicação.

Como já citado, a corrida é mais praticada, mas existem pesquisas similares com bicicleta ergométrica com os mesmos resultados. Para quem gosta de correr visando qualidade de vida e saúde não é preciso ser um maratonista bastando correr três a quatro vezes por semana de 6 a 8 quilômetros ou 30 minutos na esteira três vezes por semana numa velocidade confortável.

Segundo Cooper 24 km por semana é suficiente para aumentar o colesterol bom no sangue. Mais do que isso tem outros motivos.

Reduza Sua Pressão Arterial Com a Corrida

Nas pessoas com hipertensão, a corrida ajuda a reduzir a pressão arterial, a dose de medicamento, chegando mesmo a eliminar a necessidade de usá-los, além de controlar outros fatores de risco, normalmente associados à hipertensão, como obesidade, colesterol, diabetes e estresse. "Apesar de a corrida ter efeito benéfico sobre a saúde dos hipertensos, exercícios inadequados trazem risco potencial elevado, como é o caso da musculação com alta carga, para ganho de força e massa muscular. Contra-indicada para hipertensos", alerta Claudia Forjaz, diretora do Departamento de Educação Física, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Todo hipertenso deve praticar corrida, desde que esteja com a pressão arterial controlada e os exercícios sejam feitos de forma adequada. No caso de hipertensos com lesão em órgãos importantes, é preciso tomar cuidados maiores e o exercício pode até ser contra-indicado.

Antes de começar a atividade física, o ideal é fazer um teste ergométrico, principalmente, se tiver outros fatores de risco cardiovasculares associados. A supervisão médica, durante as sessões de exercício, não é necessária, a não ser que o hipertenso tenha alguma doença no coração. Mas, se for acompanhado por um professor de educação física, desenvolverá um trabalho mais eficiente, completo e com menos riscos à sua saúde.

O exercício recomendado ao hipertenso pode ser executado de três a cinco vezes por semana, com duração de 40 a 50 minutos e intensidade de leve a moderada, ou seja, 50 a 70% da freqüência cardíaca. Esse exercício auxilia na redução da pressão arterial, porém, pensando na saúde global do indivíduo, deve-se também fazer exercícios localizados e de alongamento.

Corrida, Bom para a Criança, Uma Segurança para os Pais

Além de trazer diversos benefícios à criança, a corrida permite criar uma relação entre pais e filhos mais próxima. Só o fato de fazer uma corrida em tom de brincadeira proporciona momentos de conversa e de segurança. Se na infância os pais participam das atividades físicas dos filhos de maneira positiva, mostrando satisfação independente do resultado, farão do esporte um ambiente seguro: as crianças ficam mais próximas dos pais.

Pais que estão presentes nas atividades dos filhos têm uma relação mais compreensiva e companheira. Crianças gostam de animação e bagunça. Essa é uma boa tática para atraí-las para o esporte.

Os esportes são saudáveis em qualquer idade. E o quanto antes a pessoa começar a se exercitar, melhor. A corrida traz vários benefícios para a criança. Quanto maior for a variedade de movimentos que a criança experimentar, melhor será o domínio e o conhecimento que ela terá de seu próprio corpo. "É como se ela tivesse uma espécie de inteligência motora, que facilita a aprendizagem de qualquer atividade corporal, não apenas esportiva, mas também de atividades da vida diária, nos estudos e futuras atividades profissionais” Alexandre Rezende comenta.

Acrescentou que a prática da corrida ajuda: no crescimento físico; no amadurecimento emocional (aprender a lidar com os medos e as frustrações); na formação moral (aprender a jogar "limpo", de acordo com as regras e a ética esportiva); na socialização (aprender a fazer amigos e a jogar em equipe, de forma cooperativa) e no desenvolvimento da inteligência (capacidade de solucionar problemas e tomar decisões sobre a jogada mais adequada para cada situação de jogo), aliada a uma dieta de baixas calorias (hipocalórica), diminui a pressão arterial e aumenta a capacidade cardiovascular de crianças obesas. Também auxilia na formação da personalidade (aprender a valorizar a si mesmo, descobrindo suas potencialidades e talentos) e influencia as crianças a aprenderem a gostar de fazer exercícios, de forma a adotarem, quando adultos, um estilo de vida ativo - uma das principais recomendações médicas para a manutenção da saúde.

Corrida e Gravidez

A gravidez causa modificações cardiovasculares, respiratórias, metabólicas, termorregulatórias, hormonais e biomecânicas que devem ser observadas na prescrição de exercício. Essas adaptações ocorrem para oferecer um bom ambiente para o crescimento e desenvolvimento fetal, atender às necessidades maternas e preparar a mãe para o parto.

Entre as principais alterações cardiovasculares está o aumento da freqüência cardíaca (tanto no repouso quanto no exercício) e a redistribuição do fluxo sanguíneo, que passa a se dirigir mais para o útero. O peso corporal aumenta rapidamente e o centro de gravidade muda, exigindo cuidados. À medida que a gravidez evolui, as modificações anatômicas são mais perceptíveis e os cuidados com o aparelho locomotor devem ser redobrados.

A corrida durante a gravidez ajuda a controlar o peso corporal, a melhorar a postura e manter a resistência aeróbia e disposição física. Porém, a prescrição deve adequar a intensidade, freqüência e volume de exercício para que seja segura e saudável tanto para a mãe quanto para o feto.

No caso da corrida, especificamente, aconselha-se que a prática ocorra somente nos primeiros meses de gestação, devido ao impacto oferecido por essa atividade. Até o quarto mês, ela pode ser feita sob acompanhamento, com intensidade e volume reduzidos (no máximo uma hora por dia, sem deixar a freqüência cardíaca subir demais). Depois disso, o ideal é buscar atividades como a natação e a bicicleta, em que não é preciso sustentar o peso do corpo.

Alguns cuidados que devem ser tomados em todas as atividades físicas realizadas na gravidez:

- Exercite-se nos horários mais frescos do dia;

- Evite exercícios de alta intensidade;

- Não fume ou use suplementos sem o conhecimento de seu médico;

- Alimente-se antes e após o exercício;

- Hidrate-se criteriosamente;

- Evite exercícios com riscos de acidente ou lesões;

- Procure orientação profissional.

O exercício deve ser imediatamente suspenso caso haja alguns desses sintomas:

- Inchaço das mãos, pés e face;

- Tontura;

- Dores de cabeça;

- Alterações visuais;

- Cólicas abdominais;

- Cansaço excessivo;

- Ganho de peso insuficiente para o período gestacional;

- Sangramento vaginal;

- Rompimento precoce da bolsa;

- Freqüência cardíaca e pressão arterial altas mesmo após o esforço.

Respeite seus limites e lembre-se: gravidez não é doença, mas um estado fisiológico particular e temporário. O mais importante é fazer uma avaliação da saúde materno-fetal e ter o acompanhamento clínico do obstetra durante todo esse período.

Podoposturologia

Todas as alterações que ocorrem no organismo necessitam de uma compensação em outro local para neutralizá-la. Uma tensão alterada em um local causa uma sobrecarga em outra área. Este peso excedente também requer uma nova compensação em um terceiro local. Isso se segue até que uma última mudança não possa ser mais equilibrada.
Ex.: (Via Ascendente) ao torcer o pé, músculos, ligamentos e outras estruturas são estirados, levando a alterações articulares e ósseas.

Modificações no posicionamento de ossos e articulações promovem mudanças no nível de tensão de estruturas próximas, levando a pessoa a adotar novas formas de "pisar", apoiar e distribuir a carga corporal. Se não tratada corretamente, a entorse inicial poderá desestruturar toda a globalidade do corpo, mudando o posicionamento de joelhos, quadril, coluna lombar e cervical. Ao atingirem a região do pescoço, essas compensações estiram a musculatura, promovendo um novo padrão de tensionamento (dores de cabeça).

Alterações no posicionamento das vértebras cervicais podem comprometer a irrigação sangüínea do ouvido interno, levando o paciente a sofrer problemas de equilíbrio, náuseas, entre outros tantos sintomas que comprometem a qualidade de vida. Tal desfecho para uma simples torção de tornozelo é mais freqüente do que se supõe. Inúmeras patologias têm em comum a ação de forças provocadas por um desequilíbrio do sistema postural.

"Compreender este sistema e seus diferentes captores (aparelho vestibular, visão, articulação temporomandibular e os pés) nos permite atuar na sua reprogramação, a partir de seus captores alterados".

No caso da coluna vertebral, o posicionamento do quadril é quem geralmente inicia as mudanças de curvatura. Um ilíaco anteriorizado, por exemplo, acentua a lordose lombar, tensionando estruturas e alterando distribuição de forças em vértebras e disco intervertebrais (podendo levar a protusões e hérnias discais). Além disso, uma vértebra fora de posição leva consigo as ramificações nervosas que se encontram próximas. Uma acentuação lombar leva a uma acentuação torácica e cervical.

Mudanças na curvatura cervical podem acarretar desde sintomas locais como até cefaléias por tensionamento muscular e distúrbios de ATM (Articulação Têmporo-Mandibular).

Porém, é importante lembrar que não necessariamente as alterações em nível postural, responsáveis por todas essas alterações e/ou patologias, tem origem podal. Há também lesões do tipo descendente, lesões locais, lesões focais, distúrbios de ergonomia, vícios e hábitos, além de alterações de ordem congênita/hereditária.

Baropodometria Computarorizada

Equipamento de tecnologia francesa, a Footwork consiste em uma sensível plataforma, composta por 2600 sensores de pressão, capaz de informar de maneira minuciosa a distribuição de carga plantar, informações sobre o controle postural, deslocamento do centro de gravidade, equilíbrio e estabilometria.

A análise estática é realizada mediante uma média da captação de informações de pressão plantar em 30 segundos, fornecendo dados sobre picos de pressão máxima, pressões médias, áreas de superfície plantar, além da carga plantar ponto-a-ponto de todos os 2600 sensores.

Palmilhas Posturais

As palmilhas posturais, como são chamadas, diferem das palmilhas atualmente utilizadas, chamadas de palmilhas mecânicas, pelo fato de utilizarem mecanismos de atuação distintos.

Como a própria nomenclatura enfatiza, as palmilhas mecânicas atuam mecanicamente, de modo a buscar uma correção física, seja em redução do pico de pressão localizado, seja em formação da cava plantar, ou em outros casos.

As palmilhas posturais foram idealizadas na Europa, grande parte pelos franceses. Possuem como mecanismo de atuação a estimulação e/ou inibição dos receptores podais, de acordo com o caso a ser tratado. São confeccionadas de forma única, ou seja, a avaliação do paciente irá fornecer as informações necessárias ao profissional em relação ao tipo de palmilhas e modo de confecção da mesma exclusivamente para cada paciente.

Vejamos como exemplo um caso específico de pés cavos. Observa-se uma contração acentuada e possível encurtamento da musculatura e tendões formadores do arco longitudinal. Existe um elemento a ser colocado nas palmilhas, neste caso de 3 milímetros, que atua diretamente na região dos OTG (órgãos tendinosos de Golgi) deste arco, fazendo com que o mesmo reduza seu nível de contração e corrija o excesso de cava plantar. O uso continuado, progressivo e regressivo, das palmilhas promove uma futura automatização do processo de redução da contração do arco, o que permite, a médio ou longo prazo, que o paciente não precise mais usá-las.

Estes elementos, assim como as palmilhas são compostos de etilvinilacetato e fabricados no Brasil. Sua espessura oscila, de acordo com a situação, entre 1 e 12 milímetros. Os produtos são recebidos de forma padronizada e caracterizados especificamente para cada paciente, de acordo com as informações coletadas na avaliação.

A utilização da órtese deve ser feita diariamente, em janelas de 4 a 8 horas, e o tratamento completo pode durar de 2 meses a alguns anos. O acompanhamento é realizado mensal ou bimestralmente, onde são feitas reavaliações comparativas e adaptações nas palmilhas, caso necessário.

Cifose

*Conceito de Cifose.

Caracterizada por uma curvatura na região torácica, e normalmente vem acompanhada de uma abdução da cintura escapular e uma projeção da cabeça para frente.
A cifose pode ser dividida em:

*Cifose Torácica.

É um aumento da curvatura cifótica nesta região,o dorso fica acentuado e os ombros para frente.

*Cifose Total.

É uma grande curvatura cifótica, partindo da região cervical até a região torácica.

*Cifose Lombar.

É uma inversão da curvatura lombar fisiológica e está acompanhada, normalmente de uma retroversão da pelve.

*Tratamento.

- Alongar: retos abdominais, paravertebrais, longuíssimo, íliocostal e multifídio;

- Fortalecer: Paravertebrais e Abdominais.

Lordose

*Conceito de Lordose.

É aumento da curva na região cervical ou na região lombar, ou seja, acentuação da concavidade cervical e/ou lombar no plano sagital, associada a uma anteversão da pelve. Estudos comprovam que a anteversão da pelve está associada a um desequilíbrio dos músculos abdominais e glúteos, que estão enfraquecidos e na musculatura lombar que se apresentará encurtada.

*Tratamento.

Deve ser realizado com a melhora da postura, por meio da pratica de esportes como a natação (Borboleta e Peito), e é importante a orientação aos pais para corrigirem os eventuais erros posturais (Para sentar e para dormir) durante o dia. Nos casos complexos, pode ser prescrita a fisioterapia, visando ao alongamento (Dos Paravertebrais e flexores do joelho) e reforço muscular (Abdominal), bem como o RPG (Recuperação Postural Global).

*Alongar.

Tensor da Fáscia Lata, Sartório, adutores, ílio-psoas, ísquios tibiais e pára-vertebrais;

*Fortalecer.

Abdominais oblíquos, Reto Abdominal e Glúteo Máximo.

Síndrome de Rubinstein

observação dos traços físicos semelhantes apresentados por sete crianças com retardo mental, baixa estatura, polegares grandes e largos e anomalias faciais. Mais tarde, novas publicações definiram outras características dessa síndrome, a qual incide em 1 a cada 300.000 nascidos e apresenta etiologia incerta. Sintomas otorrinolaringológicos e fonoaudiológicos são freqüentes, daí a importância de melhor conhecimento dessa síndrome por esses especialistas.

*Relato de Caso.

Apresentamos as principais manifestações clínicas, traços físicos e as avaliações auditivas de cinco crianças portadoras da Síndrome de Rubinstein-Taybi, em atendimento na Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP). Para as avaliações auditivas foram realizados exames de audiometria tonal, imitanciometria e potenciais evocados do tronco encefálico (BERA).

As principais características observadas foram: retardo mental, baixa estatura, polegares largos, pirâmide nasal alta, palato ogival, má oclusão dentária, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e de linguagem.

*Discussão.

Os traços físicos característicos dos portadores dessa síndrome facilitam o diagnóstico, e muitos deles são responsáveis por sintomas otorrinolaringológicos e fonoaudiológicos, como infeções de vias aéreas superiores, obstrução nasal, otites médias, hipertrofia adenoamigdaliana, surdez condutiva, hipotonia perioral e disfagia. O importante comprometimento cognitivo é responsável pelo atraso no desenvolvimento da linguagem e pelo baixo rendimento escolar.

*Conclusões.

Frente às várias manifestações otorrinolaringológicas e fonoaudiológicas apresentadas pelas crianças portadoras da Síndrome de Rubinstein-Taybi, torna-se necessário que esses especialistas conheçam melhor essa síndrome para que possam fazer o diagnóstico precoce e orientar o tratamento dessas crianças.

Parkinson

É uma doença progressiva e crônica do SN (sistema nervoso) envolvendo os gânglios da base, resultando em perturbações do tônus, posturas anormais e movimentos involuntários. Causada pela deficiência do nervo transmissor Dopamineo.

*Caracterizado por:

- Rigidez: resistência ao movimento passivo;

- Tremor: surtos involuntários de movimentos de grupos musculares antagonistas;

- Bradicinesia: dificuldade de iniciar o movimento, lentidão ai realizar os movimentos.

*Medicamento.

A base de LEUODOPA → SINEMET → usado para manutenção dos níveis de dopamina. São prescritos para controle da rigidez, tremor e bradicinesia.

*Incidência.

58 a 60 anos, é mais alto em Homens e menos em Mulheres.

*Causas do Parkinson.

- Idiopático: mais comum, envelhecimento prematuro ou acelerado ou defeito metabólico;

- Infecção: é a infecção do cérebro por vírus;

- Intoxicação: exposto a venenos e agentes químicos(Manganês, dissulfeto de carbono) e heroína sintética;

- Arteriosclerótico: doenças arterioscletoricas, envolve os gânglios da base.

1)Alterações Posturais:

- Postura fletida ou encurtada;

- Deficiências nas reações de endireitamento;

- Dificuldade de proteção;

- Dificuldade de realizar rotações;

- Não há dissociação de cinturas.

2)Alterações na Marcha:

- Postura fletida ocasionando alteração do centro de gravidade para frente. Para não cair o paciente da passos curtos, rápidos e arrastados (múltiplos passos curtos).
O paciente não realiza flexão de joelho, pq perde o equilíbrio e cai.

3)Fase Inexpressiva(máscara):

- Tom de voz baixa;

- Fala alterada(lenta);

- Face hipotônica(flácida).

*Estágios da Doença de Parkinson:

- Inicia com tremor em repouso;

- Micografia;

- Rigidez e bradicinesia;

- Alterações Posturais;

- Rigidez;

- Evolui para acinesia;

- Marcha sem balanceio do braço;

- Broncopneumonia devido a rigidez.

*Problemas Secundários.

- Atrofia e fraqueza muscular – desuso;

- Alteração respiratória – rigidez dos intercostais;

- Alterações nutricionais – perde peso e ganho nutricional o problema de deglutição, mastigação e ingestão dos alimentos;

- Osteoporose – inatividade prolongada p/ alimentação;

- Alteração circulatória - imobilidade, acumulação venosa – edemas de MMII;

- Contração e Deformidades – ausência de movimento, encurtamento dos músculos e deformidades dos tecidos moles;

- Úlceras Decúbito – repouso prolongado.

*Postura do Parkinson.

*Membro Superior:

- Alteração flexão da cabeça;

- Cifose Dorsal;

- Alteração de ombros(protração) ou RI ombros;

- Semi-flexao de cotovelo;

- Pronação de antebraços;

- Extensão de pernas;

- Semi-flexão de dedos;

- Opônencia polegar;

- Extensão de interfalangeana.

*Membro Inferior:

- Flexão, adução e RI de coxofemoral;

- Semi-flexão de joelhos;

- Pé eqüino varo.

*Tratamento Básico.

- Rírigidez - massoterapia e termoterapia;

- Alongar peitorais, abduzir MMSS e auxiliar na respiração;

- Alongar trapézios com cervicais para laterais;

- Manobras Kabath, diagonais primitivas: passivas, ativo assistido, ativo resistido, ativo livre, técnicas de inibição;

- Trabalhar dissociação de cinturas em DL;

- Trabalhar equilíbrio, barra, bola, rolo, tatame;

- Trabalhar marcha – passos mais largos e apoiados;

- Trabalhar padrão contrário – pé eqüino e joelho varo;

- Trabalhar cognição – escrever, falar;

- Trabalhar auto-estima.

*Quais os Objetivos do Fisioterapeuta na Doença de Parkinson.

- Manter ou aumentar amplitude de movimento em todas as articulações;

- Impedir contratura e corrigir posturas defeituosas;

- Impedir a atrofia por desuso e fraqueza muscular;

- Promover e incrementar o funcionamento motor;

- Incrementar o padrão de marcha;

- Manter ou aumentar a independência funcional nas AVD’s;

- Ajustamento Psico;

- Melhorar os padrões de fala e respiração.

Ondas Curtas

Corrente de alta freqüência, contra planar, coplanar e longitudinal.

*Dosagem.

A informação do paciente é a referência mais importante, a sensação deve ser agradável e tolerável;

*Tempo.

5 minutos, 20 - 30 minutos (fase crônica);

*Efeitos Fisiológicos.

Vaso dilatação, diminui P.A, relaxamento;

*Indicações.

Lesões no músculo, esqueléticas, diminuição da rigidez articular, relaxamento muscular, analgesia, contraturas, pontos gatilhos e aumento da ADM.

*Contra-indicações.

Ausência ou diminuição da sensibilidade implantes metálicos, marca-passo, obesos (relativo), olhos, gravidez, hemorragias e tumores/TVP.

Laser

Bioquímico, bioelétrico, bioenergético, estímulo da micro circulação, estímulo trófico celular. Efeito analgésico, efeito antiinflamatório, efeito trófico celular.

*Dosagem.

- Analgésico = 20 a 40mj;

- Regenerativo = 30 a 60mj;

- Fase Aguda = 10 a 20mj;

- Fase Sub-Aguda = 30 a 40mj;

- Fase Crônica = 50 a 60mj.

*Contra-indicações.

Processos infecciosos por bactéria, neoplasias (câncer, tumor), retina, relativas epilepsia (só com remédio), gravidez, disfunção tireoidiana.

*Fatores que dificultam a ação do laser: hiperqueratinização, pele muito exposta ao sol.

Diabetes

O Diabetes Mellitus é uma disfunção causada pela deficiência total ou parcial de produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Como conseqüência a glicose não é aproveitada adequadamente pelas células provocando sua elevação no sangue, ultrapassando as taxas normais ( 70 a 110 mg/dl ).

Para entender melhor o diabetes, é preciso conhecer a função da glicose e da insulina em nosso organismo. A glicose é quem gera energia para nosso organismo funcionar, mas isso só ocorre se houver insulina. Portanto a função da insulina é garantir a entrada de glicose nas células para a produção de energia.. Quando nos alimentamos, ingerimos vitaminas, proteínas, sais minerais e glicose (açúcar). Essa glicose é absorvida no intestino, entra na corrente sanguínea e com a ajuda da insulina, penetra nas células para produzir energia e assim garantir o funcionamento do organismo.

Existem algumas formas ou tipos de diabetes, sendo os mais conhecidos os do tipo 1 e do tipo 2, no entanto existem ainda outros tipos como o gestacional, o provocado pelo uso de medicamentos ou provocado por doenças do pâncreas (tumores, etc.).
O diabetes quando não diagnosticado ou se diagnosticado e não tratado adequadamente, passa a ser um grave problema de saúde pública devido as suas complicações.

*Tipos.

- Tipo 1.

É o tipo de diabetes onde ocorre destruição das células do pâncreas que produzem insulina. Seu aparecimento se dá de forma abrupta em crianças, adolescente e pessoas adultas. O início dos sintomas é súbito e sua evolução clinica é rápida, podendo levar ao coma hiperglicêmico em poucos dias.

É o chamado diabetes insulinodependente, pois requer o uso de insulina no seu tratamento. Representa aproximadamente 10% do total de quem têm diabetes.

- Tipo 2.

É o tipo de diabetes mais comum. Neste o pâncreas diminui a produção de insulina e/ou a insulina produzida não é bem usada pelo organismo. Ocorre geralmente em adultos após os 35 anos de idade. O inicio dos sintomas é lento e podem passar despercebidos por longos períodos, dificultando seu diagnóstico e o tratamento.

É o chamado diabetes insulino-não-dependente, na sua maioria tratado com comprimidos, embora possa também às vezes ser tratado com insulina. Representa 90% das pessoas que têm diabetes.

- O Diabetes Gestacional.

Geralmente surge em mulheres grávidas que não eram diabéticas, onde ocorreu alteração da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina. Futuramente elas podem vir a desenvolver o diabetes tipo 2.

- Outros Tipos.

Específicos de diabetes podem vir a ocorrer, mas constituem situações raras de ocorrer e são causadas por: defeitos genéticos funcionais da célula Beta e na ação da insulina; doenças do pâncreas; endocrinopatias; induzidos por fármacos e agentes químicos; infecções: formas incomuns de diabetes imuno-mediado; outras síndromes genéticas associadas ao diabetes.

*O Diagnóstico.

A diabetes inicialmente é feito através dos sintomas descritos pelo paciente ao médico, depois pelo exame clinico e por fim são feitos exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico. Quando já se possui histórico de diabetes na família se faz alguns exames de forma rotineira como meio de prevenir o aparecimento do diabetes.

Os exames sugeridos são: glicemia de jejum; inicialmente o primeiro exame realizado para verificar se um indivíduo é portador de diabetes, ou possui tendência a se tornar, é a glicemia de jejum. Os valores considerados normais, após jejum de oito horas são de 70 a 110 mg/dl. Valores acima de 125 mg/dl indicam uma suspeita de diabetes, exigindo a realização de exames mais específicos, dentre os quais a curva glicêmica (teste de tolerância a glicose). No entanto, valores 20 % acima de 125 mg/dl são suficientes para se afirmar que o individuo está diabético, dispensando a realização de qualquer outro exame.

*Glicemia Pós-Prandial.

O método mais simples e cômodo para avaliar se o individuo está diabético, principalmente do tipo 2, é dosar a glicemia 1, 2, 3 horas após uma refeição rica em carboidratos. Em pessoas normais a glicemia não deve ser superior a 160 mg/dl,, 120 mg/dl, 100 mg/ dl em 1,2, 3 horas respectivamente.

*Curva Glicêmica.

Este exame consiste em, após uma coleta de sangue em jejum, administra-se glicose por via oral ou glucagon de maneira subcutânea e repete a coleta de sangue 1, 2, 3 horas após, os resultados deste teste dependem do método de analise, mas continua sendo o melhor meio de diagnóstico do diabetes. Valores em jejum acima de 130 mg/dl e após 2 horas acima de 200 mg/dl confirmam o diagnóstico de diabetes mellitus.

*Tratamentos.

- Tipo 1.

Os portadores de diabetes tipo 1 têm que aplicar insulina diariamente o que envolve o uso de seringa e agulha, ou caneta de insulina, ou para aqueles que optarem isso também pode ser feito por meio do uso de uma bomba de insulina. A necessidade de insulina é diferente para cada diabético e somente pode ser prescrita pelo médico ou diabetólogo que vai adequar tipo de insulina, a dose a ser usada e horário de acordo com a idade do paciente, tipos físicos, alimentação, estilo de vida e tipo de atividade física.

*Insulina.

Existem vários tipos de insulina.

- Insulina Glargina.

A Glargina é um novo tipo de insulina com ação prolongada. É absorvida lentamente e de forma estável pelo organismo a partir do local de aplicação (daí ser conhecida também como insulina basal), o que permite uma única aplicação diária. Em alguns casos, no entanto, torna-se necessário o uso combinado com outros tipos de insulina.

Seu uso reduz o risco de hipoglicemias, pois não possui picos de ação. A tecnologia utilizada em sua produção é DNA recombinante, o que faz com que tenha a mesma segurança da insulina humana.

- Insulina Lenta.

Insulina de ação intermediária, sua ação é obtida por meio de substâncias que retardam sua absorção pelo organismo (daí a aparência leitosa de seu líquido). Os frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação. Deve ser combinada a outras insulinas de ação mais rápida, ampliando assim seu espectro de ação.

- Insulina Lispro ou Aspart (Ultra-rápida).

Insulinas de ação rápida e duração curta, tem aspecto límpido e transparente. Deve ser combinada a outras insulinas de ação mais lenta, auxiliando no controle do diabetes, na rotina diária. São indicadas para a cobertura das refeições.

- Insulina NPH.

Insulina de ação intermediária se parece com a insulina lenta. A adição de substâncias que retardam sua absorção pelo organismo é responsável pela sua aparência leitosa. Os frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação. Diferente do que acontece com a Insulina Glargina, sua ação não é homogênea e nem previsível.

-Insulina Regular.

Insulina de ação rápida e duração curta, é geralmente usada em situações de emergência, como crises de cetoacidose, coma ou cirurgias ou mesmo quando o teste de glicemia se encontra alterado. Tem aspecto transparente, semelhante à água potável.è usada para complementar o uso de outras com ação mais lenta.

Insulina Ultra Lenta.

Insulina de ação longa, costuma ser indicada para uso noturno tendo seu uso complementado por insulinas de ação rápida durante o dia. De aspecto leitoso, seus frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação.

- Tipo 2.

Os pacientes portadores de diabetes tipo 2 geralmente fazem o tratamento medicamentoso quando necessário, utilizando hipoglicemiantes orais. Esses medicamentos podem agir aumentando a secreção de insulina ou melhorando a ação da insulina e a dose desses medicamentos deve ser prescrita pelo médico, pois é individual.

Alguns diabéticos do tipo 2 em fase inicial conseguem manter seu diabetes sob controle apenas seguindo dieta rigorosa, assim como outros que já desenvolveram complicações necessitam utilizar insulina,ou nos casos em que o tratamento não está sendo eficaz em atingir os objetivos de glicemia adequada.

*Comprimidos.

Os comprimidos utilizados para o controle do diabetes tipo 2 se classificam em:

- Sulfoniluréias: que estimulam a produção de insulina;
- Clopropamida;
- Diabinese;
- Glibenclamida;
- Daonil;
- Euglucon;
- Glibenclamida (genérica);
- Glipizida;
- Minidiab;
- Biguanidas:
que melhoram a resistência a insulina;
- Metformina;
- Glifage;
- Glucoformim;
- Dimefor;
- Metformina (genérica);
- Inibidores da Alfa-glicosidase:
que diminuem a absorção de carboidratos;
- Acarbose;
- Glucobay;
- Metiglinidas:
que estimulam a secreção pancreática de insulina;
-Repaglinida;
- Novonorm;
- Prandim;
- Gluconorm;
- Nateglinida;
- Starlix;
- Glitazonas:
que aumentam a sensibilidade à insulina no tecido muscular;
- Rosiglitazona;
- Avandi;
- Pioglitazona;
- Actus;


*Obs.: Lembre-se que somente o médico pode prescrever remédios, a automedicação é um grande risco à sua saúde e pode levar a morte. No caso do diabetes tipo 2, mesmo que o individuo possua antecedentes familiares, a hereditariedade é um fator muito importante e mesmo sendo portador de uma carga genética, é possível evitar ou retardar o aparecimento do diabetes desde que se mantenha o peso, pratique atividades físicas, evitando o sedentarismo, e evite a obesidade, que é preocupante por ser um dos fatores desencadeantes deste tipo de diabete.

A obesidade aumenta a exigência sobre seu pâncreas e a perda de peso no caso de indivíduo obeso ou a manutenção do peso acabará por minimizar essa sobrecarga de trabalho ao órgão. O ser humano durante o processo de envelhecimento, tem normalmente uma diminuição da função pancreática / endócrina. Por isso até pouco tempo era comum ouvir coisas do tipo : diabetes é doença de velho. Isso não é verdade, pois provavelmente neste individuo já existia uma tendência, mas que com o passar dos anos acrescida do processo natural de envelhecimento fez com que o diabetes se se manifesta.

Claro que se esses indivíduo tivesse abusado, tivesse ficado obeso, levasse uma vida sedentária ou praticasse grandes transtornos alimentares, provavelmente teria antecipado em anos o aparecimento do diabetes. É muito importante que indivíduos que possuam antecedentes familiares de diabetes tomem cuidado e mesmo não apresentando sintomas, pois no caso do diabetes tipo 2 eles muitas vezes passam despercebidos, façam exames de rotina e, observando qualquer alteração procurem o médico.

Fatores de Risco para Diabetes.

Idade acima de 45 anos; história familiar de diabetes, doença cardiovascular, hipertensão, obesidade, microalbuminúrica (presença de proteína na urina), níveis de colesterol HDL £35mg/dl ou triglicerídeos ³ 250mg/dl, portadores de glicemia de jejum alterada (entre 110 e 126mg/dl) ou após 2h (entre 140 e 200mg/dl) no GTT oral, mulheres com ovários policísticos, que apresentaram diabetes na gravidez, ou que tenham tido filhos com peso acima de 4 kg ao nascimento, uso de drogas que podem elevar a glicemia (corticosteróides, diuréticos tiazídicos, betabloqueadores), pessoas que possuem estes fatores de risco devem procurar o médico e realizar periodicamente exames de glicemia.s

Corrente Russa

Serve para fortalecimento muscular - hipertrofia e hipertonia, como método para prevenir a atrofia em articulações imobilizadas e também para facilitar a reabilitação de transtornos musculoesqueléticos álgicos.

*Músculos Tônicos: 20 à 30 Hz;

*Músculos Fásicos: 50 à 150 Hz;

*Eletroestimulação Estática para Tratar Encurtamento Muscular:

*Objetivos.

Prevenir a atrofia muscular, tonificar e começar o fortalecimento de um músculo com um atrofia importante, fortalecer músculos sem atrito de superfícies articulares.

*Indicações.

Pré e pós operatório, período de imobilização, atrofia muscular, instabilidade articular.

*Eletroestimulação Dinâmica Combinada com Exercícios:

*Objetivos.
Reforçar a musculatura, readaptação ao exercício, melhorar a coordenação.

*Indicações.

Fases da reabilitação muscular depois de períodos de imobilização, debilidade muscular, não atrofia muscular, qualquer situação em que necessitemos dar complexidade aos exercícios de propriocepção.

*Eletroestimulação Associada a Propiocepção:

*Objetivos.

Reforço muscular, melhora da elasticidade muscular e amplitude articular, reforço tendinoso.

*Indicações.

Debilidade muscular (não atrofia), descompensações musculares, retorno as atividades.

Teoria do Mecanismo de Frank-Sarling

Há aproximadamente um século, o alemão Otto Frank e o inglês Ernest Starling, ambas as fisiologistas, estudaram, independentemente, as respostas de coração isoladas às mudanças na pré-carga a na pós-carga. Quando a pressão do enchimento ventricular aumentada, o volume ventricular, no inicio, se elevada progressivamente. Depois de vários batimentos, no entanto, os ventrículos atingiam um volume maior e constante.

Em equilíbrio, o volume de sangue ejetado pelos ventrículos (débito sistólico) a cada batimento aumentou para se igualar à quantidade maior do retorno venoso para o átrio direito a cada batimento. O volume ventricular elevado facilitou de alguma forma, a contração ventricular e permitiu que o ventrículo bombeasse um débito sistólico maior, resultando em balanceamento exato entre o debito cardíaco e o retorno venoso elevado em equilíbrio.

Outros pesquisadores notaram, subseqüentemente, que o volume ventricular elevado esta associado ao aumento no comprimento individual das fibras miocárdicas que formam as câmeras ventriculares.

Com base nessas informações eles concluíram que o aumento do comprimento da fibra modifica o desempenho cardíaco, principalmente pelas alterações do número de pontes cruzadas dos filamentos capazes de interagir. Contudo, evidências mais recentes indicam que o mecanismo principal envolve uma mudança, induzida pelo estiramento, na sensibilidade dos filamentos cardíacos ao cálcio.

Existe, no entanto, um comprimento ótimo da fibra. Pressões de enchimento excessivamente altas que estiram demais as fibras miocárdicas podem deprimir a capacidade de bombear dos ventrículos, em vez de intensificar. Starling também mostrou que as preparações de coração isolado eram capazes de se adaptar às mudanças na contra força para a ejeção ventricular do sangue, durante a sístole. Quando o ventrículo esquerdo se contrai, ele não ejeta sangue na aorta até que tenha desenvolvido pressão que exceda por pouco a pressão aórtica prevalente. A pressão aórtica, durante a ejeção ventricular, constitui, essencialmente, a pós-carga do ventrículo esquerdo.

Nas experiências de Starling, a pressão arterial era controlada por um dispositivo hidráulico no tubo que vai para a aorta ascendente até o reservatório sanguíneo no átrio direito, eu o retorno venoso para o átrio direito era mantido constante pela manutenção do nível hidrostático ao reservatório do sangue. À medida que Starling elevava a pressão arterial para novo nível constante, o ventrículo esquerdo respondia primeiramente à pós-carga elevada, bombeando débito sistólico reduzido.

Como o retorno venoso foi mantido constante, a redução do débito cardíaco sistólico ventricular,assim como por aumento volume diastólico ventricular,assim como por aumento do comprimento das fibras miocárdicas. Finalmente, essa mudança do comprimento diastólico final da fibra capacita o ventrículo a bombear débito sistólico normal, contra maior resistência periférica.

Embora, de novo, o aumento de números de pontes cruzadas entre os filamentos grossos e finos, provavelmente, contribuía para essa adaptação, o principal fator parece à mudança induzida por estiramento na sensibilidade do cálcio das proteínas contráteis. As mudanças no volume ventricular também estão envolvidas nas adaptações cardíacas às alterações da freqüência cardíaca.

Durante a bradicardia, por exemplo, o aumento na duração da diástole permite maior enchimento ventricular. O aumento conseqüente do comprimento da fibra miocárdica eleva o débito sistólico. Dessa forma, a redução da freqüência cardíaca pode ser totalmente compensada pelo débito sistólico, e o débito cardíaco, dessa forma, permanece constante.

Quando a compensação cardíaca envolve dilatação ventricular, é necessário considerar como o tamanho maior do ventrículo afeta a produção da pressão intraventricular. Se o ventrículo cresce, a força necessária para que cada fibra miocárdica gere determinada pressão sistólica intraventricular tem a ser muito maior a aquela desenvolvida por ventrículo de tamanho normal.

A relação de Laplace entre a tensão da parede e a pressão das cavidades dos ventrículos cardíacos assemelha aquelas dos tubos cilíndricos, já que, para uma pressão interna constante, a tensão da parede e a pressão variam diretamente com o raio. Como conseqüência, é necessária mais energia para o coração dilatado execute determinada quantidade de trabalho externo do que para o coração de tamanho normal.

Assim, na computação da pós-carga sobre as fibras miocárdicas contraídas na parede dos ventrículos, a dimensão dos ventrículos tem de ser consideradas junto com a pressão intraventricular.

Frequência Cardíaca do Atleta

Assim como os outros músculos, o coração também sobre uma adaptação para melhor suprir os tecidos, com maior eficácia e velocidade. Sendo assim, pode-se dizer que o coração do atleta tem mais "força muscular" para fazer a contração, sendo que, com essa força, maior quantidade sangüínea é bombeada com menos esforço cardíaco, tudo isso devido à força e a capacidade em que ele foi adaptado, além de poder chegar a freqüências mais altas, em repouso o atleta tem em média 45 bpm e em atividade pode facilmente passar os 200 bpm.

O exercício físico regular representa um importante fator para reduzir índices de mobilidade cardiovascular e por todas as causas. Entretanto, parece haver benefícios adicionais e independentes da pratica regular do exercício físico e da melhora no nível de condição aeróbica. A freqüência cardíaca é medida primeiramente pela atividade direta do sistema nervoso autônomo, através dos ramos simpáticos s parassimpáticos sobre a auto-ritmicidade do nódulo sensual com predominância da atividade vagal em repouso e simpática durante o exercício. O comportamento da FC tem sido amplamente estudado em diferentes tipos e condições associadas ao exercício.
Redução do tônus vagal cardíaco e consequentemente, da variabilidade da FC em repouso, independentemente do protócólogo de mensuração, esta relacionada á risco de mortalidade aumentado.

Indivíduos com boa condição aeróbica tendem a maior atividade parassimpática ou menor atividade simpática, mas não se pode afirmar que essa seja uma conseqüência direta de treinamento, pois outras adaptações inerentes ao condicionamento aeróbico podem influenciar o comportamento da FC em repouso. A resposta da FC no inicio do exercício permite estudar integridade da ação vagal cardíaca. Freqüência de repouso baixa tende a representar um bom quadro de saúde, enquanto valores mais altos aparentemente estão relacionados a risco aumentando de mortalidades.

Um equívoco freqüente no meio desportivo é utilizar a FC de repouso como indicativa de grau de condicionamento aeróbico, já que a associação entre FC em repouso baixa e potencia aeróbica máxima é apenas vagal em repouso reduzindo maior atividade vagal em repouso reduzindo a taxa de despolarização diastólica e, assim, prolongando a duração do ciclo cardíaco, primeiramente á custa de diástole proporcionalmente mais longa.

No entanto, será que o treinamento pode maior atividade vagal em repouso e conseqüentemente ser responsável por FC de repouso mais baixa? Estudos sugerem que indivíduos bem treinados ou bem condicionados fisicamente (aerobicamente) possuem FC de repouso mais baixa, sugerindo maior atividade parassimpática ou menor atividade simpática, como explicação fisiológica para esse fato. Contudo, à exceção do ultimo, a característica transversal destes estudos não foram por essa adaptação sobre o sna.

Nesses trabalhos não foram levados em conta a função autonômica dos atletas antes de iniciarem o treinamento e, sabendo-se que há uma influência genética importante na determinação da variabilidade da FC, pode-se falara que aquela s indivíduos teriam melhor adaptação cardiovascular. A FC de repouso mais baixa pode ocorrer ainda de função de outros fatores decorrentes de um programa de treinamentos como o aumento do retorno venoso e volume sistólico.

Como a melhora da função do retorno venoso, ocorre som conseqüentemente aumento do volume sistólico e a lei Frank Starling sugere que,quando há aumento no volume de sangue em suas cavidades, o coração aumenta também sua contratilidade. Para manter o debito cardíaco em repouso constante, há diminuição da freqüência cardíaca em reposta o volume sistólico aumentado, sendo estas adaptações previstas em indivíduos com melhor condicionamento aeróbico independentemente da função anatômica.

*Volume de Ejeção.

O treinamento com peso acarreta um aumento no volume de ejeção do coração tanto em repouso tanto durante a realização de um exercício. Em geral, essa modificação resulta de um aumento no volume ventricular interno e, possivelmente, de uma contratilidade ventricular aprimorada. Seja qual for à idade, o aprimoramento do desempenho do ventrículo esquerdo acompanha o treinamento de endurece.

*Débito Cardíaco.

O aumento no debito cardíaco é a modificação mais significativa na função cardiovascular observada com treinamento anaeróbico. Levando em conta que a frequência cardíaca máxima pode até diminuir ligeiramente com treinamento, a maior capacidade de termos de debito cardíaco resulta direitamente de um maior volume de injeção.

Um grande débito cardíaco é o principal que diferencia os atletas campeões de endurecer de outros atletas bem treinados e dos indivíduos destreinados. O treinamento com pesos proporciona uma sobrecarga cardiovascular suficiente capaz de estimular aumentos no volume de ejeção e no débito cardíaco. Essa sobrecarga circulatória deve ser realizada exercitando os grupos musculares específicos para determinado desporto de forma a aprimorar sua circulação local e seu maquinismo metabólico.

Essa consideração engloba essencialmente o principio de especificidade como aplicado ao treinamento aeróbico. Enunciado de maneira mais simples ,os corredores devem correr,os ciclistas devem pedalar,os remadores devem remar e os nadadores devem nadar.
 
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