*Os Primeiros Momentos da República.
Com a saída de D. Pedro II do governo, o novo regime republicado escolheu como governante, até a eleição, o Marechal Deodoro da Fonseca. Em 1891 foi promulgada uma Constituição que, entre outras coisas, acabava por completo com o Poder Moderador, com o voto de acordo com a renda (censitário) e permitia a liberdade religiosa.
O Marechal Deodoro da Fonseca foi eleito indiretamente como Presidente até 1894. Para o Ministério da Fazenda foi escolhido Rui Barbosa, que lançou um plano econômico para tirar o Brasil da crise econômica e promover a industrialização do país.
Investiu-se em bancos e foram emitidos grandes volumes de dinheiro para fazer empréstimos para novas empresas. Esse dinheiro por empréstimos foi colocado, em sua maioria na Bolsa de Valores, o que incentivou a especulação financeira e o aumento da inflação levando o país a uma séria crise econômica, que ficou conhecida como Encilhamento.
Diante da crise, o Marechal Deodoro não agüentou a pressão do Congresso e renunciou em 1891. Assumiu em seu lugar o Vice-Presidente Floriano Peixoto, contradizendo a Constituição (Que dizia que quando um Presidente renunciasse antes de completar dosi anos de mandato, seriam convocadas novas eleições).
Floriano Peixoto, que governou até 1894, enfrentou duas revoltas: os Federalistas do Rio Grande do Sul e a Revolta da Armada. Ambas as revoltas não aceitavam o governo de Floriano Peixoto, e foram esmagadas rapidamente pelas tropas do governo.
Esse período inicial, de implantação e consolidação da República (1889-1894), é conhecido como República de Espada; e a partir de 1894, com a instalação de civis no poder, configurou-se a República das Oligarquias, que foi até 1930.
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