Arcadismo no Brasil

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Portugal, no século XVII, encontra-se economicamente decadente, dependendo do capitalismo inglês. E, para contrabalançar seu comércio deficitário, procura explorar suas colônias, em especial o Brasil.

Exige que um número maior de colonos passe a trabalhar na mineração, proibindo o estabelecimento dos engenhos na região de Minas Gerais. Por volta de 1750, as minas de ouro começaram a diminuir drasticamente a sua produção, não sendo possível os colonos pagar os impostos estabelecidos pela metrópole.

As idéias revolucionárias desenvolvidas na Europa, a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, a independência das colônias inglesas na América (Estados Unidos) e a cobrança de impostos altíssimos em ouro feitos por Portugal aos colonos brasileiros despertaram a necessidade da busca da independência do Brasil, desencadeando uma serie de revoltas.

Todo o contexto favorecia uma transformação social. E a intelectualidade colonial brasileira será uma das responsáveis por ela. O Arcadismo, no Brasil, determina a nascente valorização da obra literária, que começa a tomar rumos de caráter nacional, afastando-se dos modelos europeus. O sentimento de apego à terra brasileira aflora, tendo como referência a simplicidade da natureza marcada pela poesia européia. O sentimento nativista preencherá as paginas das obras literárias com a exaltação do índio, que passará a ser visto como herói.

Com a publicação de obras poéticas, de Cláudio Manoel da Costa, em 1768, tem inicio o Arcadismo no Brasil destaca-se: Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antonio Gonzaga, Basílio da Gama, Silva Alvarenga e Frei José de Santa Rita Durão.

*Cláudio Manoel da Costa (1729 – 1789).

- Obras Poéticas (1768).
- Vila Rica (1773);

*Tomás Antonio Gonzaga (1744 – 1810).

- Marília de Dirceu (1º parte – 1792; 2º parte-1799);
- Cartas Chilenas (1845).

*Basílio da Gama (1741 – 1795).

- Olbruguai (1769);
- Quintúbia (1791).

Fizeram parte desse grupo: Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Santa Rita Durão, Cláudio Manuel da Costa, Basílio da Gama e Silva Alvarenga.
Podemos dividir os árcades brasileiros em dois grupos: os líricos e os épicos.

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