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Prêmio TopBlog 2011 - Educação

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

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Período Abertura Política (1986 - 2003)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Com o fim do Regime Militar, a eleição indireta de Tancredo Neves, seu falecimento e a posse de José Sarney, pensaram-se que poderíamos novamente discutir questões sobre educação de uma forma democrática e aberta. A discussão sobre as questões educacionais já haviam perdido o seu sentido pedagógico e assumido um caráter político.

Para isso contribuiu a participação mais ativa de pensadores de outras áreas do conhecimento que passaram a falar de educação num sentido mais amplo do que as questões pertinentes a escola, a sala de aula, a didática e a dinâmica escolar em si mesma. Impedidos de atuarem em suas funções, por questões políticas durante o Regime Militar, profissionais da área de sociologia, filosofia, antropologia, história, psicologia, entre outras, passaram a assumir postos na área da educação e a concretizar discursos em nome da educação.

O Projeto de Lei da nova LDB foi encaminhado à Câmara Federal, pelo Deputado Octávio Elísio em 1988. No ano seguinte o Deputado Jorge Hage envia a Câmara um substitutivo ao Projeto e, em 1992, o Senador Darcy Ribeiro apresenta um novo Projeto que acaba por ser aprovado em dezembro de 1996, oito anos após o encaminhamento do Deputado Octávio Elisio.

O Governo Collor de Mello, em 1990, lança o projeto de construção de Centros Integrados de Apoio à Criança - CIACs, em todo o Brasil, inspirados no modelo dos Centros Integrados de Educação Pública - CIEPs, do Rio de Janeiro, existentes desde 1982.

Neste período, do fim do Regime Militar aos dias de hoje, a fase politicamente marcante na educação, foi o trabalho do Ministro Paulo Renato de Souza à frente do Ministério da Educação. Logo no início de sua gestão, através de uma Medida Provisória extinguiu o Conselho Federal de Educação e criou o Conselho Nacional de Educação, vinculado ao Ministério da Educação e Cultura. Esta mudança tornou o Conselho menos burocrático e mais político.

Período Regime Militar (1964 - 1985)

Alguma coisa acontecia na educação brasileira. Pensava-se em erradicar definitivamente o analfabetismo através de um programa nacional, levando-se em conta as diferenças sociais, econômicas e culturais de cada região.

A criação da Universidade de Brasília, em 1961, permitiu vislumbrar uma nova proposta universitária, com o planejamento, inclusive, do fim do exame vestibular, valendo, para o ingresso na Universidade, o rendimento do aluno durante o curso de 2° grau.(ex-Colegial e atual Ensino Médio)

O período anterior, de 1946 ao princípio do ano de 1964, talvez tenha sido o mais fértil da história da educação brasileira. Neste período atuaram educadores que deixaram seus nomes na história da educação por suas realizações. Neste período atuaram educadores do porte de Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, Carneiro Leão, Armando Hildebrand, Paschoal Leme, Paulo Freire, Lauro de Oliveira Lima, Durmeval Trigueiro, entre outros.

Depois do golpe militar de 1964 muito educadores passaram a ser perseguidos em função de posicionamentos ideológicos. Muito foram calados para sempre, alguns outros se exilaram, outros se recolheram a vida privada e outros, demitidos, trocaram de função.

O Regime Militar espelhou na educação o caráter antidemocrático de sua proposta ideológica de governo: professores foram presos e demitidos; universidades foram invadidas; estudantes foram presos, feridos, nos confronto com a polícia, e alguns foram mortos; os estudantes foram calados e a União Nacional dos Estudantes proibida de funcionar; o Decreto-Lei 477 calou a boca de alunos e professores; o Ministro da Justiça declarou que "estudantes tem que estudar" e "não podem fazer baderna". Esta era a prática do Regime.

É no período mais cruel da ditadura militar, onde qualquer expressão popular contrária aos interesses do governo era abafada, muitas vezes pela violência física, que é instituída a Lei 4.024, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1971. A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante. Dentro do espírito dos "slogans" propostos pelo governo, como "Brasil grande", "ame-o ou deixe-o", "milagre econômico", etc., planejava-se fazer com que a educação contribuísse, de forma decisiva, para o aumento da produção brasileira.

A ditadura militar se desfez por si só. Tamanha era a pressão popular, de vários setores da sociedade, que o processo de abertura política tornou-se inevitável. Mesmo assim, os militares deixaram o governo através de uma eleição indireta, mesmo que concorressem somente dois civis (Paulo Maluf e Tancredo Neves).

Período Nova República (1946 - 1963)

Nova Constituição, na área da Educação, determina a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário e dá competência à União para legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional. Além disso, a nova Constituição fez voltar o preceito de que a educação é direito de todos, inspirada nos princípios proclamados pelos Pioneiros, no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, nos primeiros anos da década de 30.

Depois de 13 anos de acirradas discussões foi promulgada a Lei 4.024, em 20 de dezembro de 1961, sem a pujança do anteprojeto original, prevalecendo as reivindicações da Igreja Católica e dos donos de estabelecimentos particulares de ensino no confronto com os que defendiam o monopólio estatal para a oferta da educação aos brasileiros.

Se as discussões sobre a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional foi o fato marcante, por outro lado muitas iniciativas marcaram este período como, talvez, o mais fértil da História da Educação no Brasil:

- Em 1950, em Salvador, no Estado da Bahia, Anísio Teixeira inaugura o Centro Popular de Educação (Centro Educacional Carneiro Ribeiro), dando início a sua idéia de escola-classe e escola-parque.

- Em 1952, em Fortaleza, Estado do Ceará, o educador Lauro de Oliveira Lima inicia uma didática baseada nas teorias científicas de Jean Piaget: o Método Psicogenético.

- Em 1953 a educação passa a ser administrada por um Ministério próprio: o Ministério da Educação e Cultura.

- Em 1961 a Prefeitura Municipal de Natal, no Rio Grande do Norte, inicia uma campanha de alfabetização ("De Pé no Chão Também se Aprende a Ler"). A técnica didática, criada pelo pernambucano Paulo Freire, propunha-se a alfabetizar em 40 horas adultos analfabetos. A experiência teve início na cidade de Angicos, no Estado do Rio Grande do Norte, e, logo depois, na cidade de Tiriri, no Estado de Pernambuco.

- Em 1962 é criado o Conselho Federal de Educação, cumprindo o artigo 9o da Lei de Diretrizes e Bases. Este substitui o Conselho Nacional de Educação. São criados também os Conselhos Estaduais de Educação.

- Ainda em 1962 é criado o Plano Nacional de Educação e o Programa Nacional de Alfabetização, pelo Ministério da Educação e Cultura, inspirado no Método Paulo Freire.

Período Estado Novo (1937 - 1945)

Refletida em tendências fascistas é outorgada a Constituição de 1937, orientação político-educacional para o mundo capitalista bem explícita no texto sugerindo preparação maior de contingente em mão-de-obra nas atividades abertas para o Mundo, enfatizando o ensino pré-vocacional e profissional.

Propõe a arte, ciência e o ensino sejam livres à iniciativa individual. As conquistas do movimento renovador, da Constituição de 1934 foram enfraquecidas na nova Constituição de 1937, marca uma distinção do trabalho intelectual para as classes favorecidas e o manual, enfatizando o ensino profissional para as menos favorecidas. Mesmo assim é criada a UNE – União Nacional dos Estudantes e INEP – Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos.

Algumas Reformas receberam o nome de Leis Orgânicas do Ensino e, compostas por decretos:

- O Decreto lei 4.048, de 22 de janeiro, cria o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI.

- O Decreto lei 4.073, de 30 de janeiro, regulamenta o ensino industrial.

- O Decreto lei 4.244, de 9 de abril, regulamenta o ensino secundário.

- O Decreto lei 4.481, de 16 de julho, dispõe sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos industriais empregarem um total de 8% correspondente ao número de operários e matriculá-los nas escolas do SENAI.

- O Decreto lei 4.436, de 7 de novembro, amplia o âmbito do SENAI, atingindo também o setor de transportes, das comunicações e da pesca.

- O Decreto lei 4.984, de 21 de novembro, compele que as empresas oficiais com mais de cem empregados a manter, por conta própria, uma escola de aprendizagem destinada à formação profissional de seus aprendizes.

O ensino composto por cinco anos de primário, quatro de curso ginasial e três de colegial, podendo ser clássico ou científico. O colegial perdeu o caráter propedêutico, preparatório para o ensino superior e passou a preocupar-se com a formação do ser.

Período Segunda República (1930 - 1936)

A nova realidade brasileira exigiu melhor mão-de-obra especializada e como conseqüência um investimento na educação. Em 1930 foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública, em 1931 o governo sanciona decretos organizando universidades e ensino secundário ainda inexistente, decretos conhecidos como Reforma Francisco Campos:

- O Decreto 19.850, de 11 de abril, cria o Conselho Nacional de Educação e os Conselhos Estaduais de Educação (que só vão começar a funcionar em 1934).

- O Decreto 19.851, de 11 de abril, institui o Estatuto das Universidades Brasileiras que dispõe sobre a organização do ensino superior no Brasil e adota o regime universitário.

- O Decreto 19.852, de 11 de abril, dispõe sobre a organização da Universidade do Rio de Janeiro.

- O Decreto 19.890, de 18 de abril, dispõe sobre a organização do ensino secundário.

- O Decreto 20.158, de 30 de julho, organiza o ensino comercial, regulamenta a profissão de contador e dá outras providências.

- O Decreto 21.241, de 14 de abril, consolida as disposições sobre o ensino secundário.

Em 1932, um grupo de educadores lança o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época. Governo Provisório foi marcado por muitas instabilidades, principalmente na questão da Nova Constituição; em 1932 ocorre a Revolução Constitucionalista em São Paulo.

Em 1934, a nova Constituição dispõe que a educação é direito de todos, devendo ser ministrada pela família e poderes públicos.

Período Primeira República (1889 - 1929)

Na organização escolar se percebe a influência da filosofia positivista. A Reforma de Benjamin Constant com os princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino e gratuidade da escola.

Uma intenção da Reforma era transformar o ensino formador dos alunos para curso superior e não apenas preparador, como substituir a predominância literária pela científica.

A Reforma foi muito criticada pelos positivistas, não respeitavam os princípios pedagógicos de Comte, defendiam a predominância literária e já que ocorreu o acréscimo das matérias científicas, tornando um ensino enciclopédico.

A porcentagem de analfabetos no Brasil em 1900 segundo o Anuário Estatístico do Brasil era de 75%, o Código Epitácio Pessoa, de 1901 inclui a lógica entre as matérias e retira a biologia, sociologia e moral, acentuando assim, a parte literária detrimento da científica.

A Reforma Rivadávia Correa de 1911 pretendia o curso secundário como formador da pessoa e não um simples nível seguinte. Retomava a visão positivista, liberdade de ensino. A Reforma de Carlos Maximiliano em 1915, reoficializa o ensino no Brasil. A Reforma João Luiz Alves introduz a cadeira da Moral, Cívica ao tentar combater os protestos estudantis contra o governo, a década de vinte marcadas por vários fatos no processo de mudança das características políticas brasileira.

Nesta época ocorreu o Movimento dos 18 do Forte (1922), a Semana de Arte Moderna (1922), fundação do Partido Comunista (1922), a Revolta Tenentista (1924) e a Coluna Prestes (1924 - 1927). A característica típica agrária do país e as correlações de força política sofrerão mudanças nos anos seguintes e trará repercussões na organização escolar brasileira, a ênfase literária e clássica tem seus dias contados.

Período Imperial (1822 - 1888)

Inspirada na Constituição francesa, em 1824 é outorgada a primeira Constituição Brasileira, o Art. 179 desta Lei Magna “instrução primária para todos os cidadãos”. Em 1823, na tentativa de suprir a falta de professores implantou-se o Método Lancaster (um aluno treinado ensinava um grupo de dez alunos vigiado rigorosamente por um inspetor).

Em 1826, instituíram-se quatro graus de instrução: Pedagogias, Liceus, Ginásios e Academias. Em 1827, um projeto-lei propunha a criação de Pedagogias em todas as cidades e vilas, além de exames para seleção de professores. Em 1834, o Ato Condicional propõe às províncias a responsabilidade dos cuidados da educação do ensino primário e secundário.

Período Joanino

- 1808: Fundada Escola de Educação onde se ensinava a língua portuguesa e francesa, retórica, aritmética, desenho e pintura; Criada a Academia da Marinha; Cursos de cirurgia no RJ e BA.

- 1810: Com cerca de 60 000 livros D. João funda a primeira biblioteca; Criada a Academia Militar.

- 1812: Cursos de Agricultura; Escola de Serralheiros, oficiais de lima e espingardeiros; criado o Laboratório de Química.

- 1816: Criada Escola Real de Ciências, Artes e Orifícios.

- 1818: Criado o Museu Nacional.

Período Pombalino (1760 - 1808)

Pouca coisa restou de prática educativa no Brasil, continuaram a funcionar o Seminário Episcopal, no Pará; os Seminários de São Pedro e São José, a Escola de Artes e Edificações Militares, na Bahia; a Escola de Artilharia, no Rio de Janeiro.

Os jesuítas foram expulsos, Marquês de Pombal primeiro-ministro de Portugal de 1750 - 1777, em função das radicais diferenças de objetivos. Os jesuítas se preocupavam com proselitismo e noviciado, Pombal em reerguer Portugal da decadência. As escolas dos jesuítas tinham por objetivo servir à fé, Pombal queria servir aos interesses do Estado.

Pombal criou as aulas régias de Latim, Grego e Retórica, criou também a Diretoria de Estudos. Instituíram o subsídio literário para a manutenção do ensino primário e médio. Em 1772, um imposto sobre a carne verde, o vinho, o vinagre e o aguardente, além de exíguo que nunca foi cobrado com regularidade, professores ficavam longos períodos sem receber os vencimentos.

Professores na maioria mal-preparados, improvisados, mal pagos, nomeados por indicação ou concordância de bispos e se tornavam proprietários das aulas régias.

Período Jesuíto (1549 - 1759)

A Companhia de Jesus, fundada por Inácio Loiola e um grupo de discípulos, na Capela de Montmartre em Paris, 1534, objetivos catequéticos em função da Reforma Protestante e a expansão do luteranismo na Europa.

Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil em 1549, comandados pelo Padre Manoel de Nóbrega, quinze dias após a chegada edificou a primeira Escola Elementar Brasileira, em Salvador, com o mestre Irmão Vicente Rodrigues de 21 anos.

Talvez o mais conhecido e atuante fosse José de Anchieta, nascido na Ilha de Tenerife e faleceu em Reritiba, atual Anchieta, no sul litorâneo do Espírito Santo.

Os jesuítas dedicaram-se a pregação da fé católica e trabalho educativo, observaram que seria impossível pregar a fé aos índios sem antes ensiná-los a ler e escrever, o processo estendeu-se de Salvador à Sul do país com instalação de cinco Escolas de Instrução Elementar e três Colégios.

As Escolas eram regulamentadas por um documento, o Ratio Studiorum. Não se limitavam ao ensino das primeiras letras e tinham cursos de Filosofia e Letras, como o Ensino Superior para formação de Sacerdotes tinha Teologia e Ciências Sagradas.

Os jesuítas queriam afastar os índios dos colonizadores e criaram as missões, no interior do território. Nas missões, os índios passaram pela catequização e orientados ao trabalho agrícola, garantindo aos jesuítas a fonte de renda.

História da Educação no Brasil

A História da Educação brasileira não é uma história difícil de ser estudada e compreendida, evoluiu em rupturas marcantes e de fácil observação.

A primeira ruptura se travou com a chegada dos portugueses na terra do Novo Mundo, trazendo um padrão de educação europeu, não querendo dizer que os povos nativos não tivessem suas próprias maneiras de aplicar a educação.

Quando os jesuítas chegaram não só trouxeram a moral, a religião e os costumes, como também os métodos pedagógicos. O método funcionou por 210 anos (1549 – 1759), quando houve nova ruptura na História da Educação, quando Marquês de Pombal expulsou os jesuítas. Tentou-se as aulas régias e o subsídio literário, o caos durou até a Família Real vir ao Brasil, fugindo de Napoleão.

D. João VI abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, Biblioteca Real, Jardim Botânico e a Imprensa Régia, tendo como marco principal. Porém, a educação continuou com importância secundária, um ponto para observar é que nas colônias espanholas já existiam Universidades desde 1538 e no Brasil, a primeira foi em 1934 em São Paulo.

Todo o Império, incluindo D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II, pouco foi feito pela educação e houveram muitas reclamações pela má qualidade, com a proclamação da República tentou-se uma nova guinada, mas sem sucesso a Educação não sofreu nenhuma evolução.

Até os dias de hoje se tem mexido muito no planejamento educacional.

Religião e Ciência

Assim como a religião não conseguiu aniquilar a ciência, a ciência também não poderá aniquilar a religião, pois ambas estão fundamentadas em leis idênticas. Entre elas não existe nem separação, nem contradição. As separações e as contradições existem apenas nas mentes dos ignorantes, que não sabem como Deus criou o universo.

A ciência, bem compreendida, só pode ajudar os crentes a concentrarem-se no essencial. Assim como a religião, se bem compreendida, dá à ciência a sua verdadeira dimensão. Cada uma delas tema sua própria função e, desde já, devem coexistir um religioso e um cientista em todo ser humano.

Realmente, para que religião e ciência não se combatam mais entre si na sociedade, elas devem parar de se combater no ser humano, pois é exatamente aí que se produzem os maiores desastres. Quando um homem de fé se opõe a um homem da ciência, ou vice-versa, cada um deles pensa que está atacando um adversário externo a ele. Nada disso, está atacando a ele mesmo.

Religião e Fé

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão especifica ou mesmo existir sem razão definida. Também não parece absolutamente de qualquer tipo de evidencia física

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a uma pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular. A fé não é baseada em evidencias físicas reconhecida pela comunidade cientifica.

É geralmente associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos. Nesse sentido, é geralmente associada ao contexto religioso. E neste contexto religioso, tem muitos significados. Às vezes lealdade a determinada religião.

Para religiões que se baseiam em crenças, a fé também quer dizer que alguém aceita as visões dessa religião como verdadeiras. Para religiões que não tem isso por sabe, por outro lado, significa que alguém é leal para com uma determinada comunidade religiosa.

Algumas vezes, fé significa compromisso numa relação com deus, Nesse caso, a palavra é usada no sentido de fidelidade. Tal compromisso não precisa ser cego ou submisso e pode ser baseado em evidencias de caráter pessoal.

Religião e Cultura

Hoje vivemos num mundo plural em todos os aspecto e termos. A experiência religiosa hoje, portanto, é constantemente desafiada a incultura incessantemente, ou seja, a inserir-se dentro de uma nova matriz cultural.

Nessa tentativa, defronta-se hoje com outra face que convive lado a lado com a da secularidade moderna, geradora da suspeita e do ateísmo, onde a transcendência está submetida a constante critica da razão. E esta outra face é a face da pluralidade.

Face esta que, por sua vez, implicará na existência das diferentes tentativas do dialogo inter-religioso e da religião como condição de possibilidade de viver mais profunda e radicalmente a própria fé.

O Fenômeno Religioso

Desde o começo da vida, do mundo e tudo quanto há nele que tem se procurado saber se existe algo mais do que aquilo que temos visto. O ser humano, enquanto pessoa revestida de dignidade e direitos que lhes são inerentes, que tem se debruçado sobre a existência de um ser supremo, transcendental e que governa toda a vida.


Hoje, tem-se vivido por um lado, um despertar maior para o fenômeno religioso e para Deus como ser supremo e criador de todas as coisas, mas também, com a evolução do mundo, da tecnologia, com as novas técnicas e descobertas (clonagem...) nota-se uma grande descrença quanto a Deus como ser supremo e criador do mundo, elevando-se assim, até ao mais alto grau a inteligência, conhecimento e racionalidade humana, tornando-se aos estados de hostilidade que antes se vivia, só que agora, de maneira camuflada.

Arcadismo no Brasil

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Portugal, no século XVII, encontra-se economicamente decadente, dependendo do capitalismo inglês. E, para contrabalançar seu comércio deficitário, procura explorar suas colônias, em especial o Brasil.

Exige que um número maior de colonos passe a trabalhar na mineração, proibindo o estabelecimento dos engenhos na região de Minas Gerais. Por volta de 1750, as minas de ouro começaram a diminuir drasticamente a sua produção, não sendo possível os colonos pagar os impostos estabelecidos pela metrópole.

As idéias revolucionárias desenvolvidas na Europa, a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, a independência das colônias inglesas na América (Estados Unidos) e a cobrança de impostos altíssimos em ouro feitos por Portugal aos colonos brasileiros despertaram a necessidade da busca da independência do Brasil, desencadeando uma serie de revoltas.

Todo o contexto favorecia uma transformação social. E a intelectualidade colonial brasileira será uma das responsáveis por ela. O Arcadismo, no Brasil, determina a nascente valorização da obra literária, que começa a tomar rumos de caráter nacional, afastando-se dos modelos europeus. O sentimento de apego à terra brasileira aflora, tendo como referência a simplicidade da natureza marcada pela poesia européia. O sentimento nativista preencherá as paginas das obras literárias com a exaltação do índio, que passará a ser visto como herói.

Com a publicação de obras poéticas, de Cláudio Manoel da Costa, em 1768, tem inicio o Arcadismo no Brasil destaca-se: Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antonio Gonzaga, Basílio da Gama, Silva Alvarenga e Frei José de Santa Rita Durão.

*Cláudio Manoel da Costa (1729 – 1789).

- Obras Poéticas (1768).
- Vila Rica (1773);

*Tomás Antonio Gonzaga (1744 – 1810).

- Marília de Dirceu (1º parte – 1792; 2º parte-1799);
- Cartas Chilenas (1845).

*Basílio da Gama (1741 – 1795).

- Olbruguai (1769);
- Quintúbia (1791).

Fizeram parte desse grupo: Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Santa Rita Durão, Cláudio Manuel da Costa, Basílio da Gama e Silva Alvarenga.
Podemos dividir os árcades brasileiros em dois grupos: os líricos e os épicos.

Correção Ortográfica

Vamos considerar dois pontos:

*Sabermos exatamente a respeito do certo e errado na língua?

O que é considerado certo será amanhã?

*De qualquer modo, precisamos conhecer a nova grafia.

*Alfabeto.

Mesmo sendo comum a utilização das letras (K, W e Y) foram oficialmente integradas ao alfabeto brasileiro, passando de 23 para 26 letras. Por exemplo: Franklin, Darwin, Kuwait, Kg (quilograma), etc.

*Trema.

Acento utilizado para marcar pronúncia do fonema u em palavras escritas com: gue, gui, que ou qui, por exemplo: lingüiça, lingüística, conseqüência, etc. Nestes casos, não será mais necessário colocar o trema, devendo ser escrito desta forma: linguiça, linguística, consequência. Lembrando que a pronúncia continuará a mesma, a mudança é unicamente na grafia.

*Acentos.

- Algumas palavras perdem o acento, entre elas as paraxítonas terminadas em "-eem" e "-oo". Assim, não acentua-se palavras como voo, abençoo ou formas verbais como: eles deem, eles veem, eles leem.

- Os chamados diferenciais caíram com a reforma. A preposição para era diferenciada do verbo parar na 3ª pessoa (ele pára) exatamente pelo verbo. Agora não precisa do acento, ficando para mim e ele para. O mesmo ocorre em pêlo (substantivo) pelo (preposição por + o): o cavalo tem um bom pelo; trabalho pelo prazer. No entanto, há exceções: o verbo pôr continuará sendo acentuado, para diferenciar da preposição por.

- Alguns casos ficou facultativo o uso de acento, como dêmos (1ª pessoa do plural do presente conjuntivo), como meio de distinção da forma do pretérito perfeito do indicativo: nós demos; fôrma (substantivo): "vamos pôr o bolo na fôrma", distinta da forma (3ª pessoa do singular do presente indicativo ou 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo formar): ele forma; forma tu.

- As palavras paroxítonas (sílaba tônica cai na penúltima sílaba) que têm ditongos abertos "-ei" e "-oi" não serão acentuadas: assembleia, ideia, heroico. Desaparece o acento nas paroxítonas quando a sílaba tônica é antecedida de ditongo, casos de feiúra e bocaiúva, agora escritas feiura e bocaiuva.

- O acento continua em ditongos abertos em monossílabas, oxítonas e terminados em "eu". Ex.: chapéu.

*Hífen.

Por sua abrangência, a mudança requer nossa maior atenção. O hífen tem como objetivo ligar duas ou mais palavras que formam uma unidade semântica, ou seja, tenham um novo significado. Assim, palavras tio e avô têm significados diferentes, juntas formam uma terceira, tio-avô.

As 4 situações que podem ou devem usar hífen:

1)Compostas por Justaposição.

Que não há perda de fonemas ou letras. A outra forma de composição é aglutinada e perde-se fonemas ou letras.

- Palavras compostas com justaposição expressando significado único. Ex.: ano-luz, arce-bispo, arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, tenente-coronel, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, segunda-feira, guarda-chuva. Algumas palavras, porém, pelo uso acabam perdendo a idéia da justaposição. Neste caso, não usa-se hífen em: girassol, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista.

- Usamos hífen em palavras iniciadas pelos termos grã, grão ou por palavras cujos elementos estão ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará; Todos-os-Santos, Trás-os-Montes.

- Quando as palavras compostas estão ou não ligadas por preposição ou outro elemento: couve-flor, erva-doce, feijão-verde, bem-me-quer, bem-te-vi.

- Após os advérbios bem e mal, ao formal uma palavra de sentido específico, desde o termo seguinte comece por vogal ou h. Ex.: bem-aventurado, bem-humorado, mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado.

Obs.: Quando o termo seguinte inicia com consoante, separa-se o advérbio bem, mas não o advérbio mal: bem-criado, malcriado, bem-nascido, malnascido.

- Nas palavras compostas com termos além, aquém, recém e sem, devemos usar hífen: além-mar, além-fronteiras, recém-casado, recém-nascido; sem-cerimônia, sem-número.

-No caso de palavras que podem se combinar, formando encadeamentos vocabulares: ponte Rio-Niterói, ligação Angola-Moçambique, Angola-Brasil, etc.

2)Uso de Prefixos.

Nas formações com prefixos (ante-, anti-, entre-, extra-, hiper-, sub-, super-, ultra- etc.) se emprega o hífen nos seguintes casos:

- Quando a palavra seguinte começa por h: anti-higiénico, co-herdeiro, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, semi-hospitalar, etc.

Obs.: Atenção – com os prefixos "des-" e "in-" e quando a palavra seguinte perdeu o h inicial, não vai hífen: desumano, inábil, inumano, etc.

- Quando o prefixo termina na mesma vogal que inicia a palavra: anti-ibérico, contra-almirante, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.

Obs.: O prefixo "co-" aglutina em geral com a palavra posterior: coordenar, cooperação, cooperar etc.

- Com os prefixos "circum-" e "pan-", quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n: circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano.

- Nas formações com os prefixos "hiper-", "inter-" e "super-", seguidos de palavras iniciadas por r: hiper-requintado, inter-resistente.

- Nas formações com os prefixos "ex-", "vice-": ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, vice-reitor.

- Nas com os prefixos "pós-", "pré-" e "pró-": pós-graduação, pré-natal, pró-europeu.

3)Sufixação.

Apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim, o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou se a pronúncia exige distinção gráfica dos elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim.

4)Outros casos.

- Ênclise, devemos colocar o pronome após o verbo: amá-lo, dá-se, deixa-o;

- Mesóclise, pouco comum no Brasil, mas são aquelas formas que o pronome é colocado no meio do verbo futuro: amá-lo-eu, enviar-lhe-íamos;

- No caso do advérbio eis seguido de pronome átono devemos usar hífen: eis-me, ei-lo.

*O hífen não é mais usado nas situações:

-Verbo haver for seguido de preposição com valor de possibilidade: hei de, hás de, hão de, etc;

- O prefixo termina em vogal e o segundo elemento comeaça com r ou s, devendo as consoantes duplicar-se: antirreligioso, antissemita, contrarregra, minissaia, microssitema;

- Prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, aeroespacial, autoestrada, hidroelétrica.

Pré-Modernismo

Avanços científico e tecnológico no século XX trouxeram perspectivas aos seres humanos. As invenções contribuiram para conforto e praticidade. O telefone, a lâmpada, o carro e o telégrafo começam a entrar definitivamente na vida das pessoas.

A Arte tornou-se um meio de comunicação, diversão e entretenimento.
Em meio ao progresso que a 1ª Guerra Mundial eclode. Tantos acontecimentos, muito a se dizer, portanto, a literatura é vasta nos primeiros anos do século XX. Logo, os estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas até os que concentravam-se na política e peculiaridades de sua região.

Pré-Modernismo é a fase de transição literária entre escolas anteriores e a ruptura dos novos escritores com as mesmas.

A Europa preparava-se para a guerra. O Brasil vivia a política do "café com leite".
Ao passo que a classe dominante e consumista seguia a moda europeia, as agitações sociais aconteciam, no Nordeste por exemplo.

Na Bahia, ocorre a "Revolta de Canudos", inspirando a obra "Os Sertões" de Euclides da Cunha. Em 1910, a rebelião "Revolta dos Chibata” era liderada por João Cândido contra os maltratos vividos na Marinha.

A República "café com leite" caía na crise, e em 1920 começam os burburinhos da Semana de Arte Moderna, que marcaria o início do Modernismo no Brasil.
Os principais escritores pré-modernistas são: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro Lobato, Graça Aranha e Augusto dos Anjos.

Os marcos literários são: "Os Sertões" de Euclides da Cunha, e "Canaã" de Graça Aranha.

O Pré-Modernismo não é considerado uma escola literária, pois não há grupo de escritores que seguem a mesma linha temática ou traços literários.

Romantismo

Noite na Taverna: O Relato do Absurdo.

Noite na taverna pode ser considerada uma obra de contos, apesar de haver um foi narrativo que une todas as histórias em uma única narrativa.

No primeiro capítulo da obra, um narrador em terceira pessoa faz a apresentação do ambiente: uma taverna, povoada de bêbados e loucos, a uma mesa, alguns homens conversam e bebem.

Excitados pelo álcool, cada um deles conta uma história de sua vida, de modo que cada capítulo subseqüente ao primeiro tem o nome de seu narrador-personagem.

Todas as histórias narradas são fantásticas, envolvendo trágicos acontecimentos de amor e morte, vícios e crimes. Depreende-se, de todos os narradores, um forte pessimismo diante da vida.

Os temas mais excêntricos ao gosto romântico vigente são encontrados nessas narrativas: violência física e sexual, adultérios, assassinatos, incestos, necrofilia, antropofagia, corrupção e outros.

Nenhum vínculo direto com as vivências de Álvares de Azevedo tem sua Noite na Taverna. É uma obra puramente imaginativa, que representa a tendência noturna e fantasiosa do Romantismo.

Noite na Taverna.

Capítulo I: Uma Noite do Século.

Jovens embriagados - todos com nomes europeus Solfiere, Bertran, Johann, Gennaro, Claudius, Hermann e Arnold, acham-se numa taverna em noite escura de tormento e relâmpagos. As mulheres dormem ébrias pelos cantos. Depois de discutirem sobre a vida e emitirem opiniões sobre o amor, o vinho resolvem contar casos verdadeiros. E assim vem a tona o Mundo insólito da inconsciência da embriaguez com as tintas mais fortes de uma imaginação eroticamente dominada pelo irregular.

Capítulo II: Solfiere Narra em 1ªPessoa Uma Estória:

Em Roma, quando passeava pela ponte, viu em uma janela a sombra de uma mulher pálida. A sombra de repente desaparece e há uma música triste no ar. A mulher, inesperadamente, reaparece e ele a segue até o cemitério. Quando amanheceu encontrou-se sozinho e delirando entre as cruzes.

Um ano depois, após uma orgia, deu-se num lugar escuro. Estava numa igreja ao lado de uma caixão. Abriu-o. Era a moça do cemitério. Fechou a igreja e amou aquele corpo frio e pesado. Sentiu que ela começava a acordar, pois sofria de catalepsia. Tomou-a nos braços e levou-a para casa, no seu quarto. Ficaram dois dias e duas noites em delírio. Quando ela definitivamente faleceu, enterrou-a debaixo de sua cama. Mandou fazer uma estátua da virgem. Pagou-lhe e pagou o segredo.

Para provar aos amigos a veracidade da estória, abriu a camisa e virem-lhe ao pescoço uma grinalda de flores murchas.

"-Vede-a? Murcha e seca como o crânio dela!"

Capítulo III: Bertran.

Em Cadiz (Espanha) morava uma donzela chamada Franciele. Quando estavam para se casar, a pedido de seu pai, Bertran teve que voltar a Dinamarca. O pai falecera e após dois anos voltou a Cadiz, mas encontrou Franciele casada e com um filho. Tornaram-se amantes. Porém um dia, o marido soube da traição. Numa noite, quando Bertran a esperava. Franciele apareceu-lhe suja de sangue e o conduziu a uma sala onde estava o marido degolado e o filho também assassinado por ela. Ambos entregaram-se a viagens dormindo durante o dia e praticando orgias durante a noite.

Um dia ela partiu. Tentou esquecê-la no jogo, na bebida, quando foi encontrado caído em frente a um palácio, cujo dono recebeu-o e tratou-o. No entanto, roubou a filha do velho e desonrou-a. Enjoou-se dela, jogou até perder sua última jóia, vendeu-a um pirata. Na primeira noite da jovem com o pirata, o matou e suicidou-se, jogando-se ao mar.

Certo dia na Itália, saciado de vinho e mulheres, tentou suicidar-se quando foi salvo por um marujo que é morto por ele dentro d'água. Apertou, por sede de vida, aquele que o socorria. Matou-o sem querer, Bertran, desmaiado, é resgatado por um navio, cujos marinheiros choravam a morte do companheiro morto enquanto ele ria da sua sina negra.

Ao chegarem a uma corveta, um comandante de outro navio convida-o para viajar com eles. Torna-se amante da mulher do comandante. Após a guerra com um navio pirata, restam apenas cinco sobreviventes sobre uma jangada, Bertran, a amante, o comandante e dois marinheiros. Dois dias depois de fome e dese morrem os dois marinheiros. Os três restantes tiram a sorte no palitinho para ver quem iria morrer para saciar a fome dos outros dois. O comandante é o escolhido. Após a luta, apesar de implorar pela sua vida, Bretran o estrangulou. Comeram a carne do comandante durante dois dias. Ficaram um dia sem comer nem beber. A mulher, então, propôs-lhe que morressem juntos. Bertran aceitou, amaram-se até esgotarem as forças. Porém ele a apertou-a tanto que ela acabou morrendo, foi levada pelas águas.

Bertran foi salvo por um navio inglês.

Capítulo IV: Gennaro.

Gennaro era aprendiz de pintor e hospedava-se na casa do Professor Godofredo Wash. Ele casara-se em segundas núpcias com uma mulher de vinte anos, Nausa, e tinha uma filha de 15 anos, Laura, do primeiro casamento. O velho nutria sentimento de pai pela mulher.

Gennaro, 18 anos, apaixonou-se por Nausa e Laura apaixonou-se por Gennaro. Todas as manhãs Laura adentrava ao quarto do hóspede e deitava-se em sua cama até que um dia revelou-lhe que estava grávida. O moço recusou casar-se com ela por amor a Nausa. Laura, no seu último suspiro, disse a Gennaro sussurrando que ele era o culpado pela sua morte, mas que o perdoava.

Passou-se um ano e o velho parecia endoidecido. Enquanto Godofredo passava as noites chorando no quarto da filha, Gennaro e Nausa amavam-se no quarto dele.

Um dia, o velho entrou choroso no quarto, flagrou o adultério, tomou Gennaro pelo braço e levou-o ao quarto de Laura. Mostrou-lhe o painel onde pintara o retrato da filha. Gennaro chorou e confessou tudo, o mestre passou a agir friamente com ele e certa noite após o jantar Godofredo chamou o aprendiz para acompanhá-lo. Chegaram próximos a uma montanha, quando Godofredo pediu-lhe que o esperasse um instante, subiu ao cume, fez vista a uma cabana e voltou. O mestre levou-o a um despenhadeiro, revelou-lhe a sua história; seu envolvimento com Nausa e a morte da filha, e jogou-o. Ficou preso entre ramas de azinheiro e é resgatado por camponeses. Quando convaleceu-se teve a idéia de voltar à casa de Godofredo e pedir-lhe perdão.

No caminho, encontrou o punhal do mestre e teve a idéia de vingar-se. Ao chegar à casa, encontra o velho e Nausa mortos, suicidaram-se com veneno adquirido na cabana perto do desfiladeiro.

Capítulo V: Hermann.

Em Londres, ninguém dissipava a fortuna de três gerações em jogos e mulheres como ele. No Jóquei Clube viu uma mulher a cavalo, belíssima. No outro dia, reencontrou-a num baile. Seis meses ficaram contemplando-a. Era a duquesa Eleanora.

Uma noite, porém, no palácio do duque tudo dormia e a duquesa cansada do baile, adormecia num divã. Deu-lhe narcótico e enquanto dormia profundamente, amou-a. Passou-se uma semana assim.

Uma noite, depois do baile, Hermann, escondido, colocou narcótico novamente na água. A duquesa entrou junto com o duque, ambos tomaram-no. O duque saiu e prometeu voltar e ela caiu desfalecida sobre a cama. Claudius levou-a para fora da cidade numa estalagem, quando acordou, estranhou o homem, o lugar, a situação. Ele tentou convênce-la do seu amor e convidou-a para viajarem juntos. Convenceu-a de que se voltasse, o marido a acusaria de adultério e se ficasse teria todo o seu amor. Entre choro e gemido, respondeu que sim e desmaiou.

Um dia, porém, Claudius chegou em casa e presenciou o leito ensopado de sangue e próximo um doido agarrado a um cadáver. o doido era o conde Máffio e o cadáver o da duquesa Eleanora.

Capítulo VI: Johann.

Em Paris, Johann jogava bilhar com um moço chamado Arthur. Desentenderam-se e marcaram um duelo fora da cidade.

Se Arthur morresse era para Johann pegar o anel e os dois bilhetes que estavam seu seu bolso; e assim o fez. O primeiro bilhete era enderaçado à mãe e o segundo estava aberto e dizia o seguinte: "A uma hora da noite na rua... n°60, 1°andar, acharás a porta aberta. Tua G".

Teve, então, a idéia de ir procurá-la. Adentou o seu quarto, no escuro, amou-a. Quando saiu do quarto, um homem no escuro abordou-o e lutaram. JOhann matou-o e quando alcançou a lanterna descobriu que o moço morto era seu irmão e a moça com quem passara a noite era sua irmã.

Capítulo VII: Um Último Beijo de Amor.

Na taverna, todos estavam bêbados e dormindo. Chegou uma mulher vestida de preto, pálida com uma lanterna e um punhal na mão. Apontou o foco de luz para Johann e, de raiva, matou-o. Johann era o seu irmão que havia desonrado-a. Volta-se para Arnold. Ele era o Arthur que tanto amara. Ela era Geórgia que viera pedir-lhe um último beijo de adeus, após cinco anos sem vê-lo. Ela, de virgem, virava prostituta. Deixou claro a impossibilidade de ficarem juntos e ambos suicidaram-se com um punhal.

Imagem: www.historianet.com.br

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