A descoberta do ouro em fins do século XVII gerou uma grande movimentação na colônia. Milhares de pessoas partiram em busca de ouro na nova região descoberta pelos paulistas.
A extração do ouro ocorria de duas formas diferentes. A faiscação, feita na beira de rios, muitas vezes era realizada por trabalhadores assalariados e não por escravos e a lavra, que era a extração feita dentro das minas que era feita por escravos, por causa da facilidade de controlar os escravos e também devido ao trabalho nefasto que era trabalhar dentro das minas.
Para controlar a mineração e garantir seus lucros, a Coroa Portuguesa tomou as seguintes medidas: dividir as terras descobertas em datas (Partes), reparti-las entre os colonos de maior influência e ficar com grande parte delas; cobrar o quinto, ou seja, uma quinta parte daquilo que fosse encontrado.
Apesar de toda essa movimentação na colônia, os primeiros mineradores passaram por momentos difíceis, pois a produção de alimentos (Pecuária e Agricultura) era insuficiente. Outras regiões da colônia (O Sul) passaram a criar gado com a mineração. É neste momento, portanto, que vai surgir um comércio colonial intenso.
A riqueza advinda da mineração possibilitou um desenvolvimento econômico não visto anteriormente na colônia: as cidades que abrigaram os mineradores cresceram rapidamente e o pólo cultural e econômico transferiu-se do nordeste açucareiro decadente para a região da mineração.
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