No século XV, os europeus começaram a explorar o oceano Atlântico "mar desconhecido", iniciando as "Grandes Navegações".
Foi importante para a economia, era época econômica lucrativa com o comércio e os produtos mais valorizados eram as especiarias do Oriente.Algumas "especiarias orientais" eram:
- Pimenta.
- Gengibre.
- Canela.
- Cravo.
- Noz-moscada.
A principal utilidade era disfarçar o cheiro e o gosto dos alimentos, pois eram de precária conservação e por tal motivo recebia um alto valor no mercado europeu.
Vindas do Oriente, as especiarias eram vendidas por comerciantes na Península Itálica, principalmente Gênova e Veneza. Os nevezianos e genoveses comandavam o comércio, com o poder sobre as rotas do Oriente e fornecedores locais.
A solução para os comerciantes excluídos desse mercado foi procurar novos caminhos e locais de acesso aos produtos, evitando a região do Mediterrâneo. Começaram a explorar o oceano Atlântico e o continente Africano. Os portugueses foram os pioneiros a tomar esta iniciativa, décadas depois seguiram os espanhóis e franceses.
Na Europa nos séculos XIV e XV, especiaria era uma flor, um fruto, uma semente, uma casca ou um caule de planta; secos e forte aroma é uma característica marcante. Exemplo:
- Cravo-da-Índia: um botão de flor que ainda não se abriu.
- Noz-moscada: uma semente.
- Canela e Cássia: são cascas.
- Gengibre: caules substerrâneos.
Além da culinária eram utilizados na fabricação de óleos, medicamentos, cosméticos e incensos. Muito procurado também as madeiras aromáticas como o sândalo.
*Exportando a Crise.
No século XIV, Portugal enfrentava uma crise, como em outras partes da Europa. Reconquistando os territórios dos islâmicos, houve crescimento populacional causando a escassez de alimentos.
A maioria da área agricultável era ocupada para o cultivo de uva, usada na fabricação do vinho, produto de imensa aceitação pelo povo europeu. Assim, o alimento em enorme quantidade tinha que ser muitas vezes trazido de terras distantes. Localizado com vasto litoral a alternativa era a pesca.
A escassez se agravava com as crises econômicas, muitas provocadas pelas guerras de independência contra o reino de Castela e instabilidade política. A população rural se dirigia para as cidades, formando contingente de marginalizados.
Para contornar a situação, o governo fez algumas tentativas, como o aumento dos impostos da produção agrícola, porém sem sucesso. A solução viria ao longo das décadas, à medida que os portugueses conseguissem exportar a crise além-mar. O movimento uniu os esforços da nobreza e, grupos mercantis em torno de um objetivo.
Na África, a nobreza portuguesa se mobilizava para continuar a guerra contra os islâmicos, no espírito da Cruzada. Os grupos mercantis viam nas aventuras marítimas a possibilidades da prática corsária, e quem sabe abrir postos avançados de comércio.
Nos séculos XV e XVI, exportar a crise era comum nos povos europeus. O pioneirismo português iniciou um intenso processo de expansão que levaria as sociedades européias a conquistar terras e povos ao redor do mundo, inclusive na América.
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2 comentários
é como uma aulda de história :0
16:21FIQUEI NA MESMA NECESSITO DE UMA EXPLICAÇÃO MAIS DETALLHADA!!!
14:47Postar um comentário