Segundo Governo de Getúlio Vargas

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Getúlio Vargas foi eleito presidente em 1951, provando seu carisma junto às classes mais pobres.

Vargas ao mesmo tempo que defendia o nacionalismo econômico, que pretendia um país que preservava suas riquezas, estimulava o desenvolvimento industrial, e que combatia o monopólio do capital estrangeiro, não podia dispensar o capital norte-americano para os setores de infra-estrutura, tão vitais ao seu plano de desenvolvimento.

Essa sua postura contraditória lhe trazia opositores das duas correntes políticas da época: conservadores e nacionalistas. Vargas tenta então aproximar-se das bases operárias, nomeando em 1953 João Goulart para seu ministro do Trabalho, que propõe um aumento de 100% no salário mínimo.

O aumento despertou a ira da oposição e de setores patriotas, que eram totalmente contrários ao aumento. Getúlio cedeu a afastou João Goulart e deu apenas 42% de aumento, desagradando os trabalhadores.

A situação econômica, de altas taxas inflacionárias, tornava o povo descontente. Vargas ganhou inimigos na imprensa. O principal era o jornalista Carlos Lacerda que controlava o jornal Tribuna da Imprensa.

Lacerda acusava-o, em discursos extremamente agressivos, de aproximação com os comunistas e de tentar perpetuar novamente seu governo através de um novo golpe.

O golpe fatal veio contra o governo de Vargas com a conspiração contra Carlos Lacerda em 5 de gosto de 1954. Lacerda foi vítima de um atentado que não o matou, mas sim o Major Rubens Fiorentino Vaz. Com a morte do Major Vaz, o governo de Vargas estava com os dias contados.

Os generais, em sua maioria, assinaram um manifesto pedindo a renúncia de Vargas. A oposição ganhou peso e Vargas ficava cada vez mais isolado e em 24 de Agosto de 1954, suicidou-se.

Em sua carta, escrita pouco antes do suicídio, Vargas novamente enfatizou seu caráter nacionalista e popular, o que despertou grandes manifestações populares. A oposição não esperava tal reação e ficou de certa forma deslocada com a situação Carlos Lacerda foi obrigado a deixar o país por algum tempo.

Em Novembro de 1955, o Brasil experimentou uma turbulência política causada por um grupo de políticos que não queriam a posse na Presidência da Repúblicaa de Juscelino Kubitschek, eleito pouco antes. Por problemas de saúde, Café Filho afastou-se na Presidência; Carlos Luz, Presidente da Câmara, assumiu, mas quis impedir a posse de JK.

O general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra, afastou Carlos Luz, imediu o retorno de Café Filho, empossou na Presidência o senador Nereu Ramos que, por fim, deu posse a Juesclino, em Janeiro de 1956, nos termos constitucionais.

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