Na área do Distrito de São Sebastião do Sul, Vila de Perdiz Grande, Município de Curitibanos, no alto da Serra do Espigão, o reinado era de antigos farroupilhas e maragatos, dentre eles os irmãos Elias de Morais e Bonifácio Morais, que tiveram suas terras expoliadas pelos "bendegós" promovidos pleo governo catarinense.
A eles juntaram-se integrantes da família Sampaio que, ao lado de membros da família dos Almeida, dos Vidal, dos Crespo, dos Paes de Farias, dos Lima, dos Rocha e outros, eram inimigos do Coronel Albuquerque. Ali, junto a Canhada Funda do Arroio Caraguatá, elegeram uma menina, de apenas 13 anos de idade - Maria Rosa - como Comandante Suprema do Exército Encantado de São Sebastião, naquele momento criado para defender a honra cabloca dos agressores militares.
Tomando conhecimento da nova concentração, o Exército procedeu o reforço da expedição e a substituição do comando, de Pires para o Tenente Coronel José Capitulino Gomes Gameiro, que imediatamente ordenou um ataque frontal a Caraguatá, com mais de 700 homens. Os cablocos não se intimidaram e revidaram, sendo vitoriosos nos combates de corpo-a-corpo do dia 9 de Março ewm mais uma desarticulada e desastrosa investida militar.
Os corpos dos soldados mortos toram pendurados, enforcados, em galhos de pinheiros, para que o odor do putrefamento ao ar livre, afastasse novas tentativas de ataque. A tropa derrotada recuou novamente para Calmon.
Em Caraguatá, as condições de vida salubre eram insatisfatórias. De pronto, ocorreu uma epidemia de febre tifóide, causando muitas mortes. A jovem Maria Rosa, tida como "vigem", ouvindo os líderes rebelados, decidiu empreender a retirada para a região do Timbó, descendo a Serra em direção a Bom Sossego, espalhando as famílias pelos redutos de Peras Brancas, São Pedro, Caçador Grande, Tamanduá, São Sebastião, Santo Antônio, Timbozinho e Vacas Brancas.
Organizou-se o Exército Encantado, inicialmente com 3 000 homens e 2 000 mulheres, com o Conselho de Comandantes, formado pelos líderes dos piquetes-de-briga e chefes-de-redutos, incluindo o Comandante-Geral Elias de Morais, José Aleixo Gonçalves, Eusébio Ferreira dos Santos, Antonio Tavares Júnior, Agostin Saraiva, o "Castelhano" (Sobrinho e Gumerindo Saraiva e de Aparício Saraiva, comandantes maragatos da Revolução Federalista de 1894), Olegário Ramos, Maria Rosa, Joaquim Germano, Conrado Gröbber, Francisco Alonso, Henrique Wolland, Benevenuto Luno, o "Venuto Baiano", este depois verificado como "Paranaense Infiltrado" para jogar a população cabloca catarinense contra o Exército, Sebastião dos Campos, Francisco Paes de Farias, o "Chico Ventura" e Adeotado Ramos, o "Deodato", que viria a ser o mais famoso "jagunço".
A União tratou de ampliar as tropas, chamando destacamentos gaúchos e nomeando o General Carlos Frederico de Mesquita para o comando. O segundo grande ataque ao Reduto de Caraguatá, anunciado à Nação como "vitória", na verdade, foi novo fracasso.
Na missão de extermínio, que juntou 3 000 soldados no Contestado, o Exército bombardeou e metralhou só espaços vazios. Isso não impediu que, em Maio, Mesquita anunciasse o fim da resistência Sertaneja e determinasse o retorno aos quartéis, deixando na região, para a estação do frio inverno que se aproximava, apenas um pequeno destacamento, sob comando do Capitão Matos Costa, ele que, fazendo amizades entre os cablocos, tentou pacificar a revolta e evitaar a organização de nova expedição militar, sem sucesso.
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