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Ginástica Laboral

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Consiste em uma atividade física leve e de curta duração, realizada no próprio ambiente de trabalho, onde são aplicados exercícios preventivos através de alongamentos para compensação e relaxamento das estruturas musculares envolvidas nas tarefas diárias, sem levar o trabalhador ao cansaço.
Ginástica Laboral pode ser aplicada nas empresas como exercícios de:

*Preparação;

*Compensação;

*Relaxamento.

*Ginástica Preparatória.

Indicada para tarefas que exigem muito esforço físico, deve ser realizada antes da jornada de trabalho, com duração aproximadamente de 10 a 15 minutos. Ela prepara o funcionário para iniciar suas tarefas diárias, despertando-o e prevenindo distensões musculares. Os exercícios realizados aqui são de alongamento, aquecimento, mobilidade articular, preparando os funcionários para o trabalho com mais disposição, evitando contraturas e distensões musculares.

*Ginástica Compensatória.

Realizada durante a jornada de trabalho, com duração aproximadamente de 5 a 10 minutos, como pausa ativa, compensando posturas inadequadas e esforços repetitivos, exigidos em funções operacionais, minimizando desconfortos musculares. São aplicados exercícios de alongamento, descontração, soltura. A ginástica compensatória e indicada para tarefas repetitivas, de muita concentração e pressão.

*Ginástica de Relaxamento.

Realizada no final ou após o expediente com duração de 20 a 30 minutos e objetivando recuperar o funcionário do desgaste exigido no trabalho.São exercícios de relaxamento, respiração, massagem, provocando uma sensação de bem estar. Indicado para todas as tarefas realizadas nas empresas.

*Benefícios da Ginástica Laboral:

-Melhora integração social e clima organizacional;

-Maior disposição e concentração no trabalho;

-Melhora a consciência corporal e postural;

-Diminui a tensão muscular desnecessária;

-Melhora a oxigenação dos músculos e oxigenação sanguínea;

-Diminui riscos de acidente no trabalho, por falha humana;

-Diminui absenteísmo e afastamentos.

Fisioterapia Preventiva

Fazer orientações posturais, exercícios específicos para os diversos postos de trabalho, técnicas de atividade metabólicas (melhoria do fluxo sanguíneo), técnicas de alongamento e relaxamento muscular. Incentivando os empregados a novos hábitos de vida, desenvolvendo dentro da empresa uma nova cultura saudável de consciência corporal e postural, gerando um bem estar físico e emocional no ambiente de trabalho. O fisioterapeuta fará uso da ergonomia.

Integrara uma equipe multidisciplinar composta por profissionais que comunguem os mesmos objetivos. Desta equipe farão parte o médico do trabalho, o engenheiro de segurança do trabalho, o gerente de produção, o gerente de recursos humanos, o assistente social e outros profissionais que tenham atribuições que contribuam para obtenção dos seguintes objetivos:

*Redução das doenças profissionais típicas às atividades desempenhadas na empresa, mediante a ministração de cursos e/ou palestras sobre orientações posturais, lesões por esforços repetitivos, prevenção de problemas de coluna, manuseio de cargas, dentre outros.

*Integrar equipe multidisciplinar para discussão de casos e assessoramento por meio de pareceres técnicos da área.

*Formulação e execução de programas preventivos para todos os funcionários no sentido de produzir condicionamento físico, relaxamento e, consequentemente, reduzir o estresse.

Estudo ergonômico dos postos de trabalho que apresentam grande índice de acidentes de trabalho e tenham funcionários com acometimentos comuns ou diagnósticos semelhantes.

Fisioterapia Corretiva

terapêutico inerente à Fisioterapia, suas formas de avaliação, prescrição, execução, tratamento e alta fisioterápica. O ambulatório deve ser adequado às necessidades da empresa e do empregado, não somente com os recursos da Fisioterapia Clássica, mas também com o uso de recursos pouco ortodoxos como Reeducação Postural Global (RPG) e Osteopatia.

Em empresas que trabalham com produtos que danificam o aparelho respiratório, o ambulatório deve possuir recursos que permitam identificar, avaliar e tratar doenças restritivas e obstrutivas. Tudo em perfeito entrosamento para atingir os seguintes objetivos.

*Determinação.

Dos acometimentos mais comuns encontrados na empresa, conforme o tipo de atividade desempenhada: oferecer ao trabalhador uma maior interação entre tratamento/trabalho, gerando maiores condições de uma rápida recuperação, pois o tratamento será realizado no próprio local de trabalho, evitando que o empregado apresente alguma dificuldade em iniciá-lo ou até mesmo concluí-lo por situações diversas (falta de tempo, transporte difícil, clínicas afastadas de casa ou do trabalho etc.).

Disco Intervertebral: Mobilidade e Articulação

Aproximadamente um quarto do peso da coluna vertebral se constitui não dos ossos, mas dos discos intervertebrais. Estes são freqüentemente escritos como amortecedores de impacto, permitindo a transmissão da carga de uma vértebra para outra.

Outro papel igualmente importante de um disco intervertebral é permitir movimentos controlados e de pequena amplitude entre as vértebras adjacentes. Entre duas vértebras adjacentes, somente pequenos deslocamentos são possíveis. Quando somados, resultam em uma coluna vertebral extremamente móvel sem sacrifício da estabilidade.

O Disco Intervertebral

O disco intervertebral normal é auto-estabilizadora e, para que os seres humanos permaneçam eretos, pouca atividade muscular é necessária ilustrado pelo fato de que pessoas que tenham passado por período prolongado acamadas conseguem se sentar com relativa facilidade. A coluna vertebral sem sua musculatura ainda é capaz de sustentar-se, mas, se os seus ligamentos são lesados, a sua estabilidade intrínseca é perdida (Palastanga et al. 1998).

Existem três pontos de articulação entre cada par de vértebras, formando uma tríade articular – a articulação intervertebral mediana e as duas articulações intervertebrais laterais . O segmento móvel engloba o espaço entre as vértebras, o disco intervertebral, os ligamentos longitudinais anterior e posterior, as facetas articulares e suas cápsulas, o ligamento amarelo, o conteúdo do canal vertebral e os ligamentos supra-espinhais e interespinhais. O movimento da coluna vertebral é controlado não apenas pela espessura e forma dos discos, mas também pelo par de pequenas articulações sinoviais posteriores em cada segmento móvel – articulações zigapofíseas. Cada segmento móvel apresenta dois conjuntos de facetas articulares que controlam e limitam graus de torção e inclinação da coluna vertebral, dependendo de sua orientação, e este grau varia da região lombar para a região torácica e para a região cervical.

O Anel Fibroso

O anel fibroso é a porção externa do disco intervertebral e funciona como um invólucro que restringe o núcleo. O anel fibroso é elástico o suficiente para permitir apenas uma discreta expansão do núcleo, o que contribui para distribuir o estresse de uma vértebra para outra. É constituído de camadas ou lamelas de feixes cruzados de colágeno – o que permite ao disco resistir aos diversos esforços de torção. As lamelas formam anéis incompletos e o ângulo formado por suas fibras se torna mais agudo quando o disco é pressionado.

A porção externa do anel fibroso apresenta inervação, o que pode explicar a ocorrência de sintomas de dor lombar em casos nos quais os discos se apresentam normais (Yoshizawa et al.1980; Bogduk 1991).

O anel fibroso não se apresenta igual em suas porções anterior e posterior na região lombar. Anteriormente existem cerca de 20 espessas lamelas, entre as rimas vertebrais, frouxamente ancoradas ao ligamento longitudinal anterior. Posteriormente estas lamelas são em menor número, menos espessas e estão fundidas ao ligamento longitudinal posterior. Um ligamento anteriormente desconhecido foi descrito recentemente, o ligamento superficial do anel fibroso (LSAF), situado na parte anterior do disco de L5.

O Núcleo Pulposo

O núcleo pulposo habitualmente se encontra centralizado no disco, exceto na região lombar, onde tende a estar deslocado em direção posterior. O núcleo tem um alto teor de água e é túrgido, como consequência, se um disco fresco é retirado de entre as vértebras imediatamente se torna abaulado. Esta pressão dentro do disco tem o efeito de "empurrar" as vértebras adjacentes separando-as e colocando os ligamentos sob tensão, aumentando ainda mais a estabilidade da coluna vertebral.

O núcleo pulposo está adequadamente adaptado para suportar cargas axiais, já que não pode ser significativamente comprimido e é mantido na posição pelo anel fibroso. A tensão no ligamento amarelo é compreendida como compressora do segmento móvel e pré-estressantebdo disco (Olivier e Middleditch 1991). O núcleo age hidrostaticamente durante aplicação de carga (Nachemson e Morris 1964) – "hidrostática" se refere à pressão exercida por um fluido.

Lâmina Terminal Verterbral

As lâminas terminais vertebrais são encontradas nas superfícies superior e inferior de cada disco, tendo aproximadamente 1 mm de espessura e com diferentes funções. A lâmina terminal vertebral parece permitir a osmose de nutrientes entre o corpo vertebral e o disco, restringe o disco e parece também proteger a vértebra da pressão. Herniação ou abaulamento do núcleo em direção ao corpo vertebral através da lâmina terminal pode acontecer, mas esta situação é habitualmente assintomática (Giles e Singer 1997).

Os discos intervertebrais suportam uma batalha diária entre a carga compressiva – que tende a esvaziar o núcleo pulposo – e a tendência do núcleo de absorver água quando a carga é aliviada. Isto explica por que as pessoas são mais altas na manhã do que à noite. Nos jovens, este equilíbrio é estável, mas, com o aumento da idade, os discos tendem a perder água mais rapidamente e se tornam menos capazes de se adaptar ao estresse. A carga vertebral muda com o ângulo do segmento móvel, e os discos inferiores suportam maior parte do peso do corpo. A pressão dentro de discos degenerados é menor do que a encontrada em discos saudáveis (Sato et al. 1999). A explicação para a alta pressão intradiscal na posição sentada pode estar na discreta postura fletida e no efeito compressivo que o músculo pessoas maior causa na coluna vertebral.

Espondilose Lombar Patogenia

Também conhecida como "desgaste natural", a principal característica da espondilose lombar é a perda de água pelo disco. Outras alterações incluem a diminuição da viabilidade da célula, diminuição da síntese de proteoglicanas e uma alteração na distribuição do colágeno na estrutura do disco. O desgaste também ocorre no núcleo pulposo, no anel fibroso e na lâmina terminal.

A nutrição do disco adulto é mais precária do que do disco imaturo. Os primeiros sinais de espondilose se manifestam clinicamente por volta dos 30 anos, mas aos 45 anos são mais comuns. As alterações patológicas que ocorrem são as mesmas, independentemente do local da lesão, mas as diferenças na anatomia funcional dão origem a sinais clínicos e sintomas diferentes.

A patologia envolve um espessamento do anel fibroso e o aparecimento de fibras de colágeno isoladas e quebradas em sua estrutura. O núcleo pulposo desidrata e se torna mais fibroso fazendo com que o disco perca altura.

Estas mudanças podem estar presentes sem causar qualquer sinal ou sintoma. Surgem projeções no corpo vertebral devido à biomecânica alterada do disco, que causa tração no periósteo através da inserção do anel fibroso.

Pode haver descalcificação do corpo vertebral. Os ligamentos intervertebrais podem se tornar encurtados e espessos especialmente no local onde ocorrem as maiores modificações. A dura-máter da medula espinhal que forma uma projeção ao redor da raiz nervosa pode sofrer modificações inflamatórias crônicas discretas. Isto pode resultar em aderências da raiz nervosa com sintomas neuronais associados.

Quadros Miofasciais

Caracterizam-se pelas dores irradiadas e mal definidas, não acompanhando trajeto nervoso típico. Em geral, existe um "ponto gatilho", que simula o quadro ágico quando estimulado.Entre esses quadros destacam-se a síndrome escápulo-costal ou síndrome do ângulo da escápula, onde o paciente refere dor na região dorsal, principalmente na face posterior da cintura escapular, que irradia-se para a região cervical, ombro e parede torácica. A palpação revela o ponto "gatilho" na porção medial e sob a escápula.

Esse quadro geralmente está associado às posturas viciosas, ombros caídos, escoliose e traumatismo por movimentos repetitivos. As facetas da região pré-sacral, glútea e do tensor da fáscia lata, por outro lado, são outros exemplos de quadros álgicos com dor irradiada para os membros inferiores, simulando ciatalgia. Essas condições são de diagnóstico clínico e de exclusão, e as alterações histológicas dos pontos gatilhos são geralmente pouco significativos ou mesmo ausentes.

Acredita-se que a etiologia seja traumática, mas na patogênese da dor miofascial também podem ser incluídos, além dos fatores traumáticos, as alterações bioquímicas, metabólicas, neurogênicas e isquêmicas, ou seja, locais e o sistema nervoso atuariam juntos criando um ciclo de dor - espamo - dor.

Neuropatias por Compressão

Essas neuropatias são caracterizadas pelos quadros de dores segmentares dependentes do comprometimento do respectivo feixe vásculo-nervoso. Tais compressões podem resultar de compressão externa direta sobre o nervo (como, por exemplo, o uso de relogio apertado) ou contusões durante atividades ocupacionais (túnel do carpo em digitadores), alguns passatempos e atividades desportivas. Anormalidades estruturais como costela cervical, hipertrofia da apófise transversa de C 7, espasmos de feixes musculares, estenose do canal medular cervical ou lombar também podem resultar em comprometimento neurológico e vascular regionalizados.

Como exemplos de neuropatias por compressão podemos citar a síndrome do túnel do carpo e do canal de Guyon, meralgia parestésica, síndrome do piriforme, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome cervical, e outras.

A síndrome do túnel do carpo é a neuropatia por compressão mais comum. A compressão pode resultar de traumatísmos externos ou de fatores próprios do canal, tais como tenossinovites, hipertrofia muscular, doenças inflamatórias e infiltrativas do canal (mixedema, amiloidose, artrite reumatóide).

A síndrome do piriforme caracteriza-se por dor lombar com irradiação ciática e está relacionada ao encarceramento do nervo ciático quando ele emerge sob o músculo pirifome. Sua frequência é mais alta em mulheres (6:1) e não se reconhece o fator causal. Ao exame físico, a coluna lombar tem movimentos de amplitude normal e a dor pode ser reproduzida quando se provoca uma resistência a abdução e rotação externa da perna estendida com o paciente em posição supina.

Síndrome do Desfiladeiro Torácico

É o nome genérico dado às diversas manifestações clínicas caracterizadas pela compressão anormal do plexo braquial, artéria e veia subclávia quando as estruturas passam pelo desfiladeiro torácico, formado pela clavicula, primeira costela torácica músculos escalenos anterior e médio, além das fáscias fibrosas ao longo do desfiladeiro torácico. Os fatores desencadeantes mais frequentemente observados são as posturas viciosas dos membros superiores, mamas volumosas, musculatura laxa, associadas ou não a anomalias anatômicas como costelas cervicais ou hipertrofia de apófise transversa de C 7 e a realização de movimentos repetitivos, principalmente as atividades que exijam longos períodos de movimentação com os braços elevados acima dos ombros abduzidos e empregando força muscular. As queixas referidas geralmente são de "sensação" de edema unilateral ou bilateral do braço e da mão, fraqueza distal e "sensação" de mãos frias. Os sintomas representam a compressão do feixe neurovascular quando esse atravessa o desfiladeiro torácico.

Síndrome Tensional do Pescoço

Também de síndrome cervical é uma desordem orgânica e funcional provocada pelo trabalho da carga estática principalmente associada a posição inadequada da cabeça e membro superior. As queixas são de dor cervical e ombro, cefaleia occipitoparietal, com duração de dias, parestesias e tonturas.

Ao exame clínico podemos detectar hipersensibilidade muscular, com aumento do tono muscular, principalmente a nível do trapézio, retificação da lordose cervical e queda com anteriorização dos ombros. Esse quadro pode estar associado a alterações radiológicas degenerativas do segmento cervical, que pode agir como fator causal inicial, mas geralmente a perpetuação dos sintomas está relacionado as alterações de tônus muscular, principalmente de trapezio esternocleidomastoideo, que por sua vez, limitam a movimentação muscular, causando a diminuição de força e sensibilidade de membros superiores, favorecendo as alterações posturais viciosas e fecnando o ciclo dor - espasmo muscular - dor.

Tendinites e Bursites

Tendinite é a inflamação ou irritação de um tendão. Tendões são espessas cordas fibrosas que prendem os músculos aos ossos. Eles servem para transmitir a força de contração muscular necessária para mover um osso.

Bursite é a inflamação ou irritação de uma "bursa", que é um pequeno saco localizado entre o osso e outras estruturas móveis, como músculos, pele ou tendões. Ela permite e facilita um melhor deslizamento entre as estruturas.

Desde que os tendões e as bursas estão localizados próximos a articulações, qualquer processo inflamatório nestes tecidos moles será percebido freqüentemente por pacientes como dor na articulação e, equivocadamente, como artrite, pois os sintomas são semelhantes: dor e rigidez agravadas por movimento, dor principalmente noturna e pode acontecer inchação local. No entanto, ao contrário da artrite, eles não causam deformidade.

Qualquer tendão ou bursa no corpo humano pode ser afetado, mas aqueles localizados nos ombros, cotovelos, punhos, dedos, quadris, joelhos, tornozelos, e pés são os mais frequentes.

Tendinites e bursites são condições normalmente temporárias, mas podem se tornar crônicas.

A causa mais comum de tendinites e bursites é o trauma local ou "overuse" (excesso) durante trabalho ou jogo, particularmente se o paciente tem um mau condicionamento físico, má postura, ou usa o membro afetado em uma posição forçada e desajeitada. Ocasionalmente, uma infecção dentro de uma bursa ou ao redor do tendão será responsável pela inflamação.

Tendinite Calcárea

Consiste na deposição da cálcio dentro de tendões que envolvem o ombro , sendo o mais comum o tendão do músculo supra-espinhal.

É uma causa comum de dor no ombro , sendo caracterizado por períodos de latência alternados por crises de dor intensa com grande dificuldade para mobilizar o ombro. Ocorre com maior frequência na faixa etária entre 30 e 50 anos e atinge 70% das vezes o sexo feminino.

O exame do paciente associado com radiografias simples permite a realização do diagnóstico o período de crise de dor o paciente é trata.do com medicação anti-inflamatória, imobilização do ombro em uma tipóia , infiltração local, aplicação de gelo e fisioterapia analgésica Alguns pacientes após o período de crise permanecem com uma dor residual , principalmente nos movimentos para elevar o braço. Isso geralmente ocorre nos casos de depósitos volumosos de cálcio devido um "bloqueio mecânico" da articulação. O tratamento cirúrgico é indicado nos pacientes que apresentam crises graves de dor de repetição e naqueles pacientes que permanecem com uma dor residual após a crise e que não melhora com tratamento de fisioterapia e medicação. Na cirurgia é feito a retirada da calcificação através do procedimento de artroscopia.

Capsulite Adesiva

Também conhecida pelos médicos como capsulite adesiva, esta doença consiste em progressiva rigidez articular, com grande perda dos movimentos do ombro. É mais comum no sexo feminino e normalmente acomete pessoas entre 40 e 70 anos de idade. Seu aparecimento pode ser secundário a alguma lesão no ombro, como uma ruptura de tendão, ou um simples traumatismo nesta região. Também pode surgir após uma cirurgia no ombro.

Em algumas situações a causa não pode ser determinada, mas existem vários fatores que estão associados a um risco aumentado do desenvolvimento da capsulite adesiva, como o diabetes, doenças cardíacas e um perfil psicológico característico com tendência a ansiedade e depressão.

*Sinais e Sintomas.

As principais queixas do paciente com ombro congelado são a perda de movimento e dor. Normalmente a evolução desta doença pode ser dividida em três fases. Inicialmente o principal sintoma é a dor forte, que piora com movimentação. Na segunda fase, ou fase de congelamento, ocorre diminuição progressiva dos movimentos e a rigidez torna-se mais incômoda que a dor. Na terceira fase, ou fase de descongelamento, o ombro vai progressivamente retornando ao seu normal. A duração da capsulite adesiva pode variar de 6 meses a 2 anos, sendo normalmente auto limitada.

*Como Proceder?

Na suspeita de ter um ombro congelado, ou seja, quando houver dor forte e/ou perda de movimento do ombro, procure um ortopedista.

Síndrome do Impacto

A característica mais notável da articulação glenoumeral é sua habilidade de, por um lado estabilizar a cabeça umeral justamente no centro da cavidade glenóide e por outro, permitir um vasto alcance de movimentos nela. Este equilíbrio entre estabilidade e mobilidade é alcançada por uma combinação de mecanismos particulares a esta articulação.

É notável que esta articulação aparentemente "frouxa" pode prover tal precisa centralização, resistindo à ação gravitacional do braço pendurado e apoiado por longos períodos, permanecendo estável durante o sono, permitindo o levantamento de grandes cargas, e mantendo estabilidade durante a aplicação de uma quase infinita de forças de diferentes magnitudes, direção, duração e rudeza.

*Causas.

As causas da síndrome do impacto são divididas didaticamente em:

- Fatores Extrínsecos: são aqueles relacionados com o impacto mecânico nas estruturas do arco coracoacromial;

- Fatores Intrínsecos: são aqueles relacionados com as alterações fisiológicas das estruturas do espaço subacromial.

Fraqueza muscular. Vários estudos comprovam que a fraqueza dos músculos do manguito rotador pode levar a uma superiorização da cabeça do úmero, levando assim ao fenômeno do impacto. É consenso que uma importante função do manguito é a estabilização, pois em um ombro são, ele centraliza a cabeça do úmero exatamente no centro da cavidade glenóide deixando os ligamentos e a cápsula frouxos durante a maioria dos movimentos funcionais(2). Um desbalance dos músculos situados abaixo do hemisfério da cabeça do úmero em relação ao supra-espinhoso e principalmente o deltóide, que é substancialmente mais volumoso, puxaria a cabeça do úmero para cima causando assim o impacto.

Raios X

O raio-X é uma onda eletromagnética do tipo ionizante; A radiografia é um filme fotográfico sensibilizado pelo raio-X, gerando uma imagem.

*Radiografia: é a parte da ciência que estuda órgãos e/ou estruturas através da utilização dos raios-X, envolvendo um processo de revelação à No Brasil o Conselho Federal de Medicina reconhece a especialidade pelo nome de "Radiologia e Diagnóstico por Imagem" à Nas últimas décadas foram acrescentados novos métodos aos já tradicionais raios-X à A ultrassonografia, a ressonância magnética nuclear, a mamografia, os novos equipamentos de tomografia computadorizada e muitos outros avanços vieram a contribuir para tornar essa área ainda mais interessante à A radiologia está dividida em especialidades, tais como:

*Médica: para estudos de órgãos e estruturas de humanos;

*Odontológica: para estudos da odontologia;

*Veterinária: para estudos dos animais.

Os raios-X são emissões eletromagnéticas de natureza semelhante à luz visível à Seu comprimento de onda vai de 0,05 ângström até centenas de angströns à Como toda energia eletromagnética de natureza ondulatória, os raios-X sofrem interferência, polarização, refração, difração, reflexão, entre outros efeitos à Embora de comprimento de onda muito maior, sua natureza eletromagnética é idêntica à da luz.

*Exposição: a tolerância do organismo humano à exposição aos raios-X é de 0,1 röntgen por dia no máximo em toda a superfície corpórea.

*Importante: no ser humano a exposição demorada aos raios-X poderá causar vermelhidão da pele, ulcerações e empolamento (bolhas causadas pela radiação) à Em casos mais graves de exposição poderá causar sérias lesões cancerígenas, morte das células e leucemia.

*Densidades observadas no exame radiológico:

- Ar;
- Gordura;
- Partes Moles;
- Osso;
- Metal.

Ultrassonografia

*Ultrassonografia à US: efeito piezelétrico descoberto no final do século XIX por Curie à Efeito piezelétrico invertido à 1916 – Sonar amplamente empregado na 1ª guerra mundial à Na década de 1940 houve início dos estudos da aplicação da US em medicina.

Na década de 1950 criou-se a primeira imagem de órgãos internos à Da década de 1950 até final da década de 1970 houve pouco avanço tecnológico na evolução do US à A partir da década de 1980 houve a popularização do US em virtude da criação de aparelhos mais modernos e rápidos à US: Utiliza ondas mecânicas para gerar imagens à frequência audível pelo ser humano varia de 20 Hz a 2000 Hz à Freqüência utilizada pelo US em medicina varia de 2 MHz à 16 MHz.

*Aplicações de US:

- Sonar (navios e submarinos);
- Medicina, Fisioterapia e Estética.

Ética nas Pesquisas com Seres Humanos

Em outubro de 1996, o Conselho Nacional de Saúde emitiu a Resolução nº 196/96 que contêm diretrizes e normas regulamentadoras para as pesquisas que envolvem seres humanos, de forma direta ou indireta, sejam elas realizadas por quaisquer categorias profissionais, no campo biológico, psíquico, educacional, cultural ou social, incluindo o manejo de informações e materiais. As pesquisas realizadas no campo da saúde são eticamente movidas pelo princípio da beneficência, objetivando "aumentar o bem-estar do ser humano".

*Histórico.

Toda experiência científica deve ter como objetivo o bem da sociedade tendo em vista resultados práticos que não possam ser obtidos por outros meios. Nos anos 60, a Associação Médica Mundial, preocupada em ampliar o conteúdo ético advindo do Código de Nuremberg, adota a Declaração de Helsinque (1964). Este documento internacional, referência para a reflexão ética no campo das pesquisas biomédicas, sofreu sucessivas revisões.

Para o desenvolvimento e a amplitude dessa orientação, teve influência a Comissão Nacional para a Proteção de Sujeitos de Pesquisas norte-americano de elaborar os fundamentos éticos a serem observados nas pesquisas com seres humanos. Em 1993, o Conselho para as Organizações Internacionais das Ciências Médicas (CIOMS), juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS), publica as Normas Éticas Internacionais para Pesquisas Biomédicas Envolvendo Seres Humanos revisadas.

No Brasil, a preocupação de alerta e regulamentar as atividades de pesquisa desenvolvidas pelos profissionais de saúde, mantendo-as, se manifesta através da inserção de normas de ontológicas para médicos, profissionais de enfermagem, psicólogos, odontólogos e outras categorias que atuam na assistência à saúde. Em 1988, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) emitiu a Resolução nº 01/88, aprovando normas de pesquisas para a área de saúde.

Não é somente porque existe uma norma legal ou de ontológica que as pesquisas vão se adaptar inteiramente aos princípios éticos, pois, para que haja eficácia do conteúdo da Resolução, é preciso que se amplie a consciência dos pesquisadores e da sociedade como um todo sobre o respeito à dignidade da pessoa humana.

*Classificação das Pesquisas.

As pesquisas no campo da assistência à saúde podem ter natureza instrumental, nutricional, educacional, educacional, física, psíquica ou biológica, farmacológica, clínica ou cirúrgica, com finalidade de preventiva, diagnóstica e/ou terapêutica. Podem ser classificadas em dois grupos: de interesse direto para o pesquisado, que trará benefícios para a sociedade, benefícios diretos à prevenção, ao diagnóstico ou ao tratamento da pessoa que se presta à pesquisa, estando geralmente combinadas com cuidados profissionais.

E o segundo grupo: não existe interesse ou benefício direto da pessoa envolvida. A pessoa atua em benefício do prol dos conhecimentos científicos da sociedade.

*Fundamentos Éticos.

As pesquisas devem ter relevância e utilidade social e científica. O bem-estar das pessoas que se submetem a pesquisas deve prevalecer sobre os interesses da ciência e da sociedade. Nenhum experimento deve ser realizado se ele puder ocasionar morte ou invalidez previsível.

As pesquisas devem estar fundamentadas em experimentação laboratorial, in vitro, em animais ou outros fatos científicos, utilizando metodologia científica adequada e realizada por pesquisadores competentes e cientes dos princípios éticos a serem preservados. Os dados obtidos somente podem ser utilizados dentro dos propósitos da pesquisa, devendo-se evitar que as informações sobre os indivíduos sejam usadas com objetivos políticos, ou para empregadores ou seguros privados.

*Respeito à Autonomia do Pesquisado.

As pesquisas em seres humanos devem atender os princípios éticos do respeito à autonomia individual, do direito à informação, do consentimento esclarecido, da privacidade, da confidencialidade das informações e da ponderação entre riscos e benefícios. Orienta-se que se utilizem como pesquisados preferencialmente pessoas com autonomia plena, respeitando seus valores ético-morais, culturais, sociais e religiosos. A participação do pesquisado deve ser livre, voluntária e consciente.

O pesquisado não pode se sentir ameaçado na continuidade de sua assistência. Não deve haver indução à sua participação. É dever ético de o pesquisador estabelecer condições para que eles manifestem sua aceitação ou recusa em participar na pesquisa, sem que pairem dúvidas de que a recusa lhes poderá trazer quaisquer prejuízos no relacionamento profissional de saúde-paciente.

Pessoas com autonomia reduzida, como deficientes mentais e crianças, somente devem ser sujeitos de pesquisa quando os conhecimentos daí provenientes possam lhes trazer benefícios diretos. A participação em pesquisas não deve ser paga, pois o pagamento pode constituir-se numa forma indutiva que impedirá a livre decisão em participar. Cada participante deve ser reembolsado individualmente de acordo com as despesas pessoais que teve em virtude de sua participação.

Os pesquisados devem ser esclarecidos sobre a natureza, os objetivos, métodos, procedimentos, a duração da pesquisa, assim como sobre os inconvenientes, desconfortos, riscos físicos, psíquicos e sociais, benefícios, métodos alternativos existentes, liberdade de recusa, possibilidade de revogação do consentimento dado e garantia de sigilo. De forma geral, o consentimento livre e esclarecido deve ser expresso pelo paciente em um termo de consentimento elaborado para essa finalidade.

O consentimento deve ser expresso por escrito, assinado pela pessoa autônoma ou por seu protetor legal.

*Pesquisas, Beneficência e Não-Maleficência.

Toda pesquisa tem riscos, mesmo que pequenos. Os profissionais e pesquisadores devem estar alerta para danos imediatos e tardios. O pesquisador deve dar suporte aos pesquisados em saco de danos e interromper imediatamente a pesquisa quando do aparecimento de riscos ou efeitos adversos que não eram previsíveis quando da obtenção do termo de consentimento. A avaliação ética deve ser feita caso a caso e, se o balanço pendesse fortemente para o lado beneficente, a conduta seria eticamente justificada.

*Mecanismos de Controle.

A Resolução 196/96 obriga toda instituição de saúde, onde pesquisas em seres humanos sejam desenvolvidas, a criar Comitês de Ética em Pesquisa. Devem contar com número de membros não inferior a sete, dos dois sexos, provenientes das diversas profissões de saúde, das ciências exatas, sociais e humanas. O Comitê deve ter papel consultivo, educativo, normativo e fiscalizador do cumprimento das normas emanadas pela citada resolução, sendo responsável pela revisão de todos os protocolos de pesquisa.
 
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