Com a deposição de Jango, assumiu novamente a Presidência da República o Presidente da Câmara, deputado Ranieri Mazzilli.
Foi criado o Comando Revolucionário, que decreta o Ato Institucional n°1, conhecido como AI-1, com poderes para alterrar a Constituição, dando plenos poderes ao Presidente da República. De acordo com os termos desse Ato, na primeira quinzena de Abril, o Congresso elege o general Humberto Castelo Branco, cujo mandato deveria ser provisório, o que na realidade não aconteceu, pois o mandato foi prorrogado e o AI-1 mantido.
Dentro do movimento que se autodenominou "Revolucionário", havia dois grupos distintos, um grupo (Sorbonne), liderado por civis e que esperavam que a queda de Jango e a desintegração do movimento, desse novo fôlego às forças conservadoras e os colocasse novamente no poder. O outro grupo, que tinha a sua frente os militares, visava a tomada do poder e tê-lo sob seu controle.
Todos os movimentos tidos como "subversivos" foram colocados na ilegalidade e seus membros foram presos. A UNE, CGT, o MUT e as Ligas Camponesas foram eliminadas e iniciaram-se os primeiros exílios. As Universidades públicas perderam sua autonomia e inúmeros professores foram aposentados e exilados (isso aconteceu com Fernando Henrique Cardoso, que tornou-se, mais tarde, Presidente da República).
A não ser por uma discreta tentativa de guerrilha, prontamente abortada, e a repressão de algumas isoladas conspirações, o governo estabelecido não teve dificuldades de manter sua autoridade, havendo permitido que em 1965, fossem realizadas as eleições para governadores dos estados.
O resultado não lhe foi favorável e uma das conseqüências singnificativas dessa votação foi que em Outubro do mesmo ano, o governo promulga o Ato Institucional n°2, o AI-2 que ampliava os poderes do Presidente e extinguia os partidos políticos, deixando apenas dois, o partido do governo, Arena (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que representava a oposição ao regime. Também aprovava a eleição indireta para Presidente, além de dar poderes ao Presidente de cassar e suspender por 10 anos as atividades de qualquer político.
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