Após a derrota dos alemães, explodiam em todo o Mundo movimentos em prol da democracia. No Brasila a situação não foi diferente: vários grupos começaram a se manifestar contra o governo e exigiam novas eleições.
O DIP perdera sua capacidade de controlar os meios de comunicação, abrindo caminho para as denúncias contra a crueldade do seu governo.
Diante da situação, Vargas ainda tentava manter sua imagem. Concedeu anistia aos presos políticos e exilados, convocou novas eleições para 2 de Dezembro de 1945 e 6 de maio de 1946.
Com o enfraquecimento de seu regime autoritário, muitas empresas nacionais e estrangeiras prejudicadas com o decreto antitruste (Junho de 1945) também se manifestaram contra Vargas.
A situação piorou quando Getúlio resolveu antecipar as eleições estaduais, marcadas para maio de 1946, para Dezembro de 1945. Dessa forma todos aqueles que fossem se candidatar deveriam se afastar de seus cargos públicos 30 dias antes das eleições, o que daria a Vargas a possibilidade nomear pessoas de confiança e assim manipular as eleições.
O momento decisivo foi a nomeação de seu irmão, Benjamin Vargas, para a chefia de política do Distrito Federal. Essa nomeação despertou a revolta do exército e do próprio braço direito de Vargas durante muito anos, o general Góis Monteiro. Os militares pediram que Vargas voltasse atrás na nomeação, o que não aconteceu.
O palácio foi sitiado e o presidente Getúlio Vargas foi deposto, encerrando-se assim um dos momentos mais conturbados da república. Vargas ficou conhecido como "pai dos pobres e mãe dos ricos" pois as conquistas trabalhistas da Era Vargas prevalecem até hoje.
A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é um conjunto de leis criadas para regulamentar o trabalho e as relações entre patrões e empregados. Ao mesmo tempo, Vargas calou a boca dos trabalhadores com a repressão policial e também favoreceu os grandes empresários.
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