Bursites, Tendinites e Tenossinovites

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Do ponto de vista histológico, as "bursas" e as bainhas tendinosas são muito semelhantes. Como tecido adventício, não possuem membrana basal e são compostas por um aglomerado de células fibroblásticas, que assim como as células sinoviais, apresentam funções macrofágicas e secretorias.

As "bursas" geralmente formam uma cavidade achatada, enquanto que os leitos tendinosos são estruturas longas e tubulares. Secretam colágeno, proteoglicanos, enzimas como a colagenase e outras substâncias.

As "bursas" têm como função proteger os tecidos moles das proeminências ósseas adjacentes, auxiliando na lubrificação das estruturas articulares. As bursites representam manifestações clínicas em locais diversos, que tem como características comuns dor localizada e disfunção.

As causas mais freqüentes de bursites são as traumáticas e designada segundo a estrutura anatômica que compromete. A sede mais comum dessas lesões são as bursas do olécrano, as pré-patelares, subacromial e trocanteriana. Além do trauma, as bursites podem estar associadas a outras condiçôes clínicas, como doenças metabólicas do tipo da gôta e pseudogota, doenças inflamatórias do tecido conectivo, como a artrite reumatólde, e processos infecciosos localizados.

Os processos infecciosos das "bursas" geralmente ocorrem nas "bursas" subcutâneas superficiais, sendo mais freqüentes as bursites pré-patelares e olecranianas.

Os tendões são compostos por fibras colágenas densas, paralelas, e por fibroblastos. Sua principal função é ligar o músculo ao osso tornando-se mais eficiente, pois concentra a sua ação sobre uma pequena área.

As inflamações agudas ou crônicas dos tendões e de suas bainhas (tenossinovite), tal como as bursites, freqüentemente são desencadeadas pelos traumatismos, geralmente associados aos movimentos repetitivos, realizados em posições posturais inadequadas, ou que requeiram o uso de força.

Ao exame clínico, podemos detectar discreto edema e calor local, com crepitação, diminuição de força e espessamento ao longo do curso da unidade músculo-tendínea comprometida. Algumas tenossinovites podem se associar a processo estenosante da bainha tendinosa, como na tenossinovite dos flexões dos dedos das mãos (dedos em gatilho), dos tendões do longo abdutor do polegar e extensor curto do polegar (síndrome de de Quervam), ou ainda nos processos inflamatórios da goteira intertubercular da cabeça do úmero (tendinite do cabo longo do bíceps).

O acometimento séptico de tendões e bainhas é freqüente na doença gonocócica disseminada e, mais raramente, pode ocorrer na tuberculose, esporotricose, toxoplasmose e micobacterioses atípicas.

- Entesopatias: a êntese, local de inserção de um ligamento ou músculo no osso, está comprometida numa grande variedade de patologias. Esses pontos apresentam terminações nervosas especiais e o osso onde se inserem fibras dos ligamentos, tendões ou músculos não são reconhecidos por periósteo. As fibras tendinosas passam diretamente para dentro das fibras de Sharpey do osso: nota-se que o tendão se alarga e se prende diretamente em leque na zona de inserção com cartilagem hialina interposta.

Durante o movimento as ênteses são expostas a grandes sobrecargas mecânicas. Freqüentemente esses pontos são agredidos em atividades desportivas e programas de condicionamento físico inadequados. Os locais mais acometidos pelos traumas diários e movimentos repetidos que levam a quadros de entesites são o epicôndilo lateral do úmero ("tennis elbow"), o epicôndilo medial ("golf elbow"), a entesopatia da pata de ganso, entesopatia retrocalcânea e subcalcânea, entre outras.

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