A Revolta da Chibata também aconteceu no Rio de Janeiro. Dessa vez, foram os marinheiros que se revoltaram contra os terríveis castigos físicos a que eram submetidos. Para pequenas faltas cometidas, o marinheiro levava 25 chibatadas.
Em 22 de Novembro de 1910, após o praça Marcelino Rodrigues Menezes levar 25 chibatadas na frente da tropa, começou a Revolta. Os marinheiros, liderados por João Cândido (conhecido a partir daí, como Almirante Negro), tomaram os navios encouraçados Minas Gerais e São Paulo e pediram o fim dos castigos corporais.
O presidente Marechal Hermes da Fonseca aboliu os castigos corporais e daria anistia a todos aqueles que se entregassem, e foi o que fez a maioria. O que foi um terrível engano.
Após a deposição das armas, a maioria dos rebeldes foram presos e expulsos da Marinha. Alguns foram fuzilados ou eram desterrados para a Amazônia; outros, como João Cãndido foram levados à Ilha das Cabras. João Cândido sobreviveu e, assim que voltou, foi internado num hospital de loucos e faleceu em 1969.
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