A revolta da vacina aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, durante as obras de reurbanização e saneamento do centro da cidade, realizadas no governo de Rodrigues Alves.
Essas obras, embora importantes do ponto de vista sanitário, exigiram grandes sacrifícios da população mais carente da cidade, pois implicavam na erradicação dos cortiços e casebres da região central da cidade, obrigando seus moradores a se mudarem para a periferia ou para os morros.
Outra medida saneadora desse processo de transformação urbana, era o combate às doenças endêmicas que assolavam a cidade, como a peste bubônica, a febre amarela e a varíola.
O responsável pela Saúde Pública do governo era o médico sanitarista Osvaldo Cruz, que além de medidas como matar os ratos e combater os mosquitos, determinou a vacinação obrigatória da população.
Insatisfeira com o problema de moradia, agravado pelo alto índice de desemprego da época, a população se rebelou à obrigatoriedade da vacina, dando início à revolta: milhares de pessoas saem às ruas apedrejando bondes, saqueando o comércio, espancando policiais etc. Durante alguns dias a cidade tornou-se um verdadeiro campo de batalha.
Forças contrárias ao governo tentaram usar o movimento popular para derrubar o presidente, mas a revolta foi derrotada por tropas fiéis a Rodrigues Alves.
O saldo foram várias mortes, prisão de centenas de pessoas e até deportação.
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