Evento de 1922 representou uma renovação de linguagem, busca de experimentação, liberdade criadora e ruptura com o passado.
O movimento modernista no Brasil, vem com a Semana de Arte Moderna que apresenta novas ideias artísticas. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. Propunhava a exibição de algo a ser recepcionado com curiosidade e interesse.
Na principal noite da semana, a segunda, enquanto Menotti Del Picchia expunha as linhas e objetivos do movimento e Mário de Andrade recitava sua Paulicéia desvairada, Ode ao Burguês, houveram vaias tão fortes que não se ouvia o que Paulo Prado gritava da primeira fila da platéia.
O mesmo aconteceu com Os Sapos, de Manuel Bandeira que criticava o parnasianismo. Sob relinchos e miados, Sérgio Milliet nem conseguia falar. Oswald de Andrade debochou do fato, afirmando que naquela ocasião revelaram-se vocações de terra-nova.
A semana era o ápice, ruidoso e espetacular, ruidosa e provocativa posição de jovens intelectuais paulistas contra as práticas artísticas dominantes no país. Práticas que aceitas e mantidas, mostravam-se esgotadas para expressar o tempo de mudanças em que era vivido.
"Queremos luz, ar, ventiladores, aeroplanos, reivindicações obreiras, idealismos, motores, chaminés de fábricas, sangue, velocidade, sonho em nossa arte. Que o rufo de um automóvel, nos trilhos de dois versos, espante da poesia o último deus homérico, que ficou anacronicamente a dormir e a sonhar, na era do jazz band e do cinema, com a flauta dos pastores da Arcádia".
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