A Igreja Católica

quinta-feira, 7 de maio de 2009

*O Surgimento do Cristianismo.

Durante o Reinado do Imperador Romano Augusto, nasceu em Balém, cidade da Palestina, Jesus de Nazaré.

Com 30 anos, Jesus começou a percorrer toda a Palestina pregando uma nova maneira de pensar a religião. Segundo ele, Deus não era castigador; pelo contrário, amava todos os homens. Jesus Cristo anunciava ser o Messias tão esperado pelos Judeus e que todos poderiam chegar ao céu atráves dele.

Jesus também enfrentou vários problemas com os sacerdotes judeus que não aceitavam suas idéias e forçaram o procurador romano da Palestina Pôcio Pilatos a condená-lo a morte.

Após a morte de Jesus Cristo, seus discípulos levaram adiante o pensamento de Cristo ou "Boa Nova", rompendo com a religião judaica.

A nova religião espalhou-se rapidamente pelo Império, principalmente em Roma. Durante o governo de Nero iniciaram-se as perseguições ao cristianismo, que duraram até o governo de Diocleciano.

Alguns dos motivos que levaram às crueis e duradouras perseguições foram: a negação do culto ao imperador; os cristãos negavam-se a servir o exército e negavam as instituições romanas.

No entanto, apesar das perseguições o cristianismo, desde seu surgimento, não parou de crescer e o imperador Constantino aproveitou-se dessa situação para consolidar seu poder e liberou o culto cristão em 312. Em 391, o imperador Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do Império.

*A Igreja na Idade Média.

Com a invasão dos bárbaros, todo o Império Romano do Ocidente fragmentou-se, surgindo inúmeros pequenos reinados e cada um deles com suas regras próprias. Apesar dessa fragmentação do poder político, a Igreja Católica não pderdeu seu poder: aconteceu justamente o contrário, a Igreja foi um elemento de unificação.

O fortalecimento da Igreja Católica fez com que surgisse uma hierarquia dentro da Igreja. Existiam aqueles que viviam dentro de mosteiros (clero regular): beneditinos, franciscanos, dominicanos, carmelitas e agostinianos. E aqueles que vivem fora dos mosteiros (cleros secular) e que organizavam-se da seguinte maneira: padre, bispo, arcebispo e papa. O papa era a autoridade máxima da Igreja Católica.

Entre outros fatores que levaram ao fortalecimento da Igreja pode-se destacar o seu grande enriquecimento. A Igreja, recebia como doações grandes porções de terras.

*A Questão da Investiduras.

O grande poder adquirido pela Igreja agradava a todos. Alguns reis medievais não aceitavam a interferência da Igreja em seus reinos, criando alguns conflitos com a Igreja. O conflito mais marcante foi a Questão das Investiduras, no século XI, quando se chocaram o papa Gregório VII e o imperador do Sacro Império Romano Germânico, Henrique IV.

O principal problema era que os reis queriam defender seus interesses e para isso era necessário ter influência sobre a Igreja. Henrique IV queria continuar escolhendo padres e bispos para cuidar dos bispados e das abadias que ele próprio construía. Dessa forma a Igreja passou a dividir seus poderes com os imperadores. Também neste período, a Igreja foi contaminada com uma crescente corrupção, perdendo sua autoridade espiritual.

O papa Gregório VII tomou uma série de medidas para tentar melhorar a imagem da Igreja Católica e proibiu que o imperador investisse em cargos eclesiásticos. Henrique IV reagiu furiosamente e não aceitou a autoridade do papa; Gregório VII, por sua vez excomungou Henrique IV. O problema só foi resolvido pelo papa Calisto III e Henrique V.

Essa crescente, corrupção da Igreja também levou a sérios problemas internos, provocando o Cisma do Oriente, em que a Igreja Católica se dividiu, surgindo em Bizâncio a Igreja Ortodoxa, e em Roma a Igreja Católica Apostólica Romana.

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